Pela terceira vez no Rock in Rio e décima primeira no Brasil, o Maroon 5 confirmou no sábado à noite o que já se sabia: a banda americana é uma presença tão familiar quanto inevitável no calendário musical brasileiro. Com ingressos esgotados e hits que o público conhece de cor, a apresentação não buscou surpreender — buscou cumprir um pacto tácito entre artista e plateia, e o cumpriu com competência. Há algo de revelador nisso: num mundo saturado de novidades, a previsibilidade também pode ser uma forma de conforto.
Maroon 5 faz show previsível, mas hits sustentam seu 3º Rock in Rio
O Maroon 5 está lotado de carimbos brasileiros no passaporte
Por que o Maroon 5 virou uma piada do Rock in Rio? Parece estranho uma banda ser meme de um festival.
Porque em 2017 eles substituíram Lady Gaga de última hora. Desde então, virou aquela sensação de que qualquer espaço vago no festival será preenchido por eles. É como se estivessem sempre de prontidão.
Mas eles realmente substituíram Lady Gaga, ou é só uma história que circula? Porque se foi de verdade, é um fato importante.
Foi de verdade. Depois disso, o Maroon 5 voltou várias vezes, e a piada pegou.
E o show de sábado foi bom?
Foi divertido, mas previsível. Eles tocaram os maiores sucessos, que a plateia conhece de cor. "This Love", "Animals", "Maps" — tudo funcionou.
Mas havia algo novo? Algo que não tivessem feito antes?
Não muito. O setlist repetiu músicas de apresentações anteriores. Nem tocaram nada do álbum mais recente, de 2025.
Adam Levine disse algo memorável?
Não. Suas falas foram genéricas. "Rock in Rio é o melhor show para o melhor público" — o tipo de coisa que qualquer banda diz em qualquer lugar.
Então por que o show funcionou?
Porque o Maroon 5 é um fenômeno radiofônico no Brasil. Os hits são suficientes. E houve momentos bons — o tecladista PJ Morton brilhou, Levine desceu ao público para "She Will Be Loved".
Ingressos esgotados?
Sim. O apelo comercial deles permanece forte, independentemente da previsibilidade.
Le Pouls
- O Maroon 5 entrou no palco carregando o peso de onze passagens pelo Brasil — e a expectativa de que, mais uma vez, entregaria o esperado sem desvios.
- Adam Levine abriu com frases genéricas de boas-vindas, desperdiçando a chance de transformar familiaridade em algo genuinamente pessoal após tantos anos de relação com o público brasileiro.
- Os grandes hits — 'This Love', 'Animals', 'Maps' — funcionaram como âncoras emocionais, arrancando coros e sustentando a energia de uma plateia que já sabia cada palavra.
- O momento mais vivo da noite veio quando Levine cedeu o palco ao tecladista PJ Morton, quebrando brevemente a previsibilidade com autenticidade e afeto.
- A banda ignorou completamente o álbum mais recente, 'Love Is Like', e o show encerrou em 'Sugar' — exatamente como o público esperava, nem mais, nem menos.
Pela terceira vez no Rock in Rio e décima primeira no Brasil, o Maroon 5 confirmou no sábado à noite o que já se sabia: a banda americana é uma presença tão familiar quanto inevitável no calendário musical brasileiro. Com ingressos esgotados e hits que o público conhece de cor, a apresentação não buscou surpreender — buscou cumprir um pacto tácito entre artista e plateia, e o cumpriu com competência. Há algo de revelador nisso: num mundo saturado de novidades, a previsibilidade também pode ser uma forma de conforto.
No sábado à noite, o Maroon 5 subiu ao palco do Rock in Rio pela terceira vez como headliner — sua décima primeira passagem pelo Brasil. A presença recorrente da banda tem até uma origem curiosa: em 2017, eles substituíram Lady Gaga de última hora e, desde então, tornaram-se uma espécie de coringa confiável do festival, sempre prontos para preencher qualquer lacuna na programação.
Com ingressos esgotados, a apresentação entregou exatamente o que prometia: diversão sem surpresas. Adam Levine abriu com declarações genéricas sobre o público e o festival — o tipo de frase que qualquer banda diz em qualquer lugar. Depois de onze visitas ao país, o gesto soou como oportunidade perdida. O que sustentou a noite foram os sucessos radiofônicos. 'This Love', 'Animals' e 'Maps' arrancaram coros da plateia porque são músicas que o Brasil conhece de cor. Ao vivo, arranjos variados — do rock ao reggae — e solos instrumentais deram textura ao que no streaming soa mais polido.
O ponto alto da noite veio quando Levine cedeu espaço ao tecladista PJ Morton, que havia tido azar com a programação do dia anterior. Os dois cantaram 'Sunday Morning' juntos, e Morton ainda emendou uma faixa solo. Quando Levine desceu ao público para dedicar 'She Will Be Loved' às fãs, o show ganhou fôlego humano — momentos que quebravam a sensação de déjà vu.
O roteiro seguiu seu curso: camisa tirada antes de 'What Lovers Do', nenhuma música do álbum mais recente, e uma suposta surpresa que era 'Won't Go Home Without You', de 2007 — já presente no setlist de 2023. O show encerrou em 'Sugar', entre gritos da plateia. Previsível até o fim, mas eficaz. O Maroon 5 tem tantos carimbos brasileiros no passaporte que já é quase um membro honorário do país — e o público, ao que tudo indica, não se importa com isso.
No sábado à noite, o Maroon 5 subiu ao palco do Rock in Rio como headliner — sua terceira vez no festival, sua décima primeira passagem pelo Brasil. A banda chegou a esse patamar de familiaridade por um acidente: em 2017, substituiu Lady Gaga de última hora, e desde então virou uma piada interna do festival, aquela banda que parece estar sempre de prontidão para preencher qualquer buraco na programação, pronta para disparar "Payphone" se necessário.
Mas no sábado, com ingressos esgotados, o Maroon 5 entregou o que se esperava: um show divertido, mas sem surpresas. Adam Levine, o vocalista, abriu com declarações genéricas — "Rock in Rio é o melhor show para o melhor público" — o tipo de coisa que qualquer banda diz em qualquer lugar. Depois de onze passagens pelo país, poderia ter oferecido algo mais pessoal, mais pensado. Não ofereceu.
O que sustentou a noite foram os sucessos radiofônicos. "This Love", "Animals" e "Maps" arrancaram coros da plateia porque são músicas que o Brasil conhece de cor. O Maroon 5 é um fenômeno de rádio no país como poucos — hits em abundância, o tipo de repertório que funciona. Ao vivo, a banda trouxe arranjos diferentes, influências que iam do rock ao reggae, solos de guitarra, teclado, bateria. Nem tudo soava como no Spotify. Isso ajudou.
O momento que mais respirou foi quando Levine deu espaço para PJ Morton, o tecladista, brilhar no meio do show. Morton tinha tido azar com a programação do dia anterior do festival, e Levine o apresentou, deixou ele tocar, e os dois cantaram "Sunday Morning". Morton depois emendou "Heavy", uma faixa solo dele que já tinha aparecido no The Town em 2023. Quando Levine desceu ao público para dedicar "She Will Be Loved" às fãs, o show ganhou um segundo fôlego — momentos assim quebravam a sensação de estar vendo a mesma coisa de sempre.
Depois veio o gesto clássico: Levine tirou a camisa antes de "What Lovers Do", seguindo seu roteiro habitual. O show era, de modo geral, mais do mesmo. A banda não tocou nada do álbum "Love Is Like", lançado em 2025. Quando Levine disse que ia tocar algo "que não costumam", era "Won't Go Home Without You", de 2007 — uma música que já estava no setlist do The Town em 2023. Nada de novo.
Mas isso importou pouco. O dia teve ingressos esgotados. A plateia dançou. O Maroon 5 saiu de palco aos gritos em "Sugar", e o trabalho foi entregue. A banda tem tantos carimbos brasileiros no passaporte que já é praticamente um membro honorário do país. O apelo comercial permanece forte, previsibilidade ou não.
Citations marquantes
Rock in Rio é o melhor show para o melhor público— Adam Levine, vocalista do Maroon 5