Lula lidera todos os cenários para reeleição em 2026, aponta pesquisa CNT/MDA

Lula lidera com 40,5%, mas o desgaste já aparece
Pesquisa CNT/MDA mostra vantagem presidencial consolidada, mas com sinais de oscilação negativa na aprovação.
Mark

Como se explica essa vantagem tão grande do Lula sobre o Flávio Bolsonaro?

Mimi

A pesquisa mostra 40,5% contra 30,4%, mais de dez pontos. Mas é importante notar que nenhum outro candidato chegou a dois dígitos, então a disputa está bem concentrada entre esses dois.

Luke

Espera aí — a pesquisa foi feita em setembro de 2026, certo? Então faltam menos de dois meses para a eleição. Essa vantagem de dez pontos é praticamente o resultado final.

Mimi

Verdade. E o dado mais interessante é que 79,8% dos eleitores dizem que sua decisão é definitiva, contra 71,2% em agosto. O eleitorado está se cristalizando.

Mark

Mas a pesquisa também diz que o governo Lula teve oscilação negativa em avaliação e aprovação. Como isso se concilia com a liderança?

Luke

Boa pergunta. A oscilação está dentro da margem de erro de 2,2 pontos, então tecnicamente pode não ser significativa. Mas se é uma tendência real, significa que Lula está perdendo apoio mesmo liderando.

Mimi

Exatamente. Ele ainda está na frente, mas o desgaste é real. A questão é se continua ou se estabiliza.

Mark

E quanto aos outros candidatos? Por que ninguém consegue chegar a dois dígitos?

Luke

A pesquisa não detalha isso. Sabemos que ninguém chegou a 10%, mas não sabemos quem está em terceiro, quarto lugar, ou se há muitos indecisos.

Mimi

É uma limitação do que foi divulgado. Mas o padrão é claro: a eleição de 2026 parece estar entre Lula e Flávio Bolsonaro.

  • Lula abre mais de dez pontos de vantagem sobre Flávio Bolsonaro no primeiro turno, com 40,5% contra 30,4%, consolidando uma liderança que nenhum outro candidato sequer se aproxima de contestar.
  • O governo sente o peso do desgaste: tanto a avaliação da administração quanto a aprovação pessoal do presidente registraram oscilações negativas, sinais que, mesmo dentro da margem de erro, não podem ser ignorados.
  • O eleitorado está endurecendo suas posições — 79,8% dos eleitores afirmam que não mudarão de voto, um salto expressivo em relação aos 71,2% registrados apenas um mês antes.
  • Com apenas 20,2% dos entrevistados ainda abertos a mudar de escolha, o espaço para reviravolta eleitoral se estreita, tornando cada movimento do governo e da oposição ainda mais decisivo.

A mais de um ano das eleições presidenciais de 2026, o Brasil começa a ver os contornos de sua próxima grande disputa tomar forma: o presidente Lula lidera com folga, mas não sem sinais de desgaste que lembram que nenhuma vantagem é eterna. A pesquisa CNT/MDA, divulgada em setembro de 2025, revela não apenas números, mas a cristalização de um eleitorado que, em ritmo crescente, já sabe — ou acredita saber — em quem votará.

Uma pesquisa encomendada pela Confederação Nacional do Transporte e realizada pela MDA, divulgada em 15 de setembro, traça o panorama da corrida presidencial de 2026 com clareza: Lula lidera em todos os cenários testados. O levantamento ouviu 2.002 eleitores entre os dias 9 e 13 de setembro, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais.

No primeiro turno, o presidente aparece com 40,5% das intenções de voto, contra 30,4% do senador Flávio Bolsonaro, do PL. Nenhum outro nome mencionado chegou perto dos dois dígitos, indicando que a disputa, ao menos por ora, se concentra entre esses dois protagonistas.

Mas a liderança vem acompanhada de alertas. A avaliação geral do governo e a aprovação pessoal de Lula apresentaram oscilações negativas em relação a medições anteriores — variações dentro da margem de erro, mas que esboçam uma tendência que o Palácio do Planalto não pode subestimar.

O dado mais revelador da pesquisa talvez seja o crescimento da convicção eleitoral. Em agosto, 71,2% dos eleitores que já tinham um candidato afirmavam que não mudariam de voto. Em setembro, esse número saltou para 79,8%. O eleitorado se cristaliza, e o tempo para persuasão encolhe — restando a cada campo político trabalhar com o que tem, antes que as posições se tornem definitivas.

A pesquisa encomendada pela Confederação Nacional do Transporte e realizada pela MDA, divulgada na terça-feira 15 de setembro, apresenta um cenário claro para a disputa presidencial de 2026: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém uma vantagem consistente em todos os cenários de votação. O levantamento ouviu 2.002 eleitores entre 9 e 13 de setembro, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

No primeiro turno, Lula aparece com 40,5% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro, do PL de Rio de Janeiro, marca 30,4%. A diferença de mais de dez pontos coloca o presidente em posição confortável. Nenhum outro candidato mencionado na pesquisa conseguiu atingir a casa dos dois dígitos, indicando uma concentração da disputa entre esses dois nomes.

Apesar da liderança consolidada, a 170ª Pesquisa CNT de Opinião registra movimentos preocupantes para o governo. Tanto a avaliação geral da administração Lula quanto sua aprovação pessoal apresentaram oscilação negativa em relação a medições anteriores. Embora essas variações estejam dentro da margem de erro, elas sugerem uma tendência que merece acompanhamento nos próximos meses.

Um dado que chama atenção é o crescimento da convicção entre os eleitores. Quando perguntados se sua escolha de voto era definitiva, 79,8% dos que indicaram um candidato responderam afirmativamente. Em agosto, esse percentual era de 71,2%. O aumento de quase 9 pontos em um mês sugere que o eleitorado está se cristalizando em torno de suas preferências, deixando menos espaço para mudanças de última hora. Apenas 20,2% dos entrevistados disseram estar abertos a mudar de voto.

O cenário que emerge é o de uma corrida presidencial ainda dominada por Lula, mas com sinais de desgaste que o governo não pode ignorar. Com mais de um ano até a eleição de outubro de 2026, há tempo para que essas tendências se aprofundem ou se revertam, mas a consolidação das preferências eleitorais já começa a desenhar os contornos da disputa que virá.

A pesquisa mostra oscilação negativa tanto na avaliação do governo Lula quanto em sua aprovação pessoal, dentro da margem de erro
— Pesquisa CNT/MDA
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