Diante da Assembleia Geral da ONU, Lula ocupou simultaneamente dois lugares difíceis de conciliar: o do estadista que diagnostica a erosão da ordem multilateral e o do candidato que busca votos a poucos dias de uma eleição. O discurso começou com lucidez geopolítica, mas foi cedendo espaço a promessas domésticas e golpes simbólicos contra adversários — um movimento que revela menos sobre o mundo e mais sobre o Brasil de 2026.