Lula inaugura sede do IF Goiano em Catalão com investimento de R$ 8,9 milhões

Antes alugava por R$ 23 mil ao mês; agora tem sede própria
A nova estrutura substitui um imóvel alugado e abre espaço para expansão acadêmica e de pesquisa.

Em Catalão, Goiás, o presidente Lula inaugurou a sede própria do Campus do Instituto Federal Goiano — uma obra de R$ 8,9 milhões que encerra anos de aluguéis, paralisações e espera. Mais do que um prédio entregue, o ato simboliza a aposta do Estado na educação profissional como caminho de desenvolvimento regional, conectando jovens do interior às vocações produtivas de sua própria terra. A escola que antes ocupava espaço emprestado agora finca raízes — e com elas, a promessa de formar técnicos, pesquisadores e cidadãos onde antes havia apenas potencial.

  • Uma obra iniciada em 2018, paralisada por anos e retomada apenas em 2023 finalmente chegou ao fim — a demora revela quanto a educação pública pode depender de ventos políticos.
  • O campus pagava R$ 23 mil por mês em aluguel; a sede própria libera esses recursos e abre espaço físico e simbólico para crescer.
  • A tipologia da unidade foi dobrada: de 20 para 40 docentes previstos, sinalizando uma expansão que ainda está em curso e depende de contratações urgentes.
  • Novos cursos em enfermagem, saúde e tecnologia estão programados para 2026 e 2027, alinhando a formação à chegada de um Hospital Regional Universitário na cidade.
  • Pesquisas sobre terras raras e monitoramento ambiental com sensores IoT mostram que o campus já opera além do ensino — produzindo ciência aplicada ao território.

O presidente Lula esteve em Catalão, Goiás, na terça-feira para inaugurar a nova sede do Campus do Instituto Federal Goiano. A obra, avaliada em R$ 8,9 milhões — sendo R$ 6,5 milhões de investimento federal —, encerra uma trajetória que começou em dezembro de 2018, passou por paralisações e só foi concluída em janeiro de 2026. A entrega faz parte do Novo PAC, programa que prevê mais de R$ 430 milhões para 36 sedes próprias de campi da Rede Federal.

A mudança tem impacto imediato nas finanças da instituição: o campus deixa de pagar R$ 23 mil mensais de aluguel e passa a ocupar uma estrutura com 12 salas de aula, seis laboratórios, biblioteca e auditório. A tipologia foi ampliada para comportar até 40 docentes e 26 técnicos administrativos — hoje são 32 professores e 12 técnicos, com previsão de novas contratações até o fim do ano. A projeção é alcançar 800 matrículas em cursos presenciais.

O campus já oferece cursos técnicos em mineração, informática e saúde, além de bacharelado em sistemas de informação. Para 2026 e 2027, estão previstos novos cursos em tecnologia da informação, enfermagem e saúde integrada ao ensino médio, em parceria com a Universidade Federal de Catalão e alinhados à implantação do Hospital Regional Universitário local.

Na área de pesquisa, o campus se destaca pelo projeto 'Da Mina à Tecnologia de Ponta', que desenvolve rotas de processamento de minerais críticos e terras raras extraídos no complexo mineral de Catalão. Outra iniciativa monitora a qualidade do ar, da água e a poluição sonora do município usando sensores de baixo custo e internet das coisas, com dados disponibilizados gratuitamente à população.

O IF Goiano, com 14 campi e cerca de 30,5 mil estudantes, recebe ao todo R$ 52,6 milhões pelo Novo PAC, incluindo a construção do novo campus de Porangatu e melhorias nas unidades já existentes. A inauguração em Catalão é um capítulo dentro de um movimento mais amplo de reinvestimento na educação profissional pública no interior do Brasil.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou na terça-feira da inauguração da nova sede do Campus Catalão do Instituto Federal Goiano, em Goiás. A obra custou R$ 8,9 milhões e marca o fim de uma longa trajetória: as construções começaram em dezembro de 2018, sofreram paralisações em diferentes momentos, retomaram definitivamente em novembro de 2023 e foram concluídas em janeiro de 2026. O investimento federal nesta obra foi de R$ 6,5 milhões, com o restante vindo de outras fontes. A entrega integra as ações do Novo PAC voltadas à expansão dos institutos federais pelo país, que prevê mais de R$ 430 milhões para 36 sedes próprias de campi da Rede Federal.

A nova estrutura substitui um imóvel alugado que custava R$ 23 mil por mês à instituição. Essa mudança para uma sede definitiva abre espaço para a unidade ampliar seu atendimento, melhorar a infraestrutura pedagógica e consolidar a oferta de cursos técnicos, superiores e de formação profissional. O campus reúne atualmente 1.210 matrículas, incluindo cursos de qualificação profissional. A tipologia da unidade foi ampliada de IF Campus 20/13 — que previa 20 professores e 13 técnicos administrativos — para IF Campus 40/26, modelo que comporta 40 docentes e 26 técnicos administrativos. Hoje, o campus conta com 32 professores e 12 técnicos administrativos, com previsão de contratar mais oito docentes e 14 técnicos administrativos até o fim do ano.

A sede entregue é composta por bloco administrativo e bloco pedagógico. A área pedagógica reúne 12 salas de aula e seis laboratórios básicos: três de informática, um de química, um de física e um de tratamento mineral. A estrutura também inclui biblioteca e auditório. Além da obra inaugurada, estão em construção um restaurante estudantil e um laboratório de mineração, equipamentos considerados estratégicos para ampliar a permanência dos estudantes e fortalecer a formação nas áreas tecnológicas ligadas à vocação econômica da região.

O campus oferece atualmente os cursos de técnico em mineração integrado ao ensino médio, técnico em informática integrado ao ensino médio, técnico em desenvolvimento de sistemas integrado ao ensino médio, técnico em mineração, técnico em gerência em saúde, bacharelado em sistemas de informação, especialização em educação a distância na educação profissional e tecnológica, além de cursos de qualificação profissional. A expansão acadêmica deve continuar nos próximos semestres. Para o segundo semestre de 2026, está prevista a criação do curso de Tecnólogo em Desenvolvimento e Análise de Sistemas. Em 2027, a expectativa é implementar os cursos técnico em enfermagem e técnico em gerência em saúde integrado ao ensino médio. Com a abertura de novas turmas e a chegada de mais servidores, a projeção é que o campus alcance 800 matrículas em cursos presenciais.

A expansão do eixo tecnológico Ambiente e Saúde ocorre em parceria com a Universidade Federal de Catalão e acompanha a implantação do Hospital Regional Universitário da instituição. Em maio de 2026, foi realizada a aula inaugural do curso Técnico em Gerência em Saúde, com oferta de 55 vagas. A iniciativa busca fortalecer a formação técnica voltada ao Sistema Único de Saúde no interior de Goiás. Na área de mineração, o campus oferece o curso Técnico em Mineração desde 2015. Com a nova sede, a unidade estruturou o Laboratório de Tratamento Mineral, voltado ao desenvolvimento de pesquisas em processamento mineral, com destaque para agrominerais e terras raras, segmentos estratégicos para a região de Catalão.

Entre os projetos desenvolvidos pela unidade está a pesquisa "Da Mina à Tecnologia de Ponta", que cria rotas tecnológicas para o processamento de minerais críticos e terras raras extraídos no complexo mineral de Catalão. Outro projeto de destaque envolve o monitoramento ambiental com sensores de baixo custo e tecnologias de internet das coisas. A iniciativa, desenvolvida por estudantes e professores da área de informática, acompanha indicadores de qualidade do ar, da água e de poluição sonora no município, com dados disponibilizados gratuitamente à população por meio de plataforma digital.

O IF Goiano possui atualmente 14 campi, oferta 236 cursos e atende cerca de 30,5 mil estudantes. A instituição conta com 801 docentes da carreira de ensino básico, técnico e tecnológico e 583 técnicos administrativos em educação. Além da sede definitiva em Catalão, a unidade mantém outros empreendimentos em andamento. Pelo Novo PAC, está prevista a construção de um restaurante estudantil, com orçamento de R$ 1,7 milhão e execução física superior a 30%. Também há previsão de mais de R$ 426 mil para compra de equipamentos. No eixo de expansão do Novo PAC, o IF Goiano recebeu R$ 24,5 milhões para a construção do novo campus de Porangatu, além da aquisição de equipamentos e mobiliário. Na frente de consolidação, destinada à melhoria da infraestrutura das unidades já existentes, estão previstos R$ 28,1 milhões. Ao todo, os investimentos federais destinados à instituição por meio do Novo PAC somam R$ 52,6 milhões.

A nova sede substitui um imóvel alugado que custava R$ 23 mil por mês, permitindo que a unidade amplie o atendimento e qualifique a infraestrutura pedagógica
— Contexto da inauguração
A expansão busca atender à demanda regional por formação técnica e tecnológica, especialmente nas áreas de informática, mineração e saúde
— Direcionamento estratégico do campus
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Por que levou tanto tempo para concluir essa obra? Começou em 2018 e terminou em 2026.

Model

Houve paralisações em diferentes momentos. A retomada definitiva só ocorreu em novembro de 2023. Essas interrupções são comuns em obras de infraestrutura, especialmente em instituições federais.

Inventor

E o que muda de verdade para os estudantes com essa nova sede?

Model

Antes, o campus alugava um imóvel que custava R$ 23 mil por mês. Agora tem uma estrutura definitiva com laboratórios, biblioteca, auditório. Mas o mais importante é que permite expandir: estão contratando mais professores e técnicos, e novos cursos vêm em 2026 e 2027.

Inventor

Qual é a conexão entre mineração, saúde e informática nessa região?

Model

Catalão tem uma vocação econômica forte em mineração — terras raras e agrominerais. A saúde é uma demanda regional, especialmente com o novo hospital universitário. E informática é transversal: usam sensores e internet das coisas para monitorar qualidade do ar e água.

Inventor

Esses projetos de pesquisa — "Da Mina à Tecnologia de Ponta" e o monitoramento ambiental — são coisas que estudantes realmente fazem?

Model

Sim. Estudantes e professores desenvolvem essas pesquisas. O monitoramento ambiental, por exemplo, gera dados que são disponibilizados gratuitamente à população. Não é teórico; é aplicado.

Inventor

Qual é a escala desse investimento no contexto maior do Novo PAC?

Model

O IF Goiano recebeu R$ 52,6 milhões do Novo PAC. Catalão é uma peça disso — R$ 8,9 milhões. Mas há também o novo campus de Porangatu em construção, restaurantes estudantis em outras unidades. É uma estratégia de expansão da rede federal.

Contact Us FAQ