Marco fiscal vai a votação na próxima semana, anuncia Padilha

Para ser campeão, não se pode perder a final
Padilha reconhece derrota anterior em votação sobre saneamento e reforça importância do marco fiscal.
Mark

Por que o governo está tão pressionado para votar isso agora, na próxima semana? Não poderia esperar mais?

Mimi

Porque cada dia que passa é um dia em que a incerteza sobre as contas públicas permanece. O mercado quer saber qual é a regra fiscal do terceiro mandato. Sem isso aprovado, fica difícil planejar investimentos, contratos, tudo fica suspenso.

Mark

E por que Padilha está cobrando voto especificamente dos partidos que têm ministérios?

Mimi

Porque eles têm responsabilidade. Se você tem um ministério, você tem poder. Lula está dizendo: vocês estão dentro do governo, então vocês precisam votar com o governo. É a moeda de troca mais clara que existe.

Mark

Mas e se esses partidos disserem não?

Mimi

Aí o governo perde ministérios ou perde a votação. Provavelmente os dois. Por isso Padilha está fazendo rodadas de conversa, tentando entender o que cada um quer em troca.

Mark

Qual é o risco real se isso não passar?

Mimi

O projeto volta para a prancheta, atrasa mais, e o governo fica fraco politicamente. Além disso, o mercado começa a desconfiar. Se Lula não consegue aprovar sua própria agenda fiscal, como consegue aprovar outras coisas?

Mark

E Alcolumbre no Senado, isso é garantia de aprovação lá?

Mimi

Não é garantia, mas é um sinal. Se ele é considerado aliado, significa que o governo já fez as contas e sabe que tem apoio lá. A Câmara é o teste. Se passar lá com 257 votos, o Senado é mais tranquilo.

  • A votação do marco fiscal foi adiada para 16 de maio, criando uma janela de pressão intensa sobre partidos aliados que ocupam ministérios.
  • O governo precisa de pelo menos 257 votos na Câmara — um número que exige disciplina de legendas como PSB, PSD, União Brasil e MDB, todas com cadeiras no ministério.
  • Padilha admitiu uma derrota recente na votação sobre saneamento, reconhecendo falhas na articulação e prometendo corrigir o diálogo com líderes partidários.
  • Arthur Lira, ao retornar de Nova York, reassumirá as negociações com os líderes, reforçando o compromisso público da Câmara com o Palácio do Planalto.
  • No Senado, Davi Alcolumbre já é apontado como relator, sinalizando que o governo traçou um caminho relativamente seguro para a matéria após sua aprovação na Câmara.

Em um momento em que o Brasil busca reafirmar sua disciplina fiscal após anos de incerteza orçamentária, o governo Lula move suas peças para aprovar o novo marco fiscal na Câmara dos Deputados. O ministro Alexandre Padilha, encarregado da articulação política, anuncia que a votação ocorrerá na semana seguinte, sinalizando que a consolidação da agenda econômica do terceiro mandato não admite mais demoras. A negociação revela a geometria do poder parlamentar: partidos que governam junto precisam, agora, votar junto.

O ministro Alexandre Padilha anunciou na segunda-feira que o governo Lula levará o novo marco fiscal à votação na Câmara dos Deputados na semana seguinte. Embora a discussão do projeto de lei complementar tivesse sido adiada para 16 de maio, a administração federal quer acelerar o processo e colocar a matéria em plenário o quanto antes.

O relator Cláudio Cajado segue ajustando o texto para equilibrar as demandas de setores econômicos e de deputados. Arthur Lira, presidente da Câmara, retornaria de Nova York na quinta-feira para retomar as negociações com líderes partidários — seu compromisso com o Planalto é claro: a aprovação do marco fiscal é prioridade. O projeto precisa de pelo menos 257 votos favoráveis para avançar ao Senado.

A estratégia de Padilha é direta: pressionar os partidos que ocupam ministérios. PSB, PSD, União Brasil e MDB foram citados nominalmente como legendas que precisam entregar seus votos. Após reunião matinal com Lula, Padilha saiu com uma agenda de encontros separados com cada uma dessas bancadas. O presidente não participará pessoalmente das negociações, deixando a articulação nas mãos de sua equipe.

O ministro também reconheceu a derrota do governo na semana anterior, na votação sobre saneamento, admitindo falhas no diálogo com líderes da Câmara. No Senado, Davi Alcolumbre, aliado do governo, deve assumir a relatoria do projeto — uma indicação que reforça a expectativa do Planalto de que a matéria avance sem grandes obstáculos após passar pela Câmara. A semana que se aproximava seria decisiva para saber se o governo reuniria os votos necessários ou enfrentaria novos adiamentos.

Alexandre Padilha, ministro das Relações Institucionais, anunciou na segunda-feira que o governo Lula levará o novo marco fiscal à votação na Câmara dos Deputados na semana seguinte. A discussão do projeto de lei complementar havia sido adiada para 16 de maio, mas a administração federal quer acelerar o processo e colocar a matéria em plenário assim que possível.

O relator do projeto, Cláudio Cajado, continua refinando o texto para satisfazer tanto setores econômicos quanto deputados. Arthur Lira, presidente da Câmara, retornaria de Nova York na quinta-feira e reassumiria a liderança das negociações com os líderes partidários. O compromisso público de Lira com o Palácio do Planalto é claro: a aprovação dessa matéria é prioridade. Para que o projeto avance, serão necessários pelo menos 257 votos favoráveis na Câmara, número que garante sua aprovação e encaminhamento ao Senado.

Padilha deixou claro que a estratégia imediata do governo é pressionar os partidos que ocupam ministérios. Ele citou especificamente PSB, PSD, União Brasil e MDB como as legendas que precisam entregar seus votos. Após reunião com Lula na manhã de segunda-feira, acompanhado pelos ministros Rui Costa e Paulo Pimenta e pelos líderes do governo no Congresso, Padilha saiu com uma agenda clara: encontros separados com cada uma dessas bancadas. O presidente Lula não participará pessoalmente desses encontros, deixando a negociação nas mãos de sua equipe de articulação.

Os primeiros encontros acontecerão com os ministros do PSB e do PSD. O MDB será abordado assim que seu líder na Câmara retornar, e os ministros da União Brasil também entrarão no cronograma. Padilha descreveu isso como uma rotina que se repetirá conforme necessário. O ministro reconheceu que o governo sofreu uma derrota na semana anterior em relação à votação sobre saneamento, admitindo que não conseguiram debater adequadamente com os líderes da Câmara. Ele sugeriu que o Senado oferecerá um ambiente diferente para essas discussões.

No Senado, Davi Alcolumbre, considerado aliado do governo Lula, deve assumir a relatoria do projeto. Essa indicação já havia sido antecipada e reforça a expectativa do Palácio do Planalto de que a matéria avance sem maiores obstáculos após sua aprovação na Câmara. Para Padilha, a aprovação do marco fiscal é essencial para consolidar a agenda fiscal do terceiro mandato presidencial. A semana que se aproximava seria decisiva para definir se o governo conseguiria reunir os votos necessários ou se enfrentaria novas adiações.

Vamos buscar nesta semana uma conversa com o relator do marco fiscal e vamos tentar colocar para votar a nova regra fiscal na próxima semana
— Alexandre Padilha, ministro das Relações Institucionais
Tivemos uma derrota semana passada. É raríssimo ser campeão invicto. Para ser campeão, não se pode perder a final
— Alexandre Padilha
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