Há milênios, a escuridão da noite era o sinal mais confiável que o corpo humano recebia para descansar. Um grande estudo britânico com quase 89 mil adultos sugere que, ao substituirmos essa escuridão por luz artificial, perturbamos um relógio biológico profundo — e que essa perturbação pode estar ligada a aumentos expressivos no risco de infarto, AVC, insuficiência cardíaca e fibrilação atrial. A descoberta não prova causalidade, mas convida a uma reflexão sobre o preço silencioso que pagamos por noites cada vez mais iluminadas.