No coração do Supremo Tribunal Federal, uma tensão silenciosa se instala entre a exigência de transparência e a lógica da investigação sigilosa. O ministro André Mendonça, relator do caso envolvendo Daniel Vorcaro, recusou nesta quinta-feira o acesso integral aos dados extraídos do celular apreendido, argumentando que a revelação prematura comprometeria operações em curso e futuras fases investigativas da Polícia Federal. Sua posição não é de ocultação, mas de cautela: o material permanece lacrado, intocado, como guardião de uma investigação que ainda não chegou ao fim.