Num momento em que o Brasil regulamenta a expansão dos data centers e a inteligência artificial redefine as disputas por infraestrutura global, o presidente Lula declarou que a energia nacional não será colocada a serviço dessas instalações. A afirmação revela uma tensão mais profunda: a de uma nação rica em recursos naturais que ainda debate a quem — e a quê — esses recursos devem servir. O país se vê diante de uma encruzilhada entre o apetite do capital tecnológico internacional e a soberania sobre seus próprios bens comuns.