Na manhã de uma sexta-feira, dois presidentes separados por visões de mundo distintas escolheram o diálogo em vez do silêncio. Lula ligou para Trump pela primeira vez desde a imposição de tarifas de 25% sobre exportações brasileiras, numa conversa de oitenta minutos que revelou menos sobre acordos alcançados do que sobre a arte de manter relações vivas sob tensão. Nenhum dos lados cedeu em sua posição essencial, mas ambos reconheceram que a mesa de negociação é, por ora, o lugar mais sensato para se estar.