Entre anúncios de ruptura e gestos de recuo, Memphis Depay e o Corinthians protagonizam uma negociação que revela tanto a fragilidade das finanças do futebol brasileiro quanto a complexidade das escolhas humanas diante do fim de uma carreira. O atacante, que poderia buscar mercados mais lucrativos, insiste em permanecer num clube endividado — e o clube, que declarou publicamente o fim das tratativas, aguarda agora uma proposta reduzida em R$ 25 milhões. O que parece impasse é, na verdade, uma dança cuidadosa entre necessidade, pertencimento e estratégia.
Memphis sinaliza contraproposta e renovação com Corinthians ganha força
Memphis voltou à mesa porque quer ficar no Brasil, não porque precise do dinheiro
Por que Memphis insiste em ficar no Corinthians depois que o presidente disse que tudo tinha acabado?
Porque para ele não é só futebol. Ele quer estar no Brasil desenvolvendo negócios, construindo conexões que vão além do campo. A Turquia, o México, o Oriente Médio — nada disso o atrai tanto quanto continuar aqui.
E o Corinthians? Por que aceitaria voltar a negociar se já tinha dito não?
Porque Stabile foi estratégico. Anunciar o fim das tratativas foi uma forma de pressionar Memphis a fazer concessões. Agora que o jogador está voltando com uma proposta menor, o clube negocia de uma posição mais forte.
Quanto dinheiro Memphis está deixando de ganhar com essas concessões?
Algo em torno de R$ 25 milhões. Ele abre mão de R$ 15,4 milhões em arrecadação comercial obrigatória, R$ 6 milhões em ajuda de custo, e reduz drasticamente as bonificações por títulos. É uma queda significativa.
Mas ele ainda quer os 20% das bonificações do patrocínio máster?
Sim, mas com condições. Precisa jogar em pelo menos 50% das partidas com 45 minutos mínimos. Se não cumprir, recebe proporcionalmente. É uma forma de o Corinthians proteger o investimento.
E a dívida de R$ 42 milhões que o Corinthians tem com ele?
Continua a mesma, mas sem juros ou multas. Será paga em quatro parcelas entre fevereiro de 2027 e julho de 2028, quando o contrato termina. Memphis está abrindo mão de cobrar juros sobre esse valor.
Isso muda o jogo?
Muda completamente. O Corinthians sai de uma posição defensiva para uma posição de negociação real. Se aceitar essa contraproposta, o clube economiza R$ 25 milhões e ainda mantém Memphis. É o que Stabile estava buscando.
El Pulso
- O que parecia encerrado ressurge: após o presidente do Corinthians declarar publicamente o fim das negociações, o estafe de Memphis sinalizou uma contraproposta para ser entregue na segunda-feira.
- A demanda original de R$ 110 milhões — que incluía arrecadação comercial obrigatória, ajuda de custo e juros sobre dívida — foi reduzida para cerca de R$ 85 milhões, numa concessão de aproximadamente R$ 25 milhões.
- Memphis abre mão de cláusulas sensíveis: os R$ 15,4 milhões em contratos comerciais, os R$ 6 milhões em ajuda de custo e os 12,5% de premiações por títulos desaparecem da nova proposta.
- O jogador rejeita sondagens da Turquia, México e Oriente Médio, preferindo o Brasil, onde construiu vínculos pessoais e projeta negócios para além do futebol.
- O anúncio de encerramento feito por Stabile é lido por fontes da diretoria como manobra tática para ampliar a margem de negociação — e, por ora, a estratégia parece ter funcionado.
Entre anúncios de ruptura e gestos de recuo, Memphis Depay e o Corinthians protagonizam uma negociação que revela tanto a fragilidade das finanças do futebol brasileiro quanto a complexidade das escolhas humanas diante do fim de uma carreira. O atacante, que poderia buscar mercados mais lucrativos, insiste em permanecer num clube endividado — e o clube, que declarou publicamente o fim das tratativas, aguarda agora uma proposta reduzida em R$ 25 milhões. O que parece impasse é, na verdade, uma dança cuidadosa entre necessidade, pertencimento e estratégia.
Memphis Depay está de volta à mesa. Dias depois de o presidente Osmar Stabile anunciar publicamente o fim das negociações de renovação, o estafe do atacante sinalizou que enviará uma contraproposta ao Corinthians na segunda-feira — acompanhada de concessões que reduzem drasticamente o que o jogador havia exigido.
A proposta rejeitada pelo clube girava em torno de R$ 110 milhões, considerando a repactuação da dívida atual de R$ 42 milhões sem juros. A nova oferta chega a aproximadamente R$ 85 milhões. A diferença vem de renúncias concretas: Memphis abre mão da cláusula que obrigava o Corinthians a arrecadar R$ 15,4 milhões em contratos comerciais, dos R$ 250 mil mensais de ajuda de custo — que totalizariam R$ 6 milhões em dois anos — e dos juros e multas sobre a dívida existente. As premiações por títulos, antes fixadas em 12,5%, também desaparecem. O jogador manteria apenas os 20% previstos no contrato de patrocínio máster, condicionados à participação em pelo menos 50% das partidas com mínimo de 45 minutos por jogo.
A insistência de Memphis em negociar, mesmo após o anúncio oficial de encerramento, tem explicação dupla. No campo profissional, sondagens de Turquia, México e Oriente Médio não o atraem. No campo pessoal, o atacante estabeleceu conexões no Brasil e projeta desenvolver negócios nas áreas empresarial, musical e social — inclusive pensando no período pós-carreira.
Do lado corintiano, o anúncio de Stabile é interpretado por fontes da diretoria como uma jogada calculada: criar pressão pública para forçar concessões e negociar em terreno mais favorável. A estratégia parece ter surtido efeito. A próxima semana dirá se as concessões de Memphis são suficientes para que o clube aceite retomar as conversas de forma definitiva.
Memphis Depay está voltando à mesa de negociações com o Corinthians. Depois que o presidente Osmar Stabile anunciou publicamente o fim das tratativas na semana passada, o estafe do atacante sinalizou que pretende enviar uma contraproposta para renovação do contrato na segunda-feira. A mudança de postura vem acompanhada de concessões significativas que reduzem drasticamente o que o jogador estava pedindo.
A proposta rejeitada pelo Corinthians na terça-feira anterior girava em torno de R$ 110 milhões. Esse valor considerava a repactuação da dívida atual de R$ 42 milhões, sem juros ou correção monetária. A contraproposta que deve chegar agora reduz esse número para aproximadamente R$ 85 milhões — uma queda de cerca de R$ 25 milhões. A redução acontece porque Memphis está disposto a abrir mão de várias exigências que havia colocado na negociação anterior.
Entre as principais concessões está a cláusula que obrigava o Corinthians a arrecadar R$ 15,4 milhões por meio de contratos comerciais relacionados a campanhas publicitárias e venda de produtos licenciados. Memphis também renunciaria aos R$ 250 mil mensais de ajuda de custo, um valor que totalizaria R$ 6 milhões ao longo dos dois anos de contrato. O departamento de marketing corintiano havia conseguido duas empresas para bancar metade dessa ajuda antes do anúncio de Stabile, mas o clube argumentou que manter esse pagamento representaria um tratamento desigual em relação aos demais jogadores do elenco.
O jogador também está abrindo mão de juros e multas sobre a dívida de R$ 42 milhões que o Corinthians deve. A pendência seria mantida no mesmo valor e paga em quatro parcelas entre fevereiro de 2027 e julho de 2028, período em que terminaria o novo contrato. Além disso, as premiações foram renegociadas. Na contraproposta, desaparece o recebimento de 12,5% dos valores referentes às conquistas de títulos. Memphis manteria apenas os 20% das bonificações previstas no contrato de patrocínio máster da Esportes da Sorte ou de uma eventual empresa que venha a substituí-la. Para receber o valor integral, o atacante precisaria atuar em pelo menos 50% das partidas da campanha, com participação mínima de 45 minutos por jogo. Se não cumprir essa exigência, a bonificação será calculada proporcionalmente.
O que chama atenção é a insistência de Memphis em continuar negociando mesmo após o anúncio oficial do encerramento das tratativas. Segundo fontes ligadas ao jogador, a decisão reúne aspectos pessoais e profissionais. No plano profissional, sondagens de mercados como Turquia, México e Oriente Médio não agradam ao atacante. Ele prefere permanecer no Brasil, onde estabeleceu conexões e avalia desenvolver negócios nas áreas empresarial, musical e social, inclusive com perspectivas para o período após a carreira no futebol.
Por trás da estratégia do Corinthians em anunciar o encerramento das negociações está um cálculo diferente. Fontes ligadas à diretoria avaliam que a decisão de Stabile teve como objetivo aumentar a margem para uma nova rodada de conversas em condições financeiras mais favoráveis ao clube. O anúncio público funcionou como uma pressão tática, e agora, com a contraproposta chegando, o Corinthians terá a oportunidade de negociar em terreno mais vantajoso. A próxima semana será decisiva para saber se as concessões de Memphis são suficientes para que o clube aceite voltar à mesa.
Citas Notables
Memphis deseja continuar no Brasil por projetos pessoais, incluindo negócios nas áreas empresarial, musical e social— Fontes ligadas ao jogador
A decisão de Stabile de se retirar da negociação teve como objetivo aumentar a margem para uma nova rodada de conversas em condições financeiras mais favoráveis ao clube— Fontes ligadas ao Corinthians