Em meio a uma campanha pela reeleição marcada por tensões fiscais e desconforto no mundo dos negócios, o presidente Lula reuniu dez dos maiores nomes do empresariado e do sistema financeiro brasileiro num jantar no Palácio do Alvorada — gesto que, mais do que hospitalidade, é uma declaração de que o poder ainda conversa com o capital. O encontro responde, com a linguagem silenciosa dos símbolos, a uma aproximação semelhante feita por Flávio Bolsonaro com a elite da Faria Lima dias antes, revelando que a disputa eleitoral de 2026 já se trava também nas salas de jantar dos poderosos.