Há momentos em que o fim de uma carreira transcende o esporte e se torna um evento histórico. Nesta terça-feira, Lionel Messi disputa sua 208ª e última partida pela seleção argentina — aos 39 anos, no Monumental de Nuñez, diante do Benin — encerrando mais de duas décadas de uma trajetória que redefiniu os limites do futebol e o próprio significado de representar uma nação. Com 125 gols, 68 assistências e três títulos continentais e mundiais, Messi não se despede apenas como atleta: despede-se como o capítulo mais longo e mais profundo já escrito pelo futebol argentino.
Messi faz despedida histórica pela Argentina contra Benin nesta terça
Uma carreira que termina com glória, não que começou com ela
Por que escolher justamente Benin para essa despedida? Parece uma partida menor para um momento tão grande.
A Argentina estava em compromissos de qualificação. Benin é um adversário que permite que o foco seja realmente na homenagem, não na pressão de um resultado crítico. O estádio Monumental, em Buenos Aires, é o lugar certo — é casa.
Mas vale notar que essa não é uma partida de grande relevância competitiva. É uma escolha simbólica, não uma final. A despedida é mais cerimônia que confronto.
Os números dele são realmente tão distantes dos outros?
Sim. Batistuta, o segundo maior goleador, tem 55 gols. Messi tem 125. Não é uma diferença — é um abismo. E em assistências, Di María tem menos da metade.
Importante lembrar que Messi jogou 208 partidas. Batistuta jogou menos. A comparação é válida, mas o volume de oportunidades também conta.
Quando ele realmente começou a vencer títulos pela Argentina?
Tarde demais para muitos. A Copa América veio em 2021, quando ele já tinha 34 anos. A Copa do Mundo em 2022. Antes disso, eram campanhas que terminavam em decepção.
O que é interessante é que os maiores troféus chegaram no final. Não é uma carreira que começou com glória — é uma que termina com ela.
E em Copas do Mundo especificamente?
Disputou seis edições. 34 jogos — mais que qualquer outro jogador. 21 gols, segundo apenas a Mbappé. Capitaneou 27 vezes.
Esses números de Copas são verificáveis e impressionantes. O que não sabemos é como essa última partida vai se desenrolar — se vai ser uma celebração tranquila ou se haverá tensão.
O Pulso
- Aos 39 anos, Messi entra em campo pela última vez com a camisa albiceleste, carregando o peso e a glória de 208 partidas numa única noite de despedida.
- A distância entre ele e os demais ídolos históricos da Argentina é quase impossível de medir — Gabriel Batistuta, segundo maior goleador, fica 70 gols atrás.
- Os títulos que mais importavam chegaram tarde, mas chegaram: Copa América em 2021 e 2024, e a Copa do Mundo em 2022, transformando décadas de frustração em legado definitivo.
- Nos Mundiais, Messi acumulou recordes que dificilmente serão superados — 34 jogos disputados, 27 como capitão e 16 participações diretas em gols nas fases eliminatórias.
- O Monumental de Nuñez foi escolhido propositalmente para este encerramento, e a Argentina assiste, em silêncio e ovação, ao fechamento de uma era que não voltará.
Há momentos em que o fim de uma carreira transcende o esporte e se torna um evento histórico. Nesta terça-feira, Lionel Messi disputa sua 208ª e última partida pela seleção argentina — aos 39 anos, no Monumental de Nuñez, diante do Benin — encerrando mais de duas décadas de uma trajetória que redefiniu os limites do futebol e o próprio significado de representar uma nação. Com 125 gols, 68 assistências e três títulos continentais e mundiais, Messi não se despede apenas como atleta: despede-se como o capítulo mais longo e mais profundo já escrito pelo futebol argentino.
Lionel Messi disputa nesta terça-feira sua 208ª e última partida oficial pela seleção argentina. Aos 39 anos, o camisa 10 enfrenta Benin no Monumental de Nuñez, em Buenos Aires — estádio escolhido com intenção para encerrar uma carreira internacional de mais de duas décadas.
Os números que ficam definem uma era. Em 208 jogos, Messi marcou 125 gols e distribuiu 68 assistências, totalizando 193 participações diretas — uma média de 0,92 por partida. Gabriel Batistuta, segundo maior goleador da história argentina, fica 70 gols atrás. Ángel Di María, líder em assistências entre os demais, tem menos da metade dos passes decisivos de Messi.
Os títulos mais aguardados chegaram na reta final da carreira: Copa América em 2021 e 2024, e a Copa do Mundo em 2022. Foram eles que transformaram anos de campanhas frustradas num legado inabalável. A Argentina ainda chegou ao vice-campeonato na Copa de 2026, último torneio antes desta despedida.
Nos Mundiais, Messi é o segundo maior artilheiro da história da competição, com 21 gols, e o jogador com mais participações diretas em gols nas fases eliminatórias. Disputou 34 jogos no torneio — mais que qualquer outro atleta — e capitaneou a Argentina em 27 ocasiões, recorde absoluto. Ao longo de seis edições, acumulou mais de 3 mil minutos em campo, além de oito Bolas de Ouro e oito prêmios The Best da Fifa.
A partida desta terça não é apenas o fim de uma carreira internacional. É o fechamento de um capítulo que redefiniu o que significa ser craque pela Argentina.
Lionel Messi entra em campo nesta terça-feira pela última vez como jogador da seleção argentina. Aos 39 anos, o camisa 10 disputará sua 208ª partida oficial contra Benin, às 20h, no Monumental de Nuñez, em Buenos Aires — o estádio escolhido propositalmente para encerrar uma carreira internacional que se estende por mais de duas décadas.
Os números que Messi deixa para trás definem uma era do futebol argentino. Em 208 jogos, marcou 125 gols e deu 68 assistências, totalizando 193 participações diretas em gols — uma média de 0,92 por partida. A distância entre ele e os demais nomes históricos da seleção é abissal. Gabriel Batistuta, segundo maior goleador da Argentina, fica 70 gols atrás. Ángel Di María, que lidera em assistências entre os demais, tem pouco menos da metade dos passes decisivos de Messi.
Os títulos que mais importam chegaram tarde na carreira. Messi conquistou a Copa América em 2021 e 2024, e a Copa do Mundo em 2022 — troféus que consolidaram seu legado após anos de campanhas que terminavam em frustração. A Argentina chegou ao vice-campeonato na Copa de 2026, seu último torneio antes desta despedida.
Foi nas Copas do Mundo que Messi ampliou seus recordes mais impressionantes. Aparece como segundo maior artilheiro da história da competição, com 21 gols — apenas um a menos que Kylian Mbappé, da França. Superou o antigo recorde de Miroslav Klose, da Alemanha, que havia encerrado a carreira com 16. Mas o gol não é sua marca mais distintiva neste contexto: Messi é o jogador com mais participações diretas em gols em fases eliminatórias de Copas, com 16. Disputou 34 jogos no torneio — mais que qualquer outro atleta — e capitaneou a Argentina em 27 ocasiões, recorde absoluto.
Essa trajetória em Mundiais se estendeu por seis edições, período em que acumulou mais de 3 mil minutos em campo pela seleção. O desempenho tanto pelo clube quanto pela seleção lhe rendeu oito Bolas de Ouro e oito prêmios The Best da Fifa, além de 17 indicações ao longo da carreira. Números que o colocam entre os maiores jogadores da história do futebol, não apenas da Argentina.
A partida desta terça marca o encerramento de uma era. Messi deixa a seleção como o jogador que mais contribuiu diretamente para gols, que mais vezes capitaneou, que mais disputou partidas em Mundiais. Sua despedida não é apenas o fim de uma carreira internacional — é o fechamento de um capítulo que redefiniu o que significa ser craque pela Argentina.
Citações Notáveis
Messi é o jogador com mais participações diretas em gols em fases eliminatórias de Copas, com 16, e disputou 34 jogos no torneio — mais que qualquer outro atleta— Registros históricos da Fifa