Em um clube onde a paixão da torcida frequentemente dita o ritmo das decisões, Marcelo Paz encerrou sua passagem pelo Corinthians após dez meses marcados por contratações polêmicas e resistência crescente das arquibancadas. A saída, formalizada em comum acordo com o presidente Osmar Stabile na terça-feira, revela a tensão permanente entre a lógica administrativa do futebol profissional e a voz coletiva de uma das maiores torcidas do Brasil. O ciclo se fecha com perguntas abertas sobre quem conduzirá os próximos capítulos do clube.
Marcelo Paz deixa Corinthians após pressão e protestos da torcida
A pressão não vinha apenas das arquibancadas
Por que a torcida do Corinthians se virou contra Paz tão rapidamente? Ele estava lá há menos de um ano.
A questão é que as contratações não funcionaram no campo. O time não conseguiu os resultados esperados, e a torcida começou a questionar as escolhas que ele fazia.
Mas o texto não diz explicitamente por que os resultados foram ruins. Sabemos que ele contratou jogadores e um técnico, mas não sabemos se o problema era a qualidade das escolhas, a integração do elenco, ou algo estrutural no clube.
E quanto ao transfer ban? Isso afetou a capacidade dele de trabalhar?
Sim, a partir de maio o clube não podia mais registrar novos jogadores. Mas Paz continuou tentando mexer no mercado mesmo com essa restrição.
Aqui é importante notar: o texto diz que ele "não parou de contratar", mas não explica se isso significava trazer jogadores sem registrá-los, ou se era apenas negociações. A redação é um pouco vaga nesse ponto.
A organizada Gaviões da Fiel foi direto ao presidente. Isso é sinal de que a insatisfação era profunda?
Muito. Quando uma organizada se reúne com a presidência para pedir a saída de um dirigente, é porque a pressão nas ruas já não é mais suficiente. É um passo a mais.
Verdade, mas também não sabemos o que exatamente eles disseram a Stabile ou se havia outras questões administrativas envolvidas na decisão além dos protestos.
O Pulso
- A pressão da torcida atingiu seu ponto crítico após o empate com o Vitória, com cânticos no estádio e faixas no Parque São Jorge exigindo a saída de Paz.
- Líderes da organizada Gaviões da Fiel foram diretamente ao presidente Stabile para cobrar o afastamento do executivo, tornando a crise institucional.
- Em dez meses, Paz acumulou contratações de alto perfil — Seedorf, Gabriel Paulista, Lingard — mas nenhuma delas foi suficiente para apaziguar a insatisfação.
- O transfer ban imposto ao clube a partir de maio adicionou uma camada de restrição e desgaste à gestão, mesmo com movimentações continuando no mercado.
- O desligamento foi anunciado em nota oficial como encerramento de ciclo em comum acordo, mas a sucessão no cargo permanece indefinida.
Em um clube onde a paixão da torcida frequentemente dita o ritmo das decisões, Marcelo Paz encerrou sua passagem pelo Corinthians após dez meses marcados por contratações polêmicas e resistência crescente das arquibancadas. A saída, formalizada em comum acordo com o presidente Osmar Stabile na terça-feira, revela a tensão permanente entre a lógica administrativa do futebol profissional e a voz coletiva de uma das maiores torcidas do Brasil. O ciclo se fecha com perguntas abertas sobre quem conduzirá os próximos capítulos do clube.
Marcelo Paz deixou o Corinthians na terça-feira, 20 de outubro, após reunião com o presidente Osmar Stabile. O clube formalizou a saída em nota oficial, descrevendo-a como encerramento de ciclo em comum acordo. Paz havia assumido o cargo de executivo de futebol em dezembro de 2025, substituindo Fabinho Soldado.
Os protestos que antecederam sua saída foram explícitos e organizados. Na segunda-feira, torcedores na Neo Química Arena entoaram cânticos pedindo seu afastamento após empate com o Vitória. Dias antes, faixas foram penduradas no Parque São Jorge com o mesmo recado. Integrantes dos Gaviões da Fiel chegaram a se reunir diretamente com Stabile para pressionar pela demissão.
Durante sua gestão de dez meses, Paz trouxe nomes como Gabriel Paulista, Jesse Lingard, Zakaria Labyad e Clarence Seedorf — este último como técnico, em substituição a Fernando Diniz. A partir de maio, o clube passou a operar sob transfer ban, o que limitou novas inscrições, mas não paralisou completamente as movimentações no mercado.
Com a saída de Paz, o Corinthians enfrenta a tarefa de definir quem assumirá as decisões sobre o futebol do clube e como administrará os desafios herdados desse período.
Marcelo Paz saiu do Corinthians na terça-feira, 20 de outubro, após uma reunião com o presidente Osmar Stabile. O clube confirmou o desligamento em nota oficial, descrevendo a saída como um encerramento de ciclo em comum acordo entre as partes. Paz ocupava o cargo de executivo de futebol desde dezembro de 2025, quando foi contratado para substituir Fabinho Soldado. Seu tempo à frente da área de futebol, porém, foi marcado por crescente tensão com a torcida.
Os protestos contra Paz intensificaram-se nos dias que antecederam sua saída. Na segunda-feira, após o empate de 1 a 1 com o Vitória na Neo Química Arena, torcedores presentes no estádio entoaram cânticos pedindo sua saída. Na sexta-feira anterior, 16 de outubro, faixas com mensagens semelhantes foram penduradas em frente ao Parque São Jorge, a sede social do clube. A pressão não vinha apenas das arquibancadas: integrantes da organizada Gaviões da Fiel chegaram a se reunir diretamente com Stabile para solicitar o afastamento do dirigente.
Durante seus dez meses no cargo, Paz foi responsável por uma série de contratações que moldaram o elenco do time. Trouxe Gabriel Paulista, Jesse Lingard, Zakaria Labyad, Allan, Kaio César e Matheus Pereira. Uma das decisões mais polêmicas foi a contratação de Clarence Seedorf como técnico, escolhido para substituir Fernando Diniz após sua demissão. A partir de maio, o clube enfrentou restrições severas: foi punido com transfer ban, o que impediu novas inscrições de jogadores, mas Paz continuou movimentando o mercado mesmo sob essa limitação.
A saída de Paz marca um ponto de inflexão na gestão do Corinthians. O clube agradeceu os serviços prestados na nota oficial e desejou sucesso ao ex-executivo em sua próxima trajetória profissional. Fica em aberto quem assumirá a responsabilidade pelas decisões futuras sobre o futebol do time e como o clube navegará os desafios deixados pelo período de sua administração.
Citações Notáveis
O Sport Club Corinthians Paulista informa que, após reunião realizada entre o presidente Osmar Stabile e o Executivo de Futebol Marcelo Paz, as partes decidiram, em comum acordo, pelo fim do ciclo de trabalho do profissional junto ao Clube.— Comunicado oficial do Corinthians