Há sinais que as famílias costumam atribuir ao envelhecimento natural — o volume da televisão subindo, as frases repetidas, o afastamento silencioso de ambientes agitados — mas que podem ser o primeiro capítulo de uma história muito mais grave. A otorrinolaringologista Daniela Janolli aprendeu isso ao observar o próprio pai: anos de perda auditiva não tratada precederam seu diagnóstico de demência, e a ciência hoje confirma que essa ligação não é coincidência. Estudos da Lancet Commission e da Alzheimer's Society revelam que a perda auditiva é o principal fator de risco modificável para demênc
Médica alerta: perda auditiva ignorada é principal fator de risco para demência
O pai da médica foi diagnosticado com demência após anos de perda auditiva não tratada, impactando sua qualidade de vida e a da família.