Mendonça confirma a Fachin que dados de celular de Vorcaro estão lacrados

Os dados permanecem lacrados e intocados desde março
Mendonça informa que o disco rígido com os dados do celular de Vorcaro nunca foi aberto desde a entrega pela Polícia Federal.
Mark

Por que Zanin está pedindo acesso aos dados agora, especificamente antes do julgamento de terça-feira?

Mimi

Porque o relatório da PF que será julgado identifica Moraes em comunicações com Vorcaro. Zanin precisa examinar a integralidade dos dados para entender o contexto completo dessas mensagens antes que o tribunal se pronuncie.

Luke

Mas a gente sabe quem pediu esses dados e por quê? O documento diz que Zanin requereu, mas não explica se ele está representando alguém ou se é uma moção de ofício.

Mark

E por que os dados estão lacrados? Isso é procedimento padrão?

Mimi

Mendonça diz que a PF entregou tudo em envelope lacrado em março, e ele mantém assim desde então. Aparentemente, ninguém abriu para analisar.

Luke

Isso é importante, mas também levanta uma pergunta: se ninguém abriu, como sabemos que o conteúdo está íntegro? E por quanto tempo esses dados podem ficar lacrados sem que alguém tenha direito de acesso?

Mark

Qual é o risco aqui para Moraes?

Mimi

Se as mensagens mostram que ele agiu como interlocutor de Vorcaro em investigações, isso pode questionar a imparcialidade dele em casos sensíveis.

Luke

Mas a gente não sabe ainda o que as mensagens dizem, certo? O relatório identificou Moraes como interlocutor, mas não sabemos em que contexto ou sobre o quê.

Mark

E o celular em si? Por que não está com Mendonça?

Mimi

Mendonça determinou que ficasse na Polícia Federal, seguindo o procedimento normal. Só a cópia dos dados foi entregue ao gabinete.

Luke

Isso significa que o aparelho original está em outro lugar, sob outra custódia. Duas cadeias de custódia diferentes para a mesma evidência — isso complica as coisas.

  • Um relatório da PF aponta o ministro Alexandre de Moraes como interlocutor do ex-dono do Banco Master, e o julgamento que o analisará está marcado para terça-feira — criando uma urgência institucional raramente vista no STF.
  • O ministro Cristiano Zanin solicitou acesso integral aos dados do iPhone 17 Pro de Vorcaro antes do julgamento, sinalizando que decisões de tamanha gravidade não podem ser tomadas sem que todas as evidências sejam examinadas.
  • Mendonça esclarece que o disco rígido encriptado permanece intocado desde março, o que protege a cadeia de custódia, mas também significa que ninguém no tribunal analisou o conteúdo até agora.
  • O próprio aparelho de Vorcaro segue nos depósitos da PF, enquanto apenas a cópia dos dados foi entregue ao gabinete de Mendonça — uma distinção técnica que pode ter peso jurídico considerável.
  • A Operação Compliance Zero, que originou a apreensão, já acumulava controvérsias; agora, com o acesso aos dados em disputa às vésperas do julgamento, o caso atinge seu momento mais crítico.

No limiar de um julgamento que pode revelar conexões entre o poder judiciário e o mundo financeiro, o Supremo Tribunal Federal se vê diante de uma questão tão antiga quanto a justiça em si: quem guarda os guardiões? O ministro André Mendonça comunicou ao presidente Fachin que mantém lacrados, desde março, os dados extraídos do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro — evidências que, segundo a Polícia Federal, registram comunicações com o ministro Alexandre de Moraes. A integridade do envelope selado torna-se, ela mesma, um símbolo da tensão entre transparência e discrição que permeia o caso.

Na sexta-feira, o ministro André Mendonça comunicou ao presidente do STF, Edson Fachin, que guarda em seu gabinete uma cópia dos dados extraídos do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O material está armazenado em um disco rígido encriptado, dentro de um envelope lacrado entregue voluntariamente pela Polícia Federal em março — e permanece intocado desde então.

A comunicação foi motivada por um pedido do ministro Cristiano Zanin, que solicitou acesso completo ao conteúdo do iPhone 17 Pro de Vorcaro antes do julgamento marcado para terça-feira. Na ocasião, o tribunal analisará um relatório da PF que identificou o ministro Alexandre de Moraes como interlocutor de Vorcaro em trocas de mensagens — um dado de enorme sensibilidade institucional.

Mendonça esclareceu que o aparelho físico de Vorcaro não está sob sua custódia: logo após assumir o caso, em fevereiro, determinou que o celular permanecesse nos depósitos da PF, seguindo o fluxo ordinário da corporação. Apenas a cópia dos dados foi encaminhada ao seu gabinete, em um procedimento descrito como espontâneo por parte da polícia.

O fato de o disco permanecer lacrado e encriptado desde março é relevante para a integridade das evidências, mas também significa que nenhuma análise foi realizada no gabinete durante esse período. Com o julgamento iminente e a solicitação de Zanin por acesso integral, a forma como as evidências foram custodiadas passa a ocupar o centro do debate — e a Operação Compliance Zero, que já acumulava controvérsias desde sua primeira fase, entra agora em seu capítulo mais delicado.

Na sexta-feira, o ministro André Mendonça informou ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, que mantém sob custódia uma cópia dos dados extraídos do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Os arquivos estão armazenados em um disco rígido encriptado, dentro de um envelope lacrado que permanece intocado desde março, quando a Polícia Federal os entregou voluntariamente ao seu gabinete.

A comunicação de Mendonça a Fachin ocorreu após o ministro Cristiano Zanin solicitar acesso completo aos dados do iPhone 17 Pro que foi apreendido durante a primeira fase da Operação Compliance Zero. Zanin precisa examinar o material antes do julgamento marcado para terça-feira, quando será analisado um relatório da Polícia Federal que identificou o ministro Alexandre de Moraes como interlocutor de Vorcaro em mensagens trocadas entre os dois.

Segundo Mendonça, o próprio aparelho de Vorcaro não está sob sua guarda. Em fevereiro, logo após assumir o caso, o ministro determinou que o celular permanecesse nos depósitos da Polícia Federal, seguindo o fluxo ordinário de trabalho da corporação. Apenas a cópia dos dados extraídos foi entregue ao seu gabinete, em um procedimento que Mendonça descreve como voluntário e espontâneo por parte da PF.

O contexto que envolve essa custódia é delicado. O relatório que será julgado na terça-feira trata de comunicações entre Vorcaro e Moraes, levantando questões sobre o papel do ministro em investigações sensíveis. A solicitação de Zanin por acesso integral aos dados sugere que a defesa ou outros interessados no caso precisam examinar a integralidade das informações antes que o tribunal se pronuncie sobre as conclusões da Polícia Federal.

Mendonça deixa claro em sua comunicação a Fachin que os dados permanecem lacrados e intocados, o que pode ser relevante para questões de cadeia de custódia e integridade das evidências. O fato de o disco estar encriptado e selado desde março indica que nenhuma análise foi feita sobre o conteúdo no gabinete do ministro durante esse período.

A operação que originou a apreensão do celular, a Operação Compliance Zero, já havia gerado controvérsias anteriores. Agora, com o julgamento iminente e a solicitação de Zanin por acesso aos dados completos, o caso entra em uma fase crítica onde a documentação e a transparência sobre como as evidências foram manuseadas ganham importância central.

Mendonça afirmou que mantém uma cópia de segurança dos dados extraídos do celular de Vorcaro em seu gabinete, entregue pela PF em envelope lacrado que segue intocado até o presente momento
— Ministro André Mendonça, em comunicação ao presidente Edson Fachin
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