Numa noite fria e chuvosa no Rock in Rio, Marina Sena fez sua estreia no festival não como uma artista em busca de aprovação, mas como alguém que chegou com a terra vermelha do norte de Minas nas mãos. Com rabecas, percussões e um boneco de pano despedaçado no palco, ela transformou um show pop em um ato de autoconhecimento — provando que é possível habitar os grandes palcos sem abandonar a própria origem. A questão que ela colocou diante do público não foi 'quem vocês querem que eu seja?', mas 'vocês conseguem me ver como eu sou?'.