Mais de 30% dos brasileiros sofrem com dor crônica; atividade física orientada é aliada

A dor não precisa ser motivo para deixar de se movimentar
O ponto central que um personal trainer defende ao trabalhar com pacientes que vivem com dor crônica.
Mark

Então mais de 30% dos brasileiros vivem com dor crônica. Isso é um número que deveria assustar mais gente, não é?

Mimi

É um número grande, sim. Mas o que o Gramacho traz é que a dor crônica não é uma sentença de imobilidade. É o oposto.

Luke

Espera. Esses 30% — de onde vem esse número? É da SBED mesmo? Porque dor crônica é difícil de medir. Cada pessoa define diferente.

Mimi

Vem de uma pesquisa da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor. É a fonte mais confiável que temos.

Mark

E quanto aos resultados que o Gramacho relata? Ele diz que alunos melhoram. Mas isso é anedótico ou há evidência?

Mimi

Ele relata o que vê na prática dele. Pessoas com dor em coluna, joelhos e ombros que começam um programa e depois conseguem fazer atividades do dia a dia com mais facilidade.

Luke

Mas ele não diz quanto tempo leva, não diz quantas pessoas melhoram versus quantas não melhoram. É uma observação clínica, não um estudo.

Mimi

Verdade. É o que um profissional experiente vê acontecer. Não é ciência rigorosa, mas também não é invenção.

Mark

O que me interessa é: por que a maioria das pessoas com dor crônica não faz exercício orientado?

Mimi

Porque acham que vão piorar. Porque dói. Porque não sabem por onde começar.

Luke

E porque exercício orientado custa caro. O Gramacho trabalha em uma academia de shopping. Nem todo mundo tem acesso.

Mimi

Esse é o ponto que fica de fora da reportagem, sim.

Mark

Então o conselho é bom, mas só funciona para quem consegue pagar por um personal trainer?

Mimi

Não necessariamente. Ele diz para buscar orientação, mas orientação pode vir de um fisioterapeuta, de um educador físico em um centro de saúde. Não precisa ser Bodytech.

Luke

Mas a reportagem só cita a Bodytech. Não há menção a alternativas públicas ou mais acessíveis.

  • Mais de 30% dos brasileiros sofrem com dor crônica, uma carga silenciosa que compromete sono, trabalho, humor e as tarefas mais simples do dia a dia.
  • O impulso de parar de se mover parece protetor, mas especialistas alertam que o sedentarismo agrava a rigidez, enfraquece a musculatura e intensifica a dor ao longo do tempo.
  • Exercícios individualizados — desenhados conforme o tipo e a localização da dor — fortalecem as estruturas de suporte do corpo e reduzem significativamente o desconforto com o passar das semanas.
  • Além do alívio físico, rotinas consistentes de movimento melhoram sono, disposição e humor, fatores que alteram diretamente a forma como o organismo processa e tolera a dor.
  • O caminho recomendado é claro: buscar orientação profissional, começar com baixa intensidade e aumentar gradualmente, respeitando os sinais do próprio corpo.

Mais de um terço dos brasileiros carrega a dor crônica como companheira silenciosa do cotidiano, e o instinto de repouso absoluto, embora compreensível, frequentemente aprofunda o problema. A ciência e a prática clínica convergem para uma conclusão contraintuitiva: o movimento, quando orientado com precisão e paciência, é um dos instrumentos mais poderosos para devolver ao corpo sua capacidade de viver sem sofrimento constante. Não se trata de heroísmo nem de negação da dor, mas de uma reconquista gradual da vida ordinária.

Mais de um terço dos brasileiros convive com dor crônica — um número que a Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor transformou em estatística, mas que para milhões de pessoas é simplesmente a realidade de cada manhã. Diante dessa condição, a reação mais comum é evitar o movimento. Segundo profissionais da área, essa intuição quase sempre está errada.

Pablo Gramacho, personal trainer da Bodytech do Shopping Iguatemi Bosque, trabalha diariamente com pessoas que chegam convencidas de que a dor é razão suficiente para abandonar a atividade física. O que ele observa na prática aponta na direção oposta: quando o exercício é bem planejado e adaptado à realidade de cada corpo, ele fortalece a musculatura, melhora a mobilidade e reduz a dor de forma consistente ao longo do tempo. Não é uma solução imediata — é um processo que exige paciência.

Os benefícios ultrapassam o físico. Quem mantém uma rotina regular de exercícios relata melhoras no sono, na disposição e no humor. Esses elementos influenciam diretamente a forma como o organismo lida com a dor: um corpo descansado e com mais ânimo a processa de maneira diferente.

Cada tipo de dor, porém, exige uma abordagem própria. Problemas nos joelhos pedem foco no fortalecimento de coxas e quadril; dores na coluna demandam trabalho na musculatura de sustentação; enxaquecas podem responder bem a caminhadas, musculação ou bicicleta feitas com regularidade e técnica. A lógica é sempre a mesma: entender a origem da dor antes de montar o treino.

Alunos acompanhados por Gramacho com queixas em coluna, joelhos e ombros relatam, após semanas ou meses de programa individualizado, que a dor diminuiu consideravelmente — e que voltaram a fazer coisas simples que haviam perdido: subir escadas, carregar compras, brincar com os filhos. Para quem quer começar, a orientação é direta: procure um profissional, comece devagar e aumente a intensidade conforme o corpo responde. A dor não é motivo para parar. Feita do jeito certo, a atividade física deixa de ser um risco e passa a ser a principal ferramenta para recuperar qualidade de vida.

Mais de um terço dos brasileiros convive com dor crônica. Esse número, colhido em pesquisa da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor, marca uma realidade que afeta milhões de pessoas em suas rotinas diárias. Para quem carrega essa condição, a tentação é óbvia: ficar parado, poupar o corpo, evitar movimento. Mas essa intuição, segundo profissionais da área, está muitas vezes errada.

Pablo Gramacho, personal trainer da Bodytech do Shopping Iguatemi Bosque, trabalha com essa população todos os dias. Ele vê pessoas que chegam convencidas de que a dor é razão para interromper a atividade física. O que ele observa na prática é o oposto. Quando um exercício é bem desenhado, adaptado ao corpo e à dor específica de cada pessoa, ele fortalece a musculatura, melhora a mobilidade, reduz a rigidez e, ao longo do tempo, diminui significativamente a dor. Não é uma cura mágica. É um processo.

Os ganhos vão além do físico. Pessoas que mantêm uma rotina consistente de exercícios relatam melhorias no sono, na disposição e no humor. Esses fatores não são secundários — eles influenciam diretamente como o corpo lida com a dor. Um organismo descansado, com disposição e ânimo mais elevado, tolera e processa a dor de forma diferente. É uma mudança que se propaga.

Mas nem todo exercício serve para todo mundo. Alguém com dor nos joelhos precisa de uma abordagem diferente de quem sente dor na coluna. Para os joelhos, o foco pode ser fortalecer as coxas e o quadril, estruturas que sustentam a articulação. Para a coluna, a musculatura responsável pela sustentação do corpo é o alvo. Quem sofre com enxaqueca pode se beneficiar de caminhada, musculação ou bicicleta, feitas regularmente e com técnica adequada. A lógica é sempre a mesma: entender a causa da dor, depois montar um treino que a enfrente.

Gramacho acompanha alunos que chegam com queixas em coluna, joelhos e ombros. Depois de semanas ou meses com um programa planejado conforme suas necessidades individuais, muitos relatam que a dor diminuiu bastante. Mais importante: conseguem fazer atividades do dia a dia com muito mais facilidade. Subir escadas, carregar compras, brincar com filhos — coisas que a dor tornava difíceis voltam a ser possíveis. O segredo, ele insiste, é paciência e consistência. Os resultados aparecem aos poucos, não de uma vez.

Para quem vive com dor diária e quer começar a se exercitar, a recomendação é clara: busque orientação profissional e comece devagar. Não há pressa. Respeite os limites do seu corpo. Aumente a intensidade gradualmente, conforme o corpo responde. A dor não é motivo para ficar parado. Quando feita da forma certa, a atividade física deixa de ser um risco e vira uma ferramenta — talvez a mais importante — para recuperar qualidade de vida.

Quando a atividade física é bem orientada, ela ajuda a fortalecer a musculatura, melhora a mobilidade, diminui a rigidez do corpo e pode reduzir bastante a dor ao longo do tempo
— Pablo Gramacho, personal trainer da Bodytech
Cada caso é um caso. O mais importante é entender a causa da dor para montar um treino adequado. Não existe um exercício que sirva para todo mundo
— Pablo Gramacho
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