Mercado Livre abre 28,2 mil vagas em logística no Brasil em 2026

Criação de 28,2 mil novos postos de trabalho em logística, impactando positivamente o emprego em regiões como São Paulo, Santa Catarina e Minas Gerais.
O Brasil ainda tem 83% do varejo fora da internet
Reflexão sobre o potencial de crescimento do e-commerce brasileiro que justifica a expansão agressiva da empresa.

Em um país onde apenas 17% do varejo já migrou para o ambiente digital, o Mercado Livre anuncia a criação de 28,2 mil postos de trabalho em logística ao longo de 2026 — um gesto que revela tanto a ambição de uma empresa quanto o tamanho do território ainda por conquistar. Com R$ 57 bilhões comprometidos e 14 novos Centros de Distribuição a caminho, a expansão transforma cidades do interior paulista, catarinense e mineiro em novos nós de uma teia comercial que redesenha o cotidiano de trabalhadores e consumidores. É o e-commerce brasileiro encontrando, finalmente, a escala que sua própria demanda há tempos exigia.

  • O quadro de funcionários em logística saltará mais de 56% — de 49,8 mil para 78,1 mil pessoas — em menos de um ano, pressionando a empresa a recrutar e treinar em ritmo acelerado.
  • Quatorze novos Centros de Distribuição serão abertos no Brasil, elevando o total de 32 para 48 unidades e exigindo coordenação simultânea em múltiplos estados.
  • Cajamar e Araçariguama, no interior de São Paulo, concentram 8 mil das novas vagas, transformando municípios de médio porte em epicentros logísticos de escala nacional.
  • A penetração online de apenas 17% no varejo brasileiro é o argumento central da empresa para justificar a aposta: há mercado vasto e ainda pouco explorado à frente.
  • Para regiões como Santa Catarina e Minas Gerais, a chegada de milhares de vagas em logística representa uma injeção direta no emprego local em um setor de crescimento contínuo.

O Mercado Livre comprometeu R$ 57 bilhões em investimentos no Brasil para 2026 e, como parte dessa aposta, anunciou a abertura de 28,2 mil novos postos de trabalho em logística ao longo do ano. Com isso, o quadro de colaboradores dedicados à operação logística no país passará de 49,8 mil para 78,1 mil pessoas — crescimento superior a 56% que a empresa projeta concluir até dezembro. Na América Latina como um todo, a força de trabalho logística do grupo saltará de 89 mil para 133 mil funcionários.

A expansão física é igualmente expressiva: 14 novos Centros de Distribuição serão inaugurados no Brasil, elevando o total de unidades de 32 para 48. O mapa das contratações aponta para polos logísticos estratégicos: Cajamar (SP) receberá 5,5 mil vagas, Araçariguama (SP) terá 2,5 mil, Governador Celso Ramos (SC) ganhará 2,4 mil, Campinas (SP) contará com 1,6 mil e Extrema (MG) terá 930 novas oportunidades.

A diretora de Pessoas do Mercado Livre no Brasil, Patricia Monteiro de Araújo, explicou a lógica por trás da decisão: o país é um dos maiores mercados de e-commerce do mundo, mas a penetração do varejo online ainda está em apenas 17%, o que indica um enorme espaço para crescimento. Cada novo centro de distribuição, segundo a empresa, fortalece a digitalização do comércio e amplia o acesso ao e-commerce para mais regiões e consumidores — tornando a expansão logística não apenas um movimento de negócios, mas um vetor de transformação do consumo brasileiro.

O Mercado Livre está em expansão acelerada. Depois de comprometer R$ 57 bilhões em investimentos no Brasil para 2026, a empresa anunciou que abrirá 28,2 mil novos postos de trabalho no setor de logística ao longo do ano. Quando essas vagas forem preenchidas, o quadro de funcionários dedicados à logística saltará de 49,8 mil para 78,1 mil pessoas — um crescimento de mais de 56% que a companhia projeta concluir até dezembro.

A expansão não se limita ao Brasil. Considerando toda a América Latina, a operação logística do Mercado Livre crescerá de 89 mil para 133 mil colaboradores, refletindo uma aposta estratégica na infraestrutura de distribuição em toda a região. Parte dessa estratégia passa pela abertura de quatorze novos Centros de Distribuição no país, levando o total de unidades para 48 — um aumento de 50% em relação ao ano anterior.

O mapa da expansão revela onde a empresa está concentrando seus esforços. Cajamar, no interior de São Paulo, receberá o maior número de vagas: 5,5 mil postos de trabalho. Araçariguama, também em São Paulo, terá 2,5 mil. Governador Celso Ramos, em Santa Catarina, receberá 2,4 mil vagas. Campinas, no interior paulista, ganhará 1,6 mil postos. E Extrema, em Minas Gerais, terá 930 novas oportunidades. Essas cidades, muitas delas polos logísticos estratégicos, concentram a maior parte da criação de empregos anunciada.

A empresa justifica a aposta em declaração oficial. Patricia Monteiro de Araújo, diretora de Pessoas do Mercado Livre no Brasil, afirmou que o país é um dos maiores mercados de comércio eletrônico do mundo, mas ainda há espaço significativo para crescimento. A penetração do varejo online no Brasil permanece em apenas 17%, o que significa que a maior parte das transações comerciais ainda acontece de forma presencial. Cada novo centro de distribuição, segundo a empresa, fortalece o movimento de digitalização do comércio e amplia o acesso ao e-commerce para mais regiões e consumidores.

A criação de 28,2 mil vagas em logística representa um impacto direto no mercado de trabalho de estados como São Paulo, Santa Catarina e Minas Gerais. Para essas regiões, a expansão do Mercado Livre significa oportunidades de emprego em um setor que demanda desde operadores de armazém até especialistas em gestão de fluxos logísticos. O timing da expansão coincide com um momento em que o comércio eletrônico brasileiro continua em trajetória de crescimento, alimentado pela digitalização de pequenos e médios negócios e pela mudança de hábitos de consumo.

O Brasil é um dos maiores mercados de e-commerce do mundo, mas a penetração online ainda é de apenas 17%. Cada novo Centro de Distribuição fortalece esse movimento e continuamos investindo para ampliar o acesso ao comércio eletrônico
— Patricia Monteiro de Araújo, Diretora de Pessoas do Mercado Livre no Brasil
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Por que o Mercado Livre está investindo tanto em logística agora, especificamente?

Model

Porque o Brasil ainda tem 83% do varejo acontecendo fora da internet. Há um mercado enorme esperando ser capturado, e quem tiver a infraestrutura de distribuição mais rápida e confiável vai ganhar essa disputa.

Inventor

Mas 28 mil vagas é um número muito grande. A empresa consegue encontrar e treinar tanta gente?

Model

É ambicioso, sim. Mas logística não exige especialização prévia — a empresa treina operadores de armazém, motoristas, coordenadores. O desafio real é manter a qualidade do serviço enquanto cresce tão rápido.

Inventor

Por que Cajamar recebe mais vagas que as outras cidades?

Model

Cajamar já é um polo logístico consolidado no interior de São Paulo, perto de rodovias importantes e de centros consumidores. Faz sentido expandir onde a infraestrutura já existe.

Inventor

Isso significa que o Mercado Livre está confiante no crescimento do e-commerce brasileiro?

Model

Exatamente. Eles estão apostando que a penetração de 17% vai crescer significativamente nos próximos anos. Se errar essa aposta, fica com capacidade ociosa. Se acertar, domina o mercado.

Inventor

E para os trabalhadores, o que muda?

Model

Mais oportunidades de emprego em regiões que precisam disso. Mas também significa que o setor de logística vai se profissionalizar mais — a concorrência por talento vai aumentar.

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