Diante da Assembleia Geral das Nações Unidas, o presidente Lula rompeu com décadas de tradição diplomática brasileira ao mencionar, pela primeira vez naquele fórum, a eleição presidencial e um adversário político pelo nome. O gesto não foi impulsivo: assessores apontam que a gravidade do momento — ameaças ao multilateralismo e o risco de interferência externa — tornou o silêncio insustentável. Na voz de um líder que já ocupou aquele mesmo palco sem jamais misturar política doméstica com diplomacia global, a mudança de tom revela o quanto o contexto de 2026 é percebido, por dentro do Palácio do