Entre dois turnos eleitorais, o governo Lula anunciou um reajuste no Bolsa Família que elevaria o benefício mínimo de R$ 600 para R$ 691 — uma medida de alcance bilionário que, inevitavelmente, cruzou o caminho da Justiça Eleitoral. O ministro Mendonça, ao rejeitar a ação que questionava o reajuste, não julgou se a medida era legítima ou oportuna: julgou apenas que o autor da ação não tinha o direito de fazê-la. Assim, uma das perguntas mais sensíveis do calendário político — pode o Estado ampliar benefícios sociais às vésperas de uma eleição? — permanece sem resposta judicial, enquanto os pag