Material radioativo roubado é encontrado em terreno baldio em SP

Motorista de 58 anos foi rendido e mantido em cativeiro por criminosos durante aproximadamente 24 horas.
Material radioativo destinado a tratamento de câncer recuperado após dias desaparecido
Embalagem com Actínio-225 foi encontrada em terreno baldio na Zona Leste de São Paulo, quatro dias após roubo de van.
Mark

Por que um material tão perigoso estava sendo transportado em uma van comum? Não deveria haver mais proteção?

Mimi

A van era um veículo de transporte padrão para este tipo de carga. O Actínio-225 tem baixa atividade e emite radiação alfa, que não penetra profundamente — então o risco de exposição externa é limitado. Mas isso não significa que o transporte não precise de segurança.

Luke

Aqui está o ponto: não sabemos se havia escolta, se havia rastreamento em tempo real, ou que medidas de segurança existiam. O relato diz que a van foi rastreada depois, mas não explica por que os criminosos conseguiram abordar o motorista tão facilmente.

Mark

O motorista foi mantido em cativeiro por 24 horas. Isso foi intencional? Os criminosos sabiam o que estavam roubando?

Mimi

Não há informação sobre a intenção dos criminosos. Eles podem ter roubado a van sem saber que transportava material radioativo, ou podem ter sabido e mantido o motorista como garantia.

Luke

Exatamente. A fonte não diz se foi roubo de oportunidade ou roubo direcionado. Isso é uma lacuna importante na investigação que ainda está aberta.

Mark

E agora? O material está seguro?

Mimi

A embalagem foi encontrada sem sinais de violação, o que é um bom sinal. Mas a confirmação final depende da avaliação técnica da Autoridade Nacional de Segurança Nuclear.

Luke

Certo, mas ainda não sabemos o resultado dessa avaliação. O material está sob custódia, mas a análise técnica ainda não foi concluída. Então tecnicamente, ainda não temos confirmação de que está completamente seguro.

  • Um motorista de 58 anos foi rendido por quatro criminosos na Rodovia Presidente Dutra e mantido em cativeiro por cerca de 24 horas, enquanto sua família e as autoridades desconheciam seu paradeiro.
  • A carga roubada — Actínio-225 avaliado em R$ 30 mil — era destinada ao tratamento de um paciente com câncer de próstata no A.C.Camargo Cancer Center, tornando cada hora de desaparecimento uma corrida contra o tempo médico e nuclear.
  • A van foi rastreada e encontrada desmontada em um ferro-velho, mas a embalagem radioativa não estava lá, prolongando a tensão e ampliando o escopo da investigação para envolver a Autoridade Nacional de Segurança Nuclear e até o fabricante americano do radioisótopo.
  • Quatro dias após o roubo, policiais civis localizaram o recipiente em um terreno baldio no bairro São Rafael, aparentemente sem sinais de violação — um alívio técnico que não encerra o caso.
  • Nenhum suspeito foi preso até o momento; a ANSN avalia as condições da fonte radioativa e a investigação segue aberta, deixando sem resposta a questão central: quem roubou, e o que sabia sobre o que carregava.

Em meio às rodovias e terrenos baldios da Grande São Paulo, um material destinado a curar encontrou-se, por dias, à mercê do acaso e da criminalidade. O Actínio-225, radioisótopo importado dos Estados Unidos para tratar um paciente com câncer de próstata, foi roubado junto com a van que o transportava na Rodovia Presidente Dutra e recuperado pela Polícia Civil em um terreno abandonado na Zona Leste — aparentemente intacto. O episódio, raro na história criminal brasileira, expõe a vulnerabilidade de cargas sensíveis em trânsito urbano e levanta perguntas que vão além do crime em si: sobre o que carregamos pelas estradas, e o quanto sabemos protegê-lo.

Na noite de 5 de outubro, policiais civis encontraram uma embalagem de Actínio-225 abandonada em um terreno baldio no bairro São Rafael, Zona Leste de São Paulo. O material havia desaparecido quatro dias antes, durante o roubo de uma van na Grande São Paulo — e sua recuperação encerrou uma busca que mobilizou a Polícia Civil, a Autoridade Nacional de Segurança Nuclear e o próprio fabricante do radioisótopo nos Estados Unidos.

O Actínio-225 é um elemento usado em terapias direcionadas contra certos tipos de câncer. A carga havia sido importada dos EUA com destino ao A.C.Camargo Cancer Center, onde seria utilizada no tratamento de um paciente com câncer de próstata. Apesar de emitir radiação alfa — de baixo poder de penetração —, a urgência da operação de recuperação nunca diminuiu.

O roubo aconteceu na quinta-feira, 1º de outubro. Quatro criminosos abordaram o motorista, um homem de 58 anos, na Rodovia Presidente Dutra — dois em um carro, dois em uma moto. Ele foi mantido em cativeiro por aproximadamente 24 horas, até ser libertado na manhã seguinte nas proximidades da Avenida Marechal Tito, no Itaim Paulista. Durante todo esse tempo, família e autoridades ignoravam seu paradeiro.

A van foi rastreada e encontrada desmontada em um desmanche, mas a embalagem radioativa não estava lá. A busca continuou até que o recipiente foi descoberto no terreno baldio — aparentemente sem sinais de violação, o que sugeriu que o material não havia sido manipulado de forma perigosa. Imagens foram enviadas ao fabricante americano, que confirmou tratar-se da embalagem padrão usada para transportar o radioisótopo ao Brasil.

O material segue sob custódia da Polícia Civil, aguardando avaliação técnica completa da ANSN. Nenhum suspeito foi preso. O caso, ainda raro no Brasil, levanta questões sérias sobre a segurança de cargas sensíveis em trânsito pela região metropolitana de São Paulo.

Na noite de segunda-feira, 5 de outubro, policiais civis encontraram uma embalagem contendo Actínio-225 abandonada em um terreno baldio no bairro São Rafael, na Zona Leste de São Paulo. O recipiente havia desaparecido quatro dias antes, levado por criminosos durante o roubo de uma van que realizava seu transporte pela Grande São Paulo. A recuperação do material marcou o fim de uma busca tensa que envolveu a Polícia Civil, a Autoridade Nacional de Segurança Nuclear e até mesmo o fabricante do radioisótopo nos Estados Unidos.

O Actínio-225 é um elemento químico empregado em terapias direcionadas contra certos tipos de câncer. A carga havia sido importada dos EUA com destino específico ao A.C.Camargo Cancer Center, onde seria utilizada no tratamento de um paciente diagnosticado com câncer de próstata. Segundo as autoridades, o material apresentava baixa atividade e emitia radiação alfa, de baixo poder de penetração — características que, embora tranquilizadoras, não diminuíram a urgência da operação de recuperação. A embalagem foi avaliada em aproximadamente trinta mil reais.

O roubo ocorreu na quinta-feira, 1º de outubro, quando o motorista, um homem de 58 anos, trafegava pela Rodovia Presidente Dutra. Quatro criminosos o abordaram — dois em um automóvel e dois em uma motocicleta. O motorista foi rendido e mantido sob poder dos assaltantes até a manhã de sexta-feira, 2, quando foi libertado nas proximidades da Avenida Marechal Tito, no Itaim Paulista, também na Zona Leste. O tempo em cativeiro se estendeu por aproximadamente 24 horas, período em que sua família e os órgãos de segurança desconheciam seu paradeiro.

Após o roubo, a van foi rastreada e partes dela foram localizadas em um desmanche, mas a embalagem com o material radioativo não estava no local. A busca continuou até que, dias depois, o recipiente foi descoberto no terreno baldio. Quando encontrado, apresentava-se aparentemente sem sinais de violação — um detalhe importante que sugeriu que o material não havia sido exposto ou manipulado de forma perigosa durante seu desaparecimento.

A Autoridade Nacional de Segurança Nuclear foi acionada assim que a embalagem foi localizada e orientou os policiais sobre os procedimentos corretos para remover o recipiente do local com segurança. Imagens do material foram encaminhadas ao fabricante americano, que confirmou tratar-se da embalagem padrão utilizada para transportar Actínio-225 ao Brasil. O material permanece sob custódia da Polícia Civil e aguarda uma avaliação técnica completa da ANSN para verificar as condições precisas da fonte radioativa.

Até o momento, nenhum suspeito foi preso. A Polícia Civil continua investigando para identificar os responsáveis pelo roubo e cativeiro do motorista. O caso ilustra um tipo de crime ainda raro no Brasil — o roubo de material radioativo — e levanta questões sobre a segurança de cargas sensíveis em trânsito pela região metropolitana de São Paulo.

O material apresentava baixa atividade e emitia radiação alfa, de baixo poder de penetração
— Autoridades citadas no relato
Möchten Sie die ganze Geschichte? Das Original lesen bei ISTOÉ Independente ↗
Kontakt FAQ