Mais de 100 países reconhecem reeleição de Lula; Argentina e EUA seguem sem anúncio oficial

107 países reconheceram Lula; Argentina e EUA seguem em silêncio
Painel do TSE registra o reconhecimento internacional da reeleição, com dois membros do G20 ausentes.
Mark

Cento e sete países em cinco dias. Isso é muito, ou é o esperado?

Mimi

O texto não compara com outras eleições, então não dá para dizer. O que ele mostra é que o reconhecimento foi amplo, de Europa e Ásia a parceiros dos BRICS.

Mark

E o silêncio da Argentina e dos Estados Unidos pesa?

Mimi

São dois membros do G20, e a Argentina é a única da América do Sul sem manifestação. Por isso o silêncio chama atenção.

Luke

Convém separar os casos. Sobre a Argentina, temos o Clarín dizendo que Milei não fará pronunciamento oficial. É atribuição a um jornal, não uma declaração do governo.

Mark

E Trump?

Mimi

Disse que não queria comentar, mas chamou o que viu no Brasil de vergonha. Não houve felicitação.

Luke

E ele fez acusações sem provas. A frase mostra desagrado, mas não é um ato oficial de não reconhecimento.

Mark

O painel do TSE é completo?

Luke

Não totalmente. A Indonésia parabenizou Lula no X e não constava. Então 107 é a contagem do painel, não necessariamente o total real.

Mark

E a ligação com Flávio Bolsonaro?

Mimi

Ele passou pela Argentina e seguiu num jato providenciado pelo governo americano até Miami.

Luke

O texto relata a rota, mas não afirma que isso explique o silêncio dos dois governos. Essa relação ainda é pergunta aberta.

  • Cento e sete países e onze organismos internacionais já reconheceram a vitória de Lula, mas a lista ainda tem vazios que incomodam.
  • Argentina e Estados Unidos, membros do G20, seguem em silêncio oficial, e o desagrado de Trump aparece em acusações sem provas.
  • A Indonésia parabenizou Lula pelo X, porém a mensagem ainda não foi incorporada ao painel do TSE, deixando uma lacuna visível.
  • Flávio Bolsonaro deixou o país após ser intimado pela Polícia Federal e agora está na Flórida com autorização temporária, em meio a investigações no STF.
  • O desfecho diplomático segue em aberto: resta ver se Buenos Aires e Washington falarão, e como a passagem de Flávio pesará sobre essas relações.

Num momento em que o Brasil encerra mais uma etapa de sua disputa democrática, o mundo responde ao resultado das urnas com a cautela e a cortesia que marcam as relações entre nações. Até esta sexta-feira, 107 países e onze organismos internacionais já haviam felicitado Luiz Inácio Lula da Silva pela reeleição, num gesto que conta menos sobre o vencedor e mais sobre a confiança que o processo eleitoral brasileiro inspira. Ainda assim, o silêncio de Buenos Aires e Washington ecoa como uma nota dissonante, sobretudo quando se considera a fuga de Flávio Bolsonaro, derrotado por mais de 4 milhões de votos, para território americano.

Até esta sexta-feira (30), 107 países já tinham reconhecido a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição de domingo (25), além de onze organizações internacionais e blocos regionais. Os números vêm de um painel criado pelo Tribunal Superior Eleitoral para acompanhar as manifestações estrangeiras. Entre os que cumprimentaram o presidente reeleito estão Canadá, França, Alemanha, Japão, China, Índia e Rússia, e a mexicana Claudia Sheinbaum celebrou a vitória com o gesto do "L" durante uma coletiva.

Nem tudo, porém, está registrado. A Indonésia, do G20 e do BRICS, felicitou Lula pelo X, mas a mensagem ainda não aparece no painel. Argentina e Estados Unidos, também do G20, permanecem calados. Segundo o Clarín, Javier Milei não fará pronunciamento oficial. Trump disse não querer comentar, mas afirmou que "foi uma vergonha" o que viu no Brasil, sem apresentar provas.

O pano de fundo é a trajetória de Flávio Bolsonaro, derrotado por mais de 4 milhões de votos. Após ser intimado pela Polícia Federal a entregar os passaportes e proibido de deixar o país, ele partiu na terça-feira (27) rumo à Argentina e, de lá, num jato providenciado pelo governo americano, para Miami. Hoje está na Flórida com autorização temporária de entrada e deve obter residência permanente. Investigado em dois inquéritos no STF por lavagem de dinheiro e pedidos de recursos a Daniel Vorcaro para o filme "Dark Horse", ele ficará sem mandato e sem foro privilegiado em 2027. A questão que resta é se Buenos Aires e Washington se manifestarão formalmente.

Até esta sexta-feira (30), 107 países já tinham reconhecido a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição de domingo (25). Onze organizações internacionais e blocos regionais também enviaram felicitações ao presidente reeleito. Os números constam de um painel criado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para acompanhar as manifestações internacionais sobre os resultados das eleições de 2026 e contabilizar as manifestações oficiais.

Entre os que parabenizaram Lula pelo novo mandato estão Canadá, França, Coreia do Sul, Alemanha, Itália e Japão. Também aparecem parceiros do Brasil nos BRICS, como China, África do Sul, Índia, Rússia e Arábia Saudita. A presidente do México, Claudia Sheinbaum, celebrou a vitória e fez o "L" com a mão durante uma coletiva de imprensa, em imagem registrada pela agência AFP.

O painel tem uma lacuna: ainda não inclui a Indonésia, integrante do G20 e do BRICS. O líder indonésio parabenizou Lula pelo Twitter, antigo X, mas a manifestação não havia sido incorporada à ferramenta.

Dois países do G20 seguem sem se pronunciar: Argentina e Estados Unidos. Na América do Sul, a Argentina é a única que ainda não comentou o resultado. Segundo o jornal Clarín, o presidente Javier Milei não fará um pronunciamento oficial.

O presidente americano, Donald Trump, disse que não queria comentar o assunto, mas deixou claro o desagrado com o rumo da eleição, em acusações sem provas. "Acompanhei as eleições. Não tomei partido, mas vi o que estava acontecendo no Brasil; foi uma vergonha", declarou o republicano antes de seguir para um comício eleitoral.

Os dois países aparecem também na saída do Brasil do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado por mais de 4 milhões de votos. Na terça-feira (27), ele deixou o país depois de ser intimado pela Polícia Federal a entregar os passaportes e de ser proibido de sair do território nacional. Flávio e a família seguiram para a Argentina, onde embarcaram num jato de luxo providenciado pelo governo americano, com destino a Miami.

O senador está na Flórida com autorização temporária de entrada e, segundo autoridades americanas, deve receber residência permanente mais adiante. Ele é investigado em dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF), ligados a lavagem de dinheiro e a pedidos de recursos a Daniel Vorcaro para a produção de "Dark Horse", cinebiografia de seu pai, Jair Bolsonaro (PL). Em 2027, Flávio ficará sem mandato pela primeira vez em 24 anos e sem foro privilegiado.

Resta saber se Buenos Aires e Washington farão alguma manifestação formal, num cenário marcado pela passagem de Flávio por ambos os países.

Acompanhei as eleições. Não tomei partido, mas vi o que estava acontecendo no Brasil; foi uma vergonha.
— Donald Trump, presidente dos Estados Unidos
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