Na noite de 31 de agosto, o presidente Lula reuniu no Palácio da Alvorada cerca de 25 dos mais influentes banqueiros e empresários do Brasil — de André Esteves a Roberto Setúbal, de Joesley Batista a André Gerdau — num jantar que era, ao mesmo tempo, ritual de governança e resposta política. O encontro não nasceu do acaso: dias antes, Flávio Bolsonaro havia promovido movimento semelhante em São Paulo, sinalizando sua aproximação com o setor privado. Lula respondeu com a única moeda que a presidência oferece de forma exclusiva: o acesso direto ao poder.