Em São Paulo, um radioisótopo destinado ao tratamento de câncer percorreu um caminho improvável — das mãos de criminosos armados a um terreno baldio na Zona Leste — antes de ser recuperado intacto pela polícia. O roubo do Actínio-225, orquestrado com precisão numa rodovia de Guarulhos, revelou a fragilidade silenciosa no transporte de materiais médicos sensíveis: um único motorista, uma van, e agentes que sabiam exatamente onde e quando agir. A substância voltou à custódia do Estado, mas as perguntas sobre como proteger esses trajetos invisíveis permanecem sem resposta.
Material radioativo roubado em Guarulhos é localizado em terreno baldio de SP
Encontraram a embalagem intacta em um terreno baldio
Como a polícia soube onde procurar? Parece uma sorte enorme encontrar algo assim em um terreno baldio.
Receberam denúncias sobre o local. Alguém sabia onde o material estava ou viu algo suspeito no bairro São Rafael.
Mas a fonte não diz quem denunciou ou como a denúncia chegou. Pode ter sido um vizinho, pode ter sido alguém ligado aos próprios criminosos. Não sabemos.
E quanto ao risco? Se a embalagem tivesse sido aberta ou danificada?
A Autoridade Nacional de Segurança Nuclear disse que o Actínio-225, naquela quantidade e naquele acondicionamento, apresenta baixo risco de contaminação. Mas deixaram claro que a embalagem não deve ser aberta.
Baixo risco é diferente de sem risco. E isso é a avaliação deles antes da análise técnica completa. Ainda não sabemos o que a análise vai revelar.
Quem roubou isso? Criminosos comuns ou algo mais organizado?
Quatro homens armados que abordaram a van de forma bem coordenada. Dois em um carro, dois em uma moto. Parecia planejado.
Mas não sabemos se eles sabiam o que estavam roubando ou se apenas sabiam que havia algo valioso naquela van. A polícia ainda não prendeu ninguém, então não temos depoimento.
E o motorista? Como ele está?
Foi mantido sob poder deles até o amanhecer e depois abandonado na Zona Leste. Procurou a polícia e registrou o caso.
O relato dele é a única versão que temos dos eventos. Não há confirmação de quanto tempo exatamente ficou com os criminosos ou detalhes sobre o que eles disseram.
O Pulso
- Quatro criminosos armados encenaram uma falsa pane na Rodovia Presidente Dutra para render o motorista e roubar uma van carregando material radioativo avaliado em trinta mil reais.
- O motorista ficou sob poder dos sequestradores até o amanhecer, sendo abandonado na Zona Leste — enquanto o Actínio-225, destinado a um paciente com câncer, desaparecia com os criminosos.
- A van foi encontrada desmontada em Ferraz de Vasconcelos no sábado, sem a carga radioativa, elevando o alerta da Autoridade Nacional de Segurança Nuclear e intensificando as buscas.
- Denúncias levaram agentes do 55º Distrito Policial a um terreno baldio no bairro São Rafael, onde a embalagem foi encontrada intacta na noite de segunda-feira.
- A ANSN confirmou baixo risco de contaminação dado o acondicionamento preservado, mas o material segue sob custódia aguardando avaliação técnica — e os autores do roubo permanecem foragidos.
Em São Paulo, um radioisótopo destinado ao tratamento de câncer percorreu um caminho improvável — das mãos de criminosos armados a um terreno baldio na Zona Leste — antes de ser recuperado intacto pela polícia. O roubo do Actínio-225, orquestrado com precisão numa rodovia de Guarulhos, revelou a fragilidade silenciosa no transporte de materiais médicos sensíveis: um único motorista, uma van, e agentes que sabiam exatamente onde e quando agir. A substância voltou à custódia do Estado, mas as perguntas sobre como proteger esses trajetos invisíveis permanecem sem resposta.
Na manhã do primeiro de outubro, uma van partiu de Guarulhos transportando Actínio-225 — um radioisótopo vindo dos Estados Unidos, destinado ao tratamento de câncer de um paciente no Hospital A.C. Camargo. O trajeto foi interrompido na Rodovia Presidente Dutra quando outro veículo simulou uma pane. Ao parar, o motorista foi cercado por quatro homens armados que chegaram de carro e de moto. A van desapareceu com ele dentro.
Os criminosos mantiveram o motorista sob seu controle até o amanhecer, quando o abandonaram próximo à Avenida Marechal Tito, na Zona Leste de São Paulo. Ele acionou a Polícia Militar e registrou o ocorrido. No sábado, a van foi encontrada desmontada em Ferraz de Vasconcelos — mas sem a caixa com o material radioativo. A Autoridade Nacional de Segurança Nuclear foi acionada e as buscas pelo Actínio-225 começaram.
Denúncias apontaram um terreno baldio no bairro São Rafael. Na noite de segunda-feira, agentes do 55º Distrito Policial foram ao local e encontraram a embalagem intacta, sem sinais de violação. O fabricante americano confirmou ser a mesma usada no transporte do material roubado.
A ANSN orientou que o recipiente fosse manuseado apenas com luvas, fotografado e mantido em área segura. O órgão informou que, da forma como estava acondicionado, o Actínio-225 apresenta baixo risco de contaminação — mas a embalagem não deve ser aberta. O material seguia sob custódia policial aguardando avaliação técnica, enquanto a Polícia Civil continuava buscando os autores do roubo, ainda em liberdade.
Na quinta-feira do primeiro de outubro, uma van saiu de Guarulhos carregando Actínio-225, um radioisótopo destinado ao tratamento de câncer de um paciente no Hospital A.C. Camargo em São Paulo. O material havia vindo dos Estados Unidos e valia trinta mil reais. O motorista trafegava pela Rodovia Presidente Dutra quando outro veículo sinalizou uma pane. Ao parar para verificar, ele foi cercado: dois homens armados saíram de um carro, outros dois de uma moto. Quatro criminosos no total. O motorista foi rendido, e a van desapareceu com ele.
Os sequestrador mantiveram o motorista sob seu controle até o amanhecer. Quando o soltaram, o deixaram perto da Avenida Marechal Tito, na Zona Leste de São Paulo. Ele procurou a Polícia Militar e registrou o ocorrido. A van, entretanto, havia desaparecido com sua carga mais valiosa.
No sábado, três de outubro, a polícia localizou a van abandonada em Ferraz de Vasconcelos, também na região metropolitana. O veículo estava desmontado. A caixa contendo o material radioativo não estava lá. A Autoridade Nacional de Segurança Nuclear foi acionada. Começou uma busca pelo Actínio-225.
Denúncias chegaram à polícia apontando um terreno baldio no bairro São Rafael, na Zona Leste da capital. Na noite de segunda-feira, cinco de outubro, agentes do 55º Distrito Policial foram ao local. Encontraram a embalagem. O recipiente estava intacto, sem sinais de violação. O fabricante americano da embalagem confirmou que era o mesmo usado para transportar o Actínio-225 roubado.
A Autoridade Nacional de Segurança Nuclear orientou que o material fosse manuseado apenas com luvas, fotografado para registro e mantido em área segura até análise técnica. O órgão informou que o Actínio-225, da forma como estava acondicionado, apresenta baixo risco de contaminação para pessoas próximas e a quantidade transportada não é perigosa. A embalagem, porém, não deve ser aberta nem manipulada. O material permanecia sob custódia da polícia aguardando avaliação técnica.
A Polícia Civil mantinha as buscas pelos autores do roubo. O caso havia exposto uma vulnerabilidade no transporte de material radioativo de uso médico: uma van, um motorista sozinho, uma rodovia, e criminosos que souberam exatamente quando e onde agir. O Actínio-225 estava de volta, mas os homens que o roubaram ainda estavam em liberdade.
Citações Notáveis
A Autoridade Nacional de Segurança Nuclear orientou que o volume fosse retirado do local, manuseado com luvas apenas para o registro de imagens mais detalhadas e mantido em uma área segura até ser analisado— Autoridade Nacional de Segurança Nuclear
O Actínio-225 apresenta baixo risco de contaminação para pessoas que estejam próximas e, da forma como estava acondicionado, a quantidade transportada não é perigosa— Autoridade Nacional de Segurança Nuclear