Há noites em que o esporte transcende o placar e se torna ritual coletivo de gratidão. Na terça-feira, no Estádio Monumental de Nuñez, Buenos Aires parou para se despedir de Lionel Messi — 208 jogos, 126 gols e uma Copa do Mundo depois — numa vitória por 3 a 0 sobre Benin que foi, acima de tudo, uma cerimônia de encerramento. O maior artilheiro da história argentina deixou o campo com lágrimas e aplausos, encerrando um capítulo que o futebol dificilmente saberá como substituir.
Messi marca de pênalti, dá duas assistências e se despede da Argentina com goleada
O futebol será menos feliz sem sua presença
Por que essa partida importa tanto? É só um jogo de futebol, não é?
Não é só um jogo. Messi jogou 208 vezes pela Argentina. Ganhou a Copa do Mundo com eles. Bicampeão da Copa América. Essa era a última vez que ele colocaria a camisa número 10.
Mas ele marcou apenas um gol, certo? Um pênalti?
Marcou um gol de pênalti e deu duas assistências. Participou dos três gols. Naquela noite, tudo que ele tocava tinha significado.
Espera. O placar foi 3 a 0, mas quantas chances claras ele desperdiçou no primeiro tempo? Quatro, segundo o relato. Benin quase marcou também. Não foi um jogo fácil.
Verdade. Benin marcou forte, o goleiro deles fez boas defesas. Mas no segundo tempo tudo mudou. Messi começou a aparecer mais.
O que o emocionou mais naquela noite?
Tudo. Chorou no ônibus antes de chegar. Chorou durante o hino. Seus três filhos o acompanharam na entrada em campo. Fogos de artifício, uma camiseta gigante com seu número.
Mas isso é cenário. O que realmente importa é que ele encerra com 126 gols em 208 jogos. Maior artilheiro da Argentina. Maior número de partidas também.
Ele vai continuar jogando em clubes?
Sim. A despedida é só da seleção. O público do esporte espera que em clubes ele demore mais tempo ainda.
Mas ninguém sabe por quanto tempo. Ele tem 39 anos. Essa é a realidade.
Il Polso
- O Estádio Monumental lotou com a urgência de quem sabe que certas despedidas não se repetem — fogos de artifício, uma camisa gigante com o número 10 dourado e um hino nacional que fez chorar até o técnico Scaloni.
- Messi chegou ao estádio já em lágrimas dentro do ônibus, beijou os três filhos antes de entrar em campo e resistiu até os últimos versos do hino antes de deixar o rosto se molhar.
- O primeiro tempo foi de frustração coletiva: quatro chances claras desperdiçadas, uma bola na trave e um goleiro do Benin que se recusava a ser coadjuvante da festa.
- No segundo tempo, a noite se acertou — assistência de escanteio para Otamendi, passe milimétrico para o jovem Nico Paz e, finalmente, o pênalti convertido com força no ângulo, respondendo à provocação do goleiro adversário.
- O apito final entregou a Messi a bola do jogo, dois cartões do árbitro e a confirmação de que, na seleção argentina, sua história chegou ao fim — restando ao mundo do futebol torcer para que nos clubes essa despedida ainda demore.
Há noites em que o esporte transcende o placar e se torna ritual coletivo de gratidão. Na terça-feira, no Estádio Monumental de Nuñez, Buenos Aires parou para se despedir de Lionel Messi — 208 jogos, 126 gols e uma Copa do Mundo depois — numa vitória por 3 a 0 sobre Benin que foi, acima de tudo, uma cerimônia de encerramento. O maior artilheiro da história argentina deixou o campo com lágrimas e aplausos, encerrando um capítulo que o futebol dificilmente saberá como substituir.
Lionel Messi tocou na bola pela primeira vez aos 40 segundos de sua última partida pela Argentina — um passe simples para trás, suficiente para marcar o início do fim. Na noite de terça-feira, o Estádio Monumental de Nuñez se encheu para testemunhar a despedida de quem muitos consideram o maior jogador da história do futebol. O adversário era Benin, uma seleção africana sem pretensões de estragar a festa. A Argentina venceu por 3 a 0, mas o placar foi apenas um detalhe.
Messi encerra sua trajetória na seleção com 208 jogos e 126 gols — maior artilheiro e jogador com mais partidas da história argentina. Campeão do mundo, bicampeão da Copa América, medalhista olímpico. Mas naquela noite, nenhuma estatística importava tanto quanto o fato de ele estar ali, pela última vez, com a camisa número 10 da Albiceleste. Quando chegou ao estádio, chorou dentro do ônibus. No túnel, beijou cada um dos três filhos antes de entrar. Fogos explodiram no céu. O técnico Scaloni foi o primeiro a ceder às lágrimas durante o hino; Messi resistiu até os últimos versos.
O primeiro tempo foi de ansiedade: quatro chances desperdiçadas, uma bola na trave e um goleiro do Benin que trabalhou mais do que se esperava. O segundo tempo corrigiu o roteiro. Messi cobrou escanteio na medida para Otamendi abrir o placar. Depois, um toque preciso liberou Nico Paz — apontado como seu sucessor — para um golaço de perna esquerda. O gol que faltava veio de pênalti: o goleiro adversário pediu que Messi chutasse no lado direito, uma provocação que o craque respondeu com uma finalização forte no ângulo.
No fim, Messi ainda quase marcou mais uma vez — a bola carimbou a trave após defesa do goleiro. Recebeu a bola do jogo, os cartões do árbitro como lembrança e a emoção de uma arquibancada que não queria deixá-lo ir. Na seleção, o capítulo final foi escrito. Nos clubes, o mundo do futebol espera que essa despedida ainda demore muito mais.
Lionel Messi tocou na bola pela primeira vez aos 40 segundos de sua última partida pela Argentina — um simples passe para trás, nada de espetacular, mas suficiente para marcar o início do fim. Na noite de terça-feira, 6 de outubro, o Estádio Monumental de Nuñez lotou para testemunhar a despedida de quem muitos consideram o maior jogador da história do futebol. O adversário era modesto: Benin, uma seleção africana que chegou sem pretensões de estragar a festa. A Argentina venceria 3 a 0, mas o placar foi apenas um detalhe naquela noite.
Messi encerra sua trajetória na seleção com números que falam por si: 208 jogos, 126 gols. Ele é o maior artilheiro da história argentina e também o jogador com mais partidas pela equipe. Três finais de Copa do Mundo disputadas, uma delas vencida. Bicampeão da Copa América. Vencedor da Finalíssima. Medalhista de ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim. Mas naquela quarta-feira, nenhuma estatística importava tanto quanto o fato de que ele estava ali, pela última vez, com a camisa número 10 da Albiceleste.
O jogo estava marcado para as 20 horas, mas começou 30 minutos depois. Ninguém queria se despedir de Messi. Quando chegou ao estádio, chorou dentro do ônibus. No aquecimento, foi ovacionado. No túnel que leva ao gramado, incentivou os companheiros, cumprimentou as crianças presentes e beijou cada um de seus três filhos antes de entrar em campo. Fogos de artifício explodiram no céu. Uma camiseta gigante da Argentina com o número 10 dourado foi estendida no centro do gramado. Então veio o hino nacional. O técnico Lionel Scaloni foi o primeiro a chorar. Otamendi fez jogo duro, mas também deixou as lágrimas caírem. Messi resistiu até os últimos versos, segurando a emoção com as mãos, até que no final deixou que o rosto se molhasse.
No primeiro tempo, a Argentina criou quatro chances claras, mas a bola não quis entrar. Benin, apesar de modesta, marcou forte e quase abriu o placar aos 18 minutos. Messi tentou de todas as formas: um desvio de carrinho que tirou tinta da trave aos 23 minutos, uma cobrança de falta defendida pelo goleiro Dandjinou dois minutos depois. A defesa do Benin trabalhou, o goleiro trabalhou. O primeiro tempo terminou sem gols.
O segundo tempo foi diferente. Aos dois minutos, Messi cobrou escanteio na medida perfeita. Otamendi, outro veterano, pegou de primeira com o pé direito e abriu o placar. Dez minutos depois, Messi foi acionado na direita, deu um toque para o meio que tirou três jogadores do lance, e Nico Paz, de 22 anos — tratado por muitos como seu sucessor — dominou e bateu colocado com a perna esquerda para fazer 2 a 0. Era um golaço.
Mas faltava o gol do dono da festa. Giay, lateral-direito do Palmeiras, sofreu pênalti aos 25 minutos. O goleiro do Benin pediu que Messi chutasse no lado direito, uma provocação que o craque ouviu e respondeu com uma finalização forte, no alto, acertando o canto. Festa nas arquibancadas, festa no gramado ao redor do camisa 10. Messi queria mais, e o time seguia jogando para ele brilhar, como de costume. Aos 29 minutos, tocou de primeira para fora, muito perto da trave. Aos 42, achou uma bela virada de jogo para Flores no lado esquerdo da área, mas o jovem parou na defesa. No lance seguinte, quase fez um golaço — Nico Paz tocou para Lo Celso, que escorou para Messi, que bateu forte de primeira, mas Dandjinou espalmou e a bola carimou a trave.
No fim, o 3 a 0 foi só um detalhe. Messi mostrou mais uma vez que o futebol será menos feliz sem sua presença. Após o apito final, recebeu os dois cartões do árbitro, a bola do jogo, e se emocionou, como a maioria dos torcedores presentes. Na seleção, o capítulo final de sua história aconteceu naquela noite. Em clubes, o público do esporte espera que essa despedida demore ainda mais.
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