No interior do Supremo Tribunal Federal, uma troca de ofícios entre ministros revela que a custódia de informações sensíveis pode ser, em si mesma, uma forma de poder. André Mendonça respondeu a Cristiano Zanin com precisão cirúrgica: os dados completos do celular de Daniel Vorcaro estão com a Polícia Federal, e a cópia em seu gabinete permanece lacrada e intocada. Num tribunal onde investigações sobre um de seus próprios membros estão em curso, cada envelope fechado carrega o peso de uma decisão ainda por vir.