Em Canoas, dois anos após as enchentes que devastaram o Rio Grande do Sul, o presidente Lula e o governador Eduardo Leite protagonizaram um momento de tensão revelador: ao tentar contextualizar atrasos em obras bilionárias com comparações históricas, Leite foi interrompido por Lula, que recusou analogias e exigiu projetos concretos antes de liberar mais recursos. O episódio ilumina uma tensão permanente na política brasileira — entre a urgência das populações afetadas, a complexidade técnica das grandes obras e a descontinuidade que assombra cada troca de governo.