Entre janeiro e outubro de 2026, o Amazonas registrou 38.149 casos de malária, o menor número para esse período desde 2016, uma queda de 29% em relação ao ano anterior. O balanço, ainda preliminar, foi apresentado pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas no Dia da Malária nas Américas, em meio a discussões regionais sobre a eliminação da doença. A redução é atribuída à vigilância contínua, à parceria com os municípios e à incorporação de novas ferramentas, como a tafenoquina, mas a própria instituição lembra que a doença ainda é expressiva na região.
Malária no Amazonas cai 29% e atinge menor nível desde 2016
O menor número para esses meses desde 2016
Então o Amazonas teve 38.149 casos de malária até outubro. Por que esse número importa?
Porque é o menor para o período de janeiro a outubro desde 2016, e representa 29% a menos que no mesmo intervalo do ano passado.
E o que a fundação diz que explica a queda?
Tatyana Amorim, diretora-presidente, cita vigilância epidemiológica, trabalho conjunto com os municípios e novas tecnologias. A tafenoquina aparece como estratégia de destaque.
Vale separar as coisas. A fundação atribui a queda a esses fatores, mas a reportagem não traz análise independente nem mede quanto cada um pesa. A tafenoquina é uma hipótese plausível, não uma causa demonstrada aqui.
Quantas pessoas já receberam o medicamento?
14.813 pessoas. Para adultos, ele está em 33 municípios; a versão pediátrica chegou a 27.
E os 38.149 casos são dados preliminares. Podem ser revistos. Também não sabemos quantos municípios o estado tem ao todo, então não dá para dizer que proporção da cobertura isso representa.
Então a situação está resolvida?
Não. Elder Figueiredo diz que o número ainda é expressivo e pede que quem tiver sintomas procure uma unidade de saúde e complete o tratamento.
Exato. A queda é real nos dados apresentados, mas a reportagem não diz nada sobre mortes, regiões mais afetadas ou o que aconteceu antes de 2016. Isso fica em aberto.
The Pulse
- Quase 40 mil casos ainda pesam sobre a Amazônia, mesmo com a queda de 29% registrada até outubro.
- A tafenoquina já chega a 33 municípios para adultos, mas a versão pediátrica alcança apenas 27 deles.
- Mais de 14 mil pessoas já foram tratadas com o medicamento, numa corrida contra o avanço da doença.
- A FVS-RCP pede que sintomas sejam levados sem demora a uma unidade de saúde e que o tratamento seja concluído até o fim.
- Os dados são preliminares, e o próximo teste será manter a tendência de queda com a ampliação do tratamento pediátrico.
Entre janeiro e outubro de 2026, o Amazonas registrou 38.149 casos de malária, o menor número para esse período desde 2016, uma queda de 29% em relação ao ano anterior. O balanço, ainda preliminar, foi apresentado pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas no Dia da Malária nas Américas, em meio a discussões regionais sobre a eliminação da doença. A redução é atribuída à vigilância contínua, à parceria com os municípios e à incorporação de novas ferramentas, como a tafenoquina, mas a própria instituição lembra que a doença ainda é expressiva na região.
Foram 38.149 casos de malária registrados no Amazonas entre janeiro e outubro de 2026, o menor número para esse período desde 2016. A queda de 29% em relação a 2025 foi apresentada pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas, a FVS-RCP, na sexta-feira (6), Dia da Malária nas Américas, durante uma reunião regional da Opas em Brasília sobre a eliminação da doença.
Uma das apostas centrais é a tafenoquina, já disponível para adultos em 33 municípios e, na versão pediátrica, em 27. Até agora, 14.813 pessoas foram tratadas com o medicamento no estado. Para a diretora-presidente Tatyana Amorim, a redução resulta do trabalho de vigilância, da atuação conjunta com as prefeituras e da adoção de tecnologias adequadas à realidade amazônica.
A fundação, porém, não declara vitória. O estado ainda registra um número expressivo de casos, e o diretor de Vigilância Ambiental, Elder Figueiredo, pede que quem tiver sintomas procure imediatamente uma unidade de saúde e siga o tratamento até o fim. Como os números são preliminares, o balanço ainda pode mudar, e a pergunta que resta é se a ampliação da tafenoquina, sobretudo para crianças, sustentará a queda nos próximos períodos.
Foram 38.149 casos de malária registrados no Amazonas entre janeiro e outubro de 2026. É o menor número para esses dez meses desde 2016 e representa uma queda de 29% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os números são preliminares e vêm da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto, a FVS-RCP.
Os dados foram divulgados na sexta-feira (6), Dia da Malária nas Américas. A data também marcou o encerramento de uma reunião regional sobre a eliminação da doença, promovida em Brasília pela Organização Pan-Americana da Saúde, a Opas. Foi nesse encontro que a fundação apresentou as estratégias adotadas no estado, entre elas o uso de novas tecnologias e medicamentos.
Uma das peças centrais é a tafenoquina, medicamento usado no tratamento da malária. Segundo a FVS-RCP, ela já está disponível em 33 municípios do Amazonas para o tratamento de adultos. A versão pediátrica começou a ser implementada e já chegou a 27 municípios. No total, 14.813 pessoas foram tratadas com o medicamento no estado.
A diretora-presidente da fundação, Tatyana Amorim, atribuiu a redução dos casos a um conjunto de fatores: o trabalho de vigilância, a atuação conjunta com os municípios e a adoção de novas tecnologias. Em sua avaliação, a incorporação dessas tecnologias e a qualificação dos profissionais permitem criar estratégias mais adequadas à realidade amazônica, o que contribui para o diagnóstico oportuno, o tratamento e a proteção da população.
A fundação, porém, não trata a queda como vitória encerrada. O Amazonas ainda registra um número expressivo de casos, e é por isso que a FVS-RCP reforça a importância da prevenção e do diagnóstico rápido. O diretor de Vigilância Ambiental, Elder Figueiredo, orienta que quem apresentar sintomas procure imediatamente uma unidade de saúde para fazer o diagnóstico e siga o tratamento até o fim.
O transmissor da doença na América do Sul é o mosquito Anopheles darlingi, apontado na legenda de imagem que acompanha a notícia. A queda de 2026 foi medida contra o mesmo intervalo de 2025, e o balanço ainda pode mudar, já que se baseia em dados preliminares. O que se acompanha agora é se a ampliação da tafenoquina, sobretudo a versão pediátrica, ainda restrita a 27 municípios, vai sustentar a tendência de queda nos próximos períodos.
Notable Quotes
Ainda temos um número expressivo de casos de malária no Amazonas, o que demonstra a importância de manter as ações preventivas.— Elder Figueiredo, diretor de Vigilância Ambiental da FVS-RCP
A redução dos casos é resultado de vigilância epidemiológica, inovação e atuação conjunta com os municípios.— Tatyana Amorim, diretora-presidente da FVS-RCP (paráfrase)