Num gesto que ressoa com memórias de expropriações históricas, o Kremlin colocou sob controlo temporário os ativos europeus da Nestlé, da Auchan e da Leroy Merlin, transferindo-os para uma empresa russa por decreto presidencial. A medida, justificada por Moscovo como resposta simétrica às sanções ocidentais e ao apoio europeu à Ucrânia, provocou protestos imediatos de França e outros países. Dmitry Medvedev, figura que raramente fala sem intenção estratégica, foi mais longe do que o decreto: sugeriu que a confiscação permanente seria não apenas possível, mas historicamente legítima — invocando