Antes mesmo de nascer, o corpo já começa a guardar memórias do que come. Um estudo publicado na PNAS, conduzido por investigadores chineses e britânicos, aproveitou o racionamento de açúcar no Reino Unido pós-Segunda Guerra para revelar que os primeiros mil dias de vida — da conceção aos dois anos — moldam o risco de cancro décadas mais tarde. O acidente histórico de 1953, quando as restrições terminaram e o consumo de açúcar duplicou, criou dois mundos distintos: o de quem cresceu com escassez e o de quem cresceu na abundância, e os seus corpos, setenta anos depois, contam histórias muito dif