Em Austin, Texas, um jovem venezuelano de 28 anos foi baleado nas costas por um agente do ICE, com a bala alojada próximo à coluna vertebral e causando paralisia no lado esquerdo do corpo. Wilber Rafael Garcés Pérez permanece sob custódia federal, recebendo apenas analgésicos enquanto sua mãe e sua advogada clamam por uma cirurgia que consideram urgente e inadiável. O caso ecoa uma tensão antiga e não resolvida entre a lógica do controle migratório e as obrigações humanitárias que uma sociedade deve a qualquer ser humano sob sua guarda.
Mãe de venezuelano baleado pelo ICE exige cirurgia urgente nos EUA
Ele está gravemente ferido e com muita dor, sem acesso à cirurgia
Por que esse caso importa agora, neste momento específico?
Porque coloca em evidência como as operações de imigração sob Trump estão sendo conduzidas e quem está pagando o preço. Um homem foi baleado por um agente federal e agora está paralizado.
Mas precisamos ser claros: sabemos que ele foi baleado por um agente do ICE, sabemos que a bala está perto da coluna, sabemos que ele tem paralisia. O que ainda não sabemos é o contexto completo do incidente — por que o agente disparou, se havia ameaça, qual é a versão oficial do ICE.
Justo. Mas o que sabemos é suficiente para entender que há um homem ferido sob custódia que não está recebendo a cirurgia que precisa.
E a mãe dele está falando publicamente sobre isso?
Sim, ela foi à imprensa, falou com a AFP. Sua advogada também está comunicando atualizações sobre seu estado de saúde.
Então temos a perspectiva da família e da defesa dele. Mas não temos uma declaração do ICE ou do hospital sobre por que a cirurgia não foi realizada ainda, ou qual é o plano médico.
Isso deixa em aberto se é uma questão de recursos, de segurança, ou de negligência?
Exatamente. E enquanto isso fica em aberto, ele continua detido, paralizado, e sem a cirurgia que sua mãe diz ser urgente.
El Pulso
- Uma bala alojada perto da coluna vertebral deixou Garcés paralisado do lado esquerdo — um ferimento grave que os médicos ainda não conseguiram tratar cirurgicamente.
- Após duas idas ao hospital, ele foi devolvido ao centro de detenção, onde recebe apenas analgésicos, sem acesso à intervenção cirúrgica que sua condição exige.
- Sua mãe, Flor Pérez, denuncia publicamente o sofrimento do filho e exige que ele seja transferido para um leito hospitalar permanente, afirmando que o centro de detenção é inadequado para seu estado.
- A advogada Kate Lincoln-Goldfinch confirmou que Garcés foi transferido para outro hospital após o agravamento da paralisia, sinalizando que a pressão pública e jurídica começa a produzir movimentos.
- O caso se insere em um padrão mais amplo de confrontos entre agentes do ICE e imigrantes sob a administração Trump, colocando em xeque os limites do uso da força e o dever de cuidado com detidos federais.
Em Austin, Texas, um jovem venezuelano de 28 anos foi baleado nas costas por um agente do ICE, com a bala alojada próximo à coluna vertebral e causando paralisia no lado esquerdo do corpo. Wilber Rafael Garcés Pérez permanece sob custódia federal, recebendo apenas analgésicos enquanto sua mãe e sua advogada clamam por uma cirurgia que consideram urgente e inadiável. O caso ecoa uma tensão antiga e não resolvida entre a lógica do controle migratório e as obrigações humanitárias que uma sociedade deve a qualquer ser humano sob sua guarda.
No domingo em Austin, Texas, um agente do ICE disparou contra Wilber Rafael Garcés Pérez, venezuelano de 28 anos. A bala atingiu a parte superior de suas costas e ficou alojada próximo à coluna vertebral, causando paralisia no lado esquerdo do corpo. Desde então, ele permanece sob custódia federal.
Sua mãe, Flor Pérez, descreveu o estado do filho à AFP com angústia evidente: ele sente muita dor e a bala não foi removida porque está posicionada perigosamente perto da coluna. Após duas visitas ao hospital, Garcés foi devolvido ao centro de detenção, onde recebe apenas analgésicos. Para Flor, as condições do local são incompatíveis com a gravidade do ferimento — ele precisaria de um leito hospitalar permanente.
Em uma coletiva de imprensa realizada na quarta-feira, o próprio Garcés confirmou que a bala fraturou sua clavícula e que os médicos não conseguiram extraí-la. Horas depois, sua advogada, Kate Lincoln-Goldfinch, anunciou que ele havia sido transferido para outro hospital diante do agravamento da paralisia — uma complicação que, segundo ela, exige cirurgia urgente.
O caso ilumina as tensões crescentes em torno das operações de imigração intensificadas sob a administração Trump: de um lado, as prioridades de segurança; do outro, as obrigações humanitárias básicas com pessoas mantidas sob custódia do Estado.
No domingo em Austin, Texas, um agente do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos disparou contra Wilber Rafael Garcés Pérez, um imigrante venezuelano de 28 anos. A bala atingiu a parte superior de suas costas e ficou alojada próximo à coluna vertebral — um ferimento que deixou o homem com paralisia no lado esquerdo do corpo. Desde então, ele permanece sob custódia federal, e sua mãe está exigindo que ele receba cirurgia urgente.
Flor Pérez, mãe de Garcés, descreveu o estado de seu filho à agência de notícias AFP com preocupação clara. Ele está gravemente ferido e sentindo muita dor, disse ela. O que a deixa ainda mais angustiada é o fato de que a bala não foi removida durante os atendimentos hospitalares aos quais ele foi levado — os médicos não conseguiram extraí-la porque ela estava posicionada muito perto de sua coluna vertebral. Após essas duas idas ao hospital, Garcés foi devolvido ao centro de detenção, onde tem recebido apenas analgésicos das enfermeiras. Sua mãe afirma que ele precisa de um leito hospitalar permanente, pois as condições do centro de detenção não são adequadas para alguém em seu estado de saúde.
Durante uma coletiva de imprensa realizada na quarta-feira no centro de detenção, o próprio Garcés forneceu mais detalhes sobre o ferimento. Ele confirmou que a bala fraturou sua clavícula e que os médicos no hospital não conseguiram removê-la devido à sua proximidade com a coluna. Horas depois dessa declaração, sua advogada, Kate Lincoln-Goldfinch, informou que Garcés havia sido transferido para outro hospital porque agora apresentava paralisia no lado esquerdo — uma complicação grave que exigirá intervenção cirúrgica.
O incidente coloca sob escrutínio as operações de imigração que vêm sendo intensificadas sob a administração do presidente americano Donald Trump. O caso de Garcés não é um evento isolado, mas parte de um padrão mais amplo de confrontos entre agentes de imigração e imigrantes que levanta questões fundamentais sobre o uso da força e o acesso a cuidados médicos adequados para pessoas sob custódia federal. A situação de Garcés — ferido, paralizado, detido e sem acesso à cirurgia que sua mãe e sua advogada dizem ser urgente — ilustra as tensões entre as prioridades de segurança da imigração e as obrigações humanitárias básicas.
Citas Notables
Ele está gravemente ferido e com muita dor— Flor Pérez, mãe de Garcés, à AFP
A bala fraturou sua clavícula e, no hospital para onde fui levado, não conseguiram remover porque ela estava próxima à minha coluna— Wilber Rafael Garcés Pérez, durante coletiva de imprensa no centro de detenção