No limiar entre o segredo e a prestação de contas, o Supremo Tribunal Federal avança, ainda que a passos desiguais, em direção à transparência no caso Master — uma investigação que entrelaça política, cinema e dinheiro. O ministro André Mendonça cedeu à pressão institucional e liberou o sigilo de 53 procedimentos que envolvem senadores e governadores de diferentes espectros partidários, reconhecendo que a opacidade seletiva pode ser tão distorciva quanto o silêncio total. O episódio revela, mais do que um caso jurídico, a tensão permanente entre o poder de guardar segredos e a exigência democr