A poucos dias de uma eleição presidencial, o Tribunal Superior Eleitoral fechou sem julgamento de mérito uma ação que pretendia suspender o reajuste de 15% do Bolsa Família. O ministro André Mendonça reconheceu não um erro de argumento, mas um erro de origem: quem disputa um cargo estadual não carrega legitimidade para questionar, no tribunal máximo, medidas de alcance nacional. Assim, o aumento do benefício — de R$ 600 para R$ 691, justificado como recomposição da inflação — segue seu curso, e a tentativa judicial de interrompê-lo se encerra antes mesmo de ser ouvida.