Mais de 5 mil professores participam de programa para recuperar aprendizagem no Maranhão

Os professores continuam sendo os principais responsáveis pela aprendizagem
A Secretaria de Educação reforça que ferramentas e materiais são apoio, não substituição do trabalho docente.
Mark

Por que um programa desses é necessário agora, especificamente?

Mimi

Porque há um acúmulo de defasagens. Português e Matemática não são disciplinas como as outras — elas são a base para tudo mais. Quando um estudante fica para trás nelas, o efeito cascata é imediato.

Mark

Cinco mil professores é um número grande. Como você reúne tanta gente e consegue fazer algo significativo?

Mimi

Você não reúne todos de uma vez. Você vai até eles. Vinte regionais, cidades diferentes, encontros localizados. O que importa é que cada professor sai dali com ferramentas concretas, não apenas ideias abstratas.

Mark

E depois que os encontros terminam? Não é comum os programas simplesmente acabarem?

Mimi

Sim, é comum. Por isso a equipe técnica continua. Alguém precisa estar lá quando o professor tenta usar a plataforma e-Maranhão pela primeira vez, ou quando ele não sabe como adaptar um plano de aula para um aluno com dislexia.

Mark

Essa plataforma com 400 recursos — não é demais? Não fica confuso?

Mimi

Poderia ficar. Mas tem a ferramenta de IA, o ProfessorIA, que ajuda a filtrar, a personalizar. Não é o professor tendo que navegar sozinho por 400 coisas. É a tecnologia ajudando a encontrar o que ele precisa.

Mark

E a palestra sobre saúde mental dos professores — por que isso está ali?

Mimi

Porque você não recupera aprendizagem com professores queimados. Eles estão na linha de frente. Se não cuidar da saúde mental deles, toda a estrutura de materiais e ferramentas fica frágil.

Mark

No fim, o que você espera que mude?

Mimi

Que um estudante que ficou para trás em Matemática no ano passado não fique mais. Que as desigualdades educacionais do estado diminuam. É ambicioso, mas é o ponto.

  • O Maranhão enfrenta uma defasagem educacional persistente: alunos do ensino médio que não dominam conteúdos básicos de Português e Matemática, um problema que o estado não pode mais adiar.
  • Mais de cinco mil professores foram mobilizados em encontros pedagógicos que cruzaram o estado de ponta a ponta, de Balsas a Açailândia, culminando em São Luís no dia 17 de agosto.
  • A filósofa e psicóloga Viviane Mosé integra a programação final, sinalizando que o programa reconhece o esgotamento docente como parte do problema — e não apenas a falta de recursos didáticos.
  • A plataforma e-Maranhão oferece mais de quatrocentos recursos pedagógicos, incluindo uma ferramenta de inteligência artificial que ajuda professores a criar planos de aula adaptados a cada estudante.
  • O verdadeiro teste começa depois dos encontros: equipes técnicas acompanharão as escolas para garantir que o que foi discutido nas salas de formação chegue, de fato, às salas de aula.

No Maranhão, mais de cinco mil professores da rede pública foram reunidos sob o programa 'Ensino Médio de Verdade' para enfrentar uma lacuna que não é nova, mas que pesa: estudantes que chegam ao ensino médio sem dominar Português e Matemática. Os encontros percorreram vinte regionais do estado e se encerram em São Luís, num gesto que reconhece que a formação docente é, talvez, o caminho mais honesto para reduzir desigualdades que se acumulam por gerações. A iniciativa aposta que ferramentas, plataformas e inteligência artificial só ganham sentido quando colocadas nas mãos de professores que sabem para que servem.

Mais de cinco mil professores da rede pública do Maranhão participaram dos encontros pedagógicos do programa 'Ensino Médio de Verdade', uma iniciativa voltada para enfrentar as defasagens em Língua Portuguesa e Matemática que afetam estudantes em todo o estado. Os encontros percorreram as vinte regionais de educação — passando por cidades como Imperatriz, Caxias, Timon e Bacabal — e se encerram nesta segunda-feira, 17 de agosto, em São Luís, no Hotel Rio Poty.

O encerramento reúne professores de Português e Matemática da capital para discutir estratégias concretas de recuperação da aprendizagem. A programação inclui uma palestra da filósofa, psicóloga e escritora Viviane Mosé sobre saúde mental docente e engajamento dos estudantes — um reconhecimento de que o problema educacional tem também uma dimensão humana que precisa ser cuidada.

Os professores saem dos encontros com acesso à plataforma e-Maranhão, que reúne mais de quatrocentos recursos pedagógicos: cursos de atualização, simulados, planos de aula, materiais para o ENEM e ferramentas de acessibilidade para estudantes com baixa visão, daltonismo, TDAH e dislexia. O destaque é o ProfessorIA, ferramenta de inteligência artificial que auxilia na elaboração de atividades personalizadas.

O programa, porém, não se encerra com os encontros. Equipes técnicas continuarão acompanhando as escolas públicas de tempo parcial, orientando os professores no uso dos materiais e identificando dificuldades no caminho. A aposta é que a formação só se converte em mudança real quando o apoio persiste dentro das salas de aula — e não apenas nos dias de encontro.

Mais de cinco mil professores da rede pública do Maranhão passaram pelas salas de encontros pedagógicos de um programa chamado "Ensino Médio de Verdade", uma iniciativa desenhada para enfrentar um problema que atravessa as escolas do estado: estudantes que ficaram para trás em Língua Portuguesa e Matemática. Os encontros começaram nas vinte regionais de educação espalhadas pelo estado, passando por cidades como Balsas, Timon, Caxias, Imperatriz, Santa Inês, Pinheiro, Bacabal, Chapadinha e Açailândia, e terminam nesta segunda-feira, 17 de agosto, em São Luís.

O encerramento acontece no Hotel Rio Poty, às 9h30 da manhã, reunindo especificamente os professores de Português e Matemática da capital. O encontro final não é apenas uma formalidade administrativa. A proposta é discutir estratégias concretas para lidar com as dificuldades que os alunos enfrentam e fortalecer o trabalho que já acontece dentro das salas de aula. Além disso, a programação em São Luís inclui uma palestra sobre saúde mental dos professores e maneiras de aumentar o engajamento dos estudantes, ministrada pela filósofa, psicóloga e escritora Viviane Mosé.

O programa não termina quando os encontros se encerram. Uma equipe técnica permanecerá acompanhando as escolas públicas de tempo parcial, ajudando os professores a navegar pelos materiais e ferramentas que o programa disponibiliza. Entre esses recursos estão livros para apoiar a recomposição das aprendizagens, materiais de atividades, simulados, planos de aula e conteúdos preparatórios para o Exame Nacional do Ensino Médio. Os professores também estão recebendo orientações para usar a plataforma e-Maranhão, que reúne mais de quatrocentos recursos pedagógicos: cursos de atualização, biblioteca de conteúdos, materiais de apoio e ferramentas digitais.

A plataforma foi pensada para alcançar diferentes públicos. Ela possui recursos de acessibilidade para estudantes com necessidades específicas, incluindo ferramentas para baixa visão, daltonismo, Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade e dislexia. Um dos destaques é o ProfessorIA, uma ferramenta que usa inteligência artificial para ajudar os docentes a elaborar planos de aula e atividades personalizadas de acordo com as necessidades de cada estudante.

Segundo a Secretaria de Estado da Educação, esses materiais e ferramentas funcionam como apoio. Os professores continuam sendo os principais responsáveis pela condução do processo de aprendizagem. O desafio real, porém, é transformar tudo isso em ações que melhorem de verdade o aprendizado dos estudantes da rede pública e reduzam as desigualdades educacionais que marcam o estado. O acompanhamento das escolas após os encontros regionais permite que as equipes técnicas identifiquem dificuldades e orientem os profissionais sobre como usar os recursos disponíveis. É um trabalho que vai além da formação inicial, buscando garantir que o que foi discutido nos encontros se converta em prática nas salas de aula.

Os materiais e as ferramentas devem funcionar como apoio ao trabalho dos professores, que continuarão sendo os principais responsáveis pela condução do processo de aprendizagem
— Secretaria de Estado da Educação do Maranhão
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