Num enclave espanhol às portas de África, a passagem massiva de mais de 70 mil migrantes em dois dias de julho deixou uma ferida que um mês depois ainda não cicatrizou. O regresso voluntário de mais de 5.300 pessoas a Marrocos é um sinal de movimento, mas os cerca de 6.500 que permanecem em Ceuta lembram-nos que as grandes crises humanas raramente se resolvem com a mesma velocidade com que eclodem. Entre números divergentes, crianças sem família e abrigos improvisados, Espanha procura uma resposta à altura de um desafio que é simultaneamente legal, humanitário e político.
Mais de 5.300 migrantes regressam a Marrocos um mês após entrada massiva em Ceuta
Dezenas de milhares de migrantes enfrentaram situações de deterioração, violência e manifestações locais em Ceuta; crianças não acompanhadas não podem ser expulsas e permanecem em abrigos.