Lula lidera com 53,4% contra 46,6% de Bolsonaro em pesquisa Atlas

Lula mantinha vantagem de 6,8 pontos em votos válidos
A pesquisa do Instituto Atlas, divulgada dois dias antes do segundo turno, mostrava a distância entre os candidatos.
Mark

Como a Atlas chegou nesses números? Qual era o tamanho da amostra?

Mimi

Eles entrevistaram 7.500 pessoas em 1.776 municípios entre 26 e 29 de outubro. Usaram questionários eletrônicos e depois calibraram os dados com um algoritmo para refletir as características da população brasileira.

Luke

Mas espera — 7.500 pessoas em um país de 215 milhões. Isso é representativo? E como eles garantem que a amostra online reflete quem realmente vai votar?

Mimi

A margem de erro era de um ponto percentual com 95% de confiança. Isso é padrão em pesquisas nacionais. Mas você tem razão — pesquisas online têm limitações. Nem todo mundo responde questionários na internet.

Mark

E quanto à mudança entre a pesquisa anterior e essa? Lula subiu 0,2 pontos, Bolsonaro caiu 0,2. Isso significa algo?

Luke

Dentro da margem de erro, não. Poderia ser flutuação natural. O que importa é que a vantagem de Lula permanecia estável em torno de 6,8 pontos.

Mimi

Exatamente. O padrão era consistência. No primeiro turno, uma semana antes, Lula tinha 48,43% e Bolsonaro 43,20%. Agora, em votos válidos, a distância era similar.

Mark

Votos válidos — isso exclui brancos e nulos, certo?

Mimi

Sim. A pesquisa só contava quem tinha escolhido um candidato. Brancos, nulos e indecisos ficavam de fora do cálculo.

Luke

O que significa que a vantagem real de Lula poderia ser menor se você considerar o eleitorado inteiro. Mas a pesquisa foi clara sobre isso — ela media votos válidos, não intenção geral.

  • Com 53,4% contra 46,6% de Bolsonaro, Lula mantinha uma vantagem sólida em votos válidos, mas a margem de erro de um ponto percentual mantinha a tensão viva até o último momento.
  • Os movimentos eram milimétricos — Lula subiu 0,2 ponto, Bolsonaro recuou 0,2 — mas em uma disputa polarizada ao extremo, cada décimo de ponto era tratado como sinal de tendência.
  • O primeiro turno havia deixado uma base clara: mais de 57 milhões de votos para Lula e mais de 51 milhões para Bolsonaro, confirmando que o país estava dividido, mas não empatado.
  • A pesquisa, registrada no TSE sob o código BR-00388/2022 e baseada em 7.500 entrevistas em 1.776 municípios, representava um retrato de 95% de confiança de um eleitorado ainda em movimento.
  • Com o segundo turno marcado para o domingo seguinte, campanhas finais, mobilizações e o peso do momento histórico ainda podiam alterar o que os números sugeriam — mas não garantiam.

A dois dias de uma eleição que definiria os rumos do Brasil, os números de uma pesquisa colocavam Lula à frente de Bolsonaro com uma vantagem de 6,8 pontos percentuais em votos válidos — uma diferença expressiva, mas não absoluta, dentro de uma disputa que mobilizava dezenas de milhões de cidadãos. O Instituto Atlas, com metodologia digital e abrangência nacional, registrava um momento fugaz da vontade coletiva, lembrando que entre a intenção e o voto há sempre o espaço imprevisível da consciência humana.

A dois dias do segundo turno presidencial, o Instituto Atlas divulgou uma pesquisa que mostrava Lula com 53,4% das intenções de voto válido contra 46,6% de Bolsonaro — uma diferença de 6,8 pontos percentuais, dentro da margem de erro de um ponto para mais ou para menos.

Os movimentos em relação à sondagem anterior eram pequenos, mas simbólicos: Lula avançou de 53,2% para 53,4%, enquanto Bolsonaro recuou de 46,8% para 46,6%. Em uma disputa tão acirrada, cada décimo de ponto era lido como sinal. O primeiro turno, realizado uma semana antes, havia dado a Lula 48,43% dos votos válidos — mais de 57 milhões de votos — contra 43,20% de Bolsonaro, com pouco mais de 51 milhões.

O Atlas coletou 7.500 entrevistas em 1.776 municípios entre 26 e 29 de outubro, com nível de confiança de 95% e custo de 35 mil reais financiados com recursos próprios. A metodologia usava questionários eletrônicos com respostas calibradas por algoritmo conforme as características do eleitorado brasileiro — uma abordagem já utilizada em parcerias com veículos como o El País.

A métrica de votos válidos excluía brancos, nulos e indecisos, focando apenas em quem havia declarado preferência. Os números apontavam vantagem consistente para Lula, mas o domingo ainda estava por vir — e com ele, a palavra final de dezenas de milhões de brasileiros.

A dois dias do segundo turno presidencial, uma pesquisa do Instituto Atlas divulgada no sábado mostrava Luiz Inácio Lula da Silva com 53,4% das intenções de voto válido, enquanto Jair Bolsonaro marcava 46,6%. A margem entre eles era de 6,8 pontos percentuais — dentro da margem de erro de um ponto para mais ou para menos que a pesquisa apresentava.

O levantamento capturou um momento específico da campanha. Lula havia oscilado levemente para cima em relação à sondagem anterior, passando de 53,2% para 53,4%. Bolsonaro, por sua vez, recuou de 46,8% para 46,6%. Esses movimentos eram pequenos, mas em uma disputa acirrada, cada décimo de ponto importava.

O contexto do primeiro turno oferecia uma base para interpretar os números. Na primeira rodada eleitoral, realizada uma semana antes, Lula havia conquistado 48,43% dos votos válidos — o equivalente a 57.259.504 votos. Bolsonaro ficou com 43,20%, ou 51.072.345 votos. Aquele resultado havia consolidado a ida para o segundo turno e definido os dois candidatos que disputariam o cargo nos dias seguintes.

O Instituto Atlas, que realizou a pesquisa, operava em vários países da América Latina e nos Estados Unidos, além do Brasil. A metodologia envolvia coleta aleatória por questionário eletrônico, com pós-estratificação dos dados conforme as características do eleitorado nacional. O instituto havia coletado 7.500 entrevistas em 1.776 municípios entre 26 e 29 de outubro, com nível de confiança de 95%. O custo da operação foi de 35 mil reais, financiados com recursos próprios do instituto. O registro da pesquisa no Tribunal Superior Eleitoral era BR-00388/2022.

A metodologia do Atlas baseava-se em questionários distribuídos pela internet, com respostas calibradas por algoritmo de acordo com as características da população brasileira. Essa abordagem havia sido usada em parcerias anteriores com veículos como o jornal El País, que havia reproduzido resultados de levantamentos da empresa.

O segundo turno estava marcado para o domingo, 30 de outubro. A pesquisa capturava intenções de voto em um momento em que ainda havia tempo para campanhas finais, entrevistas e mobilização eleitoral. Os números sugeriam uma vantagem consistente para Lula, mas a margem de erro deixava espaço para cenários diferentes. Votos válidos — a métrica usada — excluíam brancos, nulos e indecisos, focando apenas naqueles que haviam declarado preferência por um dos candidatos.

As respostas obtidas são calibradas por um algoritmo de acordo com as características da população brasileira
— Instituto Atlas, conforme registro de pesquisa no TSE
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