Em Pernambuco, a disputa por uma vaga no Senado revela um eleitorado ainda em formação: Marília Arraes e Humberto Costa dividem a liderança dentro da margem de erro, enquanto mais da metade dos eleitores, no cenário espontâneo, admite não saber em quem votar. A pesquisa Datafolha, realizada entre 22 e 24 de setembro de 2026, não anuncia um vencedor — anuncia uma conversa ainda em aberto entre candidatos e cidadãos.
Marília Arraes lidera pesquisa para Senado em Pernambuco com 19%
Marília e Humberto estão tecnicamente empatados
Por que essa diferença de dois pontos entre Marília e Humberto importa se está dentro da margem de erro?
Porque tecnicamente eles estão empatados — qualquer um deles pode estar à frente na realidade. Mas Marília ter 19% e não 17% significa que ela tem uma vantagem de percepção neste momento, mesmo que não seja estatisticamente comprovada.
Exato. E vale lembrar que a margem de erro funciona nos dois sentidos. Marília pode estar em 16% ou em 22%. Humberto pode estar em 14% ou em 20%. Não sabemos.
E aquele número de 58% que não sabe em quem votar no cenário espontâneo — isso é preocupante?
Mostra que quando você não apresenta os nomes, o eleitorado fica perdido. Isso pode significar que as campanhas ainda não penetraram fundo o suficiente, ou que as pessoas não têm uma convicção forte.
Mas cuidado com a interpretação. No cenário estimulado, só 10% estão indecisos. A diferença não é que as pessoas não sabem — é que elas precisam ser lembradas de quem está concorrendo. São metodologias diferentes medindo coisas diferentes.
Mendonça Filho está crescendo?
Cresceu um ponto em duas semanas, de 12% para 13%. É um movimento pequeno, mas está ali.
Um ponto em duas semanas, dentro de uma margem de erro de três pontos. Não dá para dizer se é tendência ou flutuação normal. Precisaríamos de mais pesquisas para confirmar uma trajetória.
A aliança com João Campos e o PSB está ajudando Marília?
Parece estar. Ela lidera, e está em chapa com Humberto, que é o senador em exercício. Essa combinação de renovação e continuidade pode estar funcionando.
Pode estar. Mas a pesquisa não pergunta por que as pessoas votam em Marília. Não sabemos se é por ela, pela aliança, ou apesar da aliança. Isso fica fora do retrato.
O Pulso
- Marília Arraes (PDT) lidera com 19%, mas Humberto Costa (PT) está a apenas dois pontos, dentro da margem de erro — a corrida é, estatisticamente, um empate.
- Mendonça Filho (PL), com 13%, permanece próximo o suficiente para transformar qualquer oscilação em reviravolta.
- Dezenove por cento dos eleitores declaram intenção de votar em branco ou nulo, sinalizando rejeição ativa às opções disponíveis.
- No cenário espontâneo, 58% não sabem em quem votar — revelando que o reconhecimento dos candidatos depende fortemente de estímulos externos.
- A aliança entre Marília, Humberto e João Campos estrutura o campo progressista, mas ainda não se traduziu em vantagem decisiva nas urnas.
Em Pernambuco, a disputa por uma vaga no Senado revela um eleitorado ainda em formação: Marília Arraes e Humberto Costa dividem a liderança dentro da margem de erro, enquanto mais da metade dos eleitores, no cenário espontâneo, admite não saber em quem votar. A pesquisa Datafolha, realizada entre 22 e 24 de setembro de 2026, não anuncia um vencedor — anuncia uma conversa ainda em aberto entre candidatos e cidadãos.
A corrida pelo Senado em Pernambuco segue sem um favorito claro. Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira mostra Marília Arraes (PDT) com 19% das intenções de voto e Humberto Costa (PT) com 17% — diferença de dois pontos que, dentro da margem de erro de três pontos percentuais, configura empate técnico. Mendonça Filho (PL), com 13%, e Eduardo da Fonte (PP), com 10%, completam o grupo de candidatos com presença relevante.
O que mais chama atenção é o peso dos indefinidos. Dezenove por cento afirmam que votariam em branco ou nulo, e 10% se declaram indecisos — juntos, representam quase um terço do eleitorado ainda fora do jogo. Quando a pesquisa abandona a lista de nomes e pergunta espontaneamente, o cenário se transforma: 58% dizem não saber em quem votar, e mesmo os líderes caem para 9% de menções cada.
Em relação ao levantamento anterior, de 11 de setembro, as variações foram mínimas. Marília subiu um ponto, Humberto manteve-se estável, Mendonça cresceu um ponto. A estabilidade relativa sugere percepções consolidadas — mas ainda fluidas o suficiente para mudarem.
O contexto político adiciona camadas à disputa. Humberto Costa é o único senador em exercício tentando a reeleição no estado, e está em chapa com Marília Arraes. Os dois integram a aliança em torno de João Campos, candidato ao governo pelo PSB. Esse bloco busca manter influência simultânea no Executivo e no Senado — e o fato de Marília liderar, mesmo sendo nome relativamente novo no cenário estadual, indica que a aliança tem alguma ressonância. Mas com margens apertadas e um eleitorado ainda em movimento, qualquer conclusão seria prematura.
A corrida pelo Senado em Pernambuco segue aberta, com Marília Arraes à frente, mas longe de uma vitória garantida. Segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira, a candidata do PDT reúne 19% das intenções de voto, seguida de perto por Humberto Costa, do PT, com 17%. A diferença de dois pontos, porém, fica dentro da margem de erro de três pontos percentuais — o que significa, em termos estatísticos, que os dois estão tecnicamente empatados. Qualquer movimento nos próximos meses pode reconfigurar o cenário.
Mais atrás, mas ainda relevante, vem Mendonça Filho, do PL, com 13%, e Eduardo da Fonte, do PP, com 10%. Mendonça está no limite da margem de erro em relação a Marília, uma posição que deixa em aberto a possibilidade de oscilações significativas. Os demais candidatos — Tulio Gadêlha (PSD) com 6%, Carlos Sant'Anna (Novo) com 2%, e uma série de nomes com 1% cada — ocupam espaço marginal na disputa. Dois candidatos, Gorett Bitu e Mailson da Silva Neto, não registraram nem 1% de intenção de voto.
O que chama atenção é a quantidade de eleitores ainda indefinidos ou desengajados. Dezenove por cento afirmaram que votariam em branco ou nulo, enquanto 10% se declararam indecisos. Esses números sugerem um eleitorado que, mesmo próximo ao pleito, ainda não consolidou suas escolhas — ou que rejeita as opções disponíveis. A pesquisa foi conduzida entre 22 e 24 de setembro, ouvindo 1.204 eleitores pernambucanos com 16 anos ou mais, e está registrada na Justiça Eleitoral sob o número PE-08125/2026.
Comparando com a pesquisa anterior, divulgada em 11 de setembro, o movimento foi modesto. Marília subiu de 18% para 19%, Humberto manteve-se praticamente estável (de 16% para 17%), Mendonça Filho cresceu um ponto (de 12% para 13%), enquanto Eduardo da Fonte permaneceu nos 10%. A estabilidade relativa sugere que o eleitorado já tem uma leitura consolidada dos principais candidatos, mas que essa leitura continua fluida.
Quando a pesquisa muda de metodologia e pergunta aos eleitores em quem votariam sem apresentar nomes — o chamado cenário espontâneo — o quadro muda drasticamente. Nesse formato, 58% dos entrevistados disseram não saber em quem votar. Marília e Humberto aparecem novamente na frente, mas agora com apenas 9% de menções cada. Mendonça Filho cai para 6%, Eduardo da Fonte para 3%. A diferença entre o cenário estimulado e o espontâneo revela o quanto a apresentação de nomes influencia as respostas — e o quanto o eleitorado depende de lembretes sobre quem está concorrendo.
O contexto político que envolve essa disputa é relevante. Humberto Costa é o único senador em exercício que tenta se reeleger em Pernambuco, e está em chapa com Marília Arraes. Os dois são aliados de João Campos, ex-prefeito do Recife e candidato ao governo do estado pelo PSB. Essa aliança estrutura boa parte da dinâmica da campanha, criando um bloco que busca manter influência tanto no Executivo quanto no Senado. O fato de que Marília lidera a pesquisa, mesmo sendo uma candidata relativamente nova no cenário estadual, sugere que essa aliança tem ressonância junto ao eleitorado — ou que ela conseguiu se posicionar de forma eficaz nos meses anteriores.
O que vem pela frente é incerto. Com margens de erro que permitem oscilações significativas, com um quinto do eleitorado ainda indeciso ou rejeitando as opções, e com a campanha ainda em andamento, qualquer previsão é prematura. A pesquisa oferece um retrato do momento, não uma sentença sobre o resultado.
Citações Notáveis
Os resultados mostram um empate técnico entre Marília Arraes e Humberto Costa, dentro da margem de erro— Datafolha