Em um encontro no Palácio do Planalto, o presidente Lula recebeu pastores evangélicos e revelou que historicamente recorria à imagem do sangue de Cristo para explicar a cor vermelha do PT — uma ponte simbólica entre a linguagem política e a teologia cristã. O gesto insere-se numa tensão antiga da democracia brasileira: como a esquerda secular dialoga com um eleitorado cuja fé molda profundamente suas escolhas. Ao mesmo tempo em que invocava o sagrado, Lula reafirmou que não pratica política dentro de templos, traçando uma linha entre aproximação e instrumentalização da fé.