Aos 74 anos, a escritora espanhola Rosa Montero recusa a ideia de que envelhecer é sinônimo de apagamento. Em torno de seu romance 'A Carne', que chega ao Brasil pela editora Todavia, ela reposiciona o tempo não como perda, mas como intensificação — e a menopausa não como declínio, mas como libertação. Sua voz ecoa uma tradição de mulheres que insistem em existir plenamente fora dos limites que o patriarcado lhes reservou.