Lula se aproxima da vitória no 1º turno com 48,9% dos votos válidos, aponta AtlasIntel

Apenas 1,1 ponto percentual distante da maioria absoluta
Lula está numericamente muito próximo de vencer o primeiro turno, dentro da margem de erro da pesquisa.
Mark

Como é possível que Lula esteja tão perto dos 50% se a pesquisa mostra apenas 47%?

Mimi

A diferença está em como se calcula. Os 47% incluem votos brancos, nulos e indecisos. Quando você exclui esses grupos — que é como a lei eleitoral funciona — os 47% de Lula viram 48,9% dos votos válidos. É uma mudança de perspectiva, não de números.

Luke

Mas a margem de erro é de um ponto percentual. Isso significa que Lula poderia estar em 46% ou 48%. Numericamente perto não é a mesma coisa que garantido.

Mark

Por que Flávio Bolsonaro perdeu tanto apoio de repente?

Mimi

Os áudios sobre o financiamento do filme de Bolsonaro circularam entre os dias 13 e 18 de maio, justamente quando a pesquisa estava sendo feita. Ele perdeu 5,4 pontos em relação ao levantamento anterior.

Luke

Mas a pesquisa foi feita durante o período em que os áudios estavam vazando. Não sabemos ainda qual é o impacto real disso no eleitorado. Pode ser que a queda continue, ou que estabilize.

Mark

Se Lula não vencer no primeiro turno, o que acontece no segundo?

Mimi

A pesquisa mostra que ele chegaria a 54% dos votos válidos contra Flávio. É uma vantagem muito maior do que a que ele tem agora.

Luke

Isso é uma simulação, não uma previsão. Muita coisa pode mudar entre agora e um possível segundo turno. Mas sim, os números indicam que Lula estaria em posição muito mais forte.

Mark

Os outros candidatos têm alguma chance real?

Mimi

A pesquisa testou cenários sem Flávio, e nenhum deles consegue chegar perto de Lula. Romeu Zema sobe para 17%, mas ainda fica bem atrás. Michelle Bolsonaro chegaria a 23,4%, o maior número entre os alternativos, mas Lula mantém 47%.

Luke

Esses são cenários hipotéticos. A realidade é que Flávio Bolsonaro é o principal adversário neste momento, e é contra ele que a campanha está se desenvolvendo.

  • Lula está a apenas 1,1 ponto percentual da maioria absoluta dos votos válidos — distância menor do que a própria margem de erro da pesquisa, tornando a vitória no primeiro turno uma possibilidade concreta.
  • Flávio Bolsonaro despencou 5,4 pontos percentuais após o vazamento de áudios que o ligam a negociações sobre o financiamento de uma cinebiografia de Jair Bolsonaro, ampliando sua desvantagem para 12,7 pontos.
  • A rejeição a Flávio também cresceu dois pontos, consolidando sua liderança negativa entre os pré-candidatos e sinalizando que o dano à sua imagem vai além das intenções de voto.
  • Nos cenários de segundo turno, Lula alcançaria 54% dos votos válidos contra Flávio, indicando que, mesmo sem encerrar a disputa no primeiro turno, a reeleição permanece confortável.
  • A fragmentação da direita fica evidente: sem Flávio, os votos se redistribuem entre Zema, Caiado e Renan Santos, mas nenhum deles emerge como alternativa capaz de ameaçar a liderança do presidente.

A menos de dois anos das eleições presidenciais brasileiras de 2026, uma pesquisa AtlasIntel coloca o presidente Lula na fronteira simbólica da vitória no primeiro turno — um limiar que, se cruzado, pouparia o país de um segundo round de disputas. Enquanto isso, o principal adversário, Flávio Bolsonaro, enfrenta uma queda expressiva nas intenções de voto após o vazamento de áudios que o associam a negociações financeiras em torno de um filme biográfico de seu pai. O momento revela como escândalos de bastidores podem reconfigurar rapidamente o mapa eleitoral, e como a confiança do eleitorado permanece um bem frágil e volátil.

A pesquisa AtlasIntel divulgada nesta terça-feira coloca o presidente Lula a um passo da vitória no primeiro turno das eleições de 2026. Com 47% das intenções de voto, ele equivale a cerca de 48,9% dos votos válidos — apenas 1,1 ponto percentual abaixo do patamar necessário para encerrar a disputa sem segundo turno. Como a margem de erro é de um ponto percentual, a vitória direta está numericamente ao alcance.

Flávio Bolsonaro, do PL de São Paulo, aparece em segundo lugar com 34,3%, mas registrou uma queda de 5,4 pontos em relação ao levantamento anterior. Segundo o CEO da AtlasIntel, Andrei Roman, o recuo ocorreu após o vazamento de áudios que associam o senador a negociações sobre o financiamento de um filme biográfico de Jair Bolsonaro, envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro. Além de perder votos, Flávio viu sua rejeição crescer dois pontos, consolidando a liderança negativa entre os pré-candidatos.

Os demais nomes testados ficam bem distantes: Renan Santos marca 6,9%, Romeu Zema registra 5,2% e Ronaldo Caiado soma 2,7%. Em cenários alternativos sem Flávio, os votos da direita se redistribuem entre Zema, Caiado e Renan Santos, mas sem alterar a primeira posição de Lula. Com Michelle Bolsonaro no lugar de Flávio, a ex-primeira-dama aparece com 23,4%, mas a distância para o presidente permanece ampla.

Nos cenários de segundo turno, Lula alcançaria 54% dos votos válidos contra Flávio, com vantagem de sete pontos. O presidente também lidera simulações contra todos os demais adversários testados. A pesquisa ouviu 5.032 pessoas entre 13 e 18 de maio e está registrada no TSE sob o protocolo BR-06939/2026. A dinâmica segue aberta, mas os dados apontam para uma reeleição confortável, independentemente do caminho que a disputa tomar.

A pesquisa AtlasIntel divulgada nesta terça-feira coloca o presidente Lula a apenas um passo da vitória no primeiro turno das eleições presidenciais de 2026. Com 47% das intenções de voto, ele se aproxima do patamar de 50% dos votos válidos necessário para encerrar a disputa sem segundo turno. Quando se exclui votos brancos, nulos e eleitores indecisos do cálculo, seus 47% equivalem a aproximadamente 48,9% dos votos válidos — deixando-o apenas 1,1 ponto percentual distante da maioria absoluta. Como a margem de erro da pesquisa é de um ponto percentual, o levantamento sugere que Lula está numericamente muito próximo de liquidar a eleição já no primeiro turno.

Flávio Bolsonaro, do PL de São Paulo, aparece em segundo lugar com 34,3% das intenções de voto, uma queda de 5,4 pontos percentuais em relação ao levantamento anterior. A desvantagem em relação a Lula ampliou-se para 12,7 pontos percentuais. Segundo Andrei Roman, CEO da AtlasIntel, essa queda ocorreu após a divulgação de áudios envolvendo o senador em negociações sobre financiamento de um filme biográfico de Jair Bolsonaro. Os áudios mencionam um pedido de recursos para financiar a cinebiografia, em negociação com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A rejeição a Flávio Bolsonaro também cresceu dois pontos percentuais, consolidando sua liderança no índice de rejeição entre os pré-candidatos.

Os demais candidatos testados na pesquisa ocupam posições bem mais distantes. Renan Santos marca 6,9% das intenções de voto, Romeu Zema registra 5,2% e Ronaldo Caiado soma 2,7%. Juntos, esses cinco candidatos chegam a 96,1% das intenções, deixando uma pequena margem para outros nomes ou indecisos.

A pesquisa também testou cenários alternativos. Sem Flávio Bolsonaro na disputa, Lula mantém aproximadamente 47%, enquanto Romeu Zema sobe para 17%, Ronaldo Caiado fica próximo de 14% e Renan Santos registra 8%. Esse movimento indica uma redistribuição de votos no campo da direita, mas sem alterar a primeira posição do presidente. Em outro cenário, com Michelle Bolsonaro no lugar de Flávio, Lula continua com 47%, enquanto a ex-primeira-dama aparece com 23,4%, seguida por Romeu Zema com 10%, Renan Santos com 7,8% e Ronaldo Caiado com 6%. Nessa simulação, a distância entre Lula e a segunda colocada fica ainda maior.

Os cenários de segundo turno apontam para uma vitória ainda mais confortável para o presidente. Contra Flávio Bolsonaro, Lula alcançaria 48,9% dos votos válidos, o que equivaleria a 54% quando se exclui votos brancos e nulos. Flávio cairia de 47,8% para 41,8%, ampliando a vantagem de Lula para sete pontos percentuais. O presidente também lidera em simulações diretas contra Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Renan Santos, indicando que sua posição se mantém forte independentemente de quem seja seu adversário no segundo turno.

O levantamento ouviu 5.032 pessoas entre os dias 13 e 18 de maio e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-06939/2026. Os dados sugerem que, mesmo que Lula não consiga a vitória no primeiro turno, sua margem de vantagem no segundo turno seria suficiente para uma reeleição confortável. A dinâmica da campanha, porém, continua aberta: a margem de erro coloca a vitória no primeiro turno dentro do possível, mas não garantida.

A queda ocorre após a divulgação de áudios relacionados a um pedido de recursos para financiar uma cinebiografia de Jair Bolsonaro
— Andrei Roman, CEO da AtlasIntel
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