No cruzamento entre a química molecular e a esperança humana, um medicamento experimental chamado Kylo-11 demonstrou ser capaz de suprimir em 97% uma proteína sanguínea associada a infartos e derrames, com efeito que persiste por quase um ano após uma única injeção. Publicado na revista The Lancet, o resultado emerge de um ensaio inicial com 71 pacientes e sinaliza uma possível mudança na forma como a medicina lida com o risco cardiovascular — não pela supressão diária de sintomas, mas pela intervenção duradoura na origem do problema. A ciência, porém, lembra que reduzir um número no sangue nã