Em um momento de alta tensão eleitoral, o Supremo Tribunal Federal reuniu-se para deliberar sobre uma investigação contra um de seus próprios ministros — e a sessão desmoronou antes de chegar a qualquer conclusão. O presidente Lula, que esperava ver a crise resolvida antes que ela contaminasse o debate das urnas, voltou-se em particular contra o ministro Flávio Dino, cuja conduta considerou inadequada à gravidade do momento. O episódio revela como as fronteiras entre Judiciário, política e narrativa eleitoral raramente se sustentam quando o poder está em jogo.