Lula e Flávio Bolsonaro estão tecnicamente empatados, aponta Datafolha

Ambos enfrentam rejeição idêntica de 47% do eleitorado
Lula e Flávio Bolsonaro dividem o eleitorado de forma quase perfeita, com uma parcela substancial que se recusa a considerar qualquer um deles.
Mark

Como assim tecnicamente empatados se Lula tem 39% e Flávio tem 36%? Isso não é empate.

Mimi

A margem de erro é de dois pontos percentuais. Se você subtrai dois de 39, Lula pode estar em 37%. Se você soma dois a 36, Flávio pode estar em 38%. Os intervalos se sobrepõem, então estatisticamente não há diferença comprovada.

Luke

Mas a pesquisa mostra uma tendência clara: Flávio subiu um ponto em uma semana, Lula ficou parado. Se isso continuar, em algumas semanas ele ultrapassa.

Mimi

Verdade. Uma semana é muito pouco para tirar conclusões. Mas você está certo que o movimento é favorável a Flávio.

Mark

E essa rejeição de 47% para os dois? Isso é muito alto.

Mimi

Extraordinariamente alto. Significa que quase metade do eleitorado não votaria em nenhum deles sob nenhuma circunstância.

Luke

Mas note que 76% dizem estar totalmente decididos. Então esses 24% que podem mudar são o verdadeiro campo de batalha.

Mark

E se todos esses 24% forem eleitores que rejeitam tanto Lula quanto Flávio?

Luke

Aí sim, o segundo turno fica imprevisível. Mas a pesquisa não nos diz isso. Ela só diz que podem mudar.

Mimi

O que sabemos é que contra candidatos menores, Lula tem vantagens maiores. Contra Zema, por exemplo, vence 49% a 39%.

Mark

Então Lula preferiria enfrentar Zema a Flávio no segundo turno?

Mimi

Claramente. Contra Flávio, é 46 a 44. Contra Zema, é 49 a 39. Dez pontos de diferença.

Luke

Mas Zema está em 2% no primeiro turno. A chance de chegar ao segundo turno é praticamente zero.

  • Com 39% contra 36%, Lula e Flávio Bolsonaro estão tão próximos que a margem de erro estatística apaga qualquer diferença real entre eles.
  • A rejeição de 47% para cada um dos dois líderes revela uma polarização quase cirúrgica: o eleitorado está dividido, mas também profundamente insatisfeito com as opções disponíveis.
  • No segundo turno, Lula mantém uma vantagem mínima de dois pontos sobre Flávio Bolsonaro — margem que também cabe dentro do erro da pesquisa, mantendo o desfecho em aberto.
  • Com 24% dos eleitores ainda passíveis de mudar de voto, a campanha permanece fluida: eventos, escândalos ou mudanças de percepção ainda têm poder de reescrever o resultado.

A menos de um ano das eleições presidenciais de 2026, o Brasil contempla uma disputa que reflete suas próprias divisões internas: Lula e Flávio Bolsonaro seguem tecnicamente empatados, cada um sustentando sua base com firmeza, mas também carregando o peso de uma rejeição quase idêntica e expressiva. O Datafolha, ao ouvir mais de dois mil brasileiros em setembro, não encontrou um favorito claro — encontrou um espelho partido ao meio, com quase metade do eleitorado recusando ambos os lados.

A corrida presidencial de 2026 não tem, por ora, um dono. O Datafolha divulgado nesta quinta-feira mostra Lula com 39% e Flávio Bolsonaro com 36% — diferença de apenas um ponto a mais do que na semana anterior, e que desaparece dentro da margem de erro de dois pontos. A pesquisa ouviu 2.002 pessoas entre 15 e 16 de setembro, encomendada pela Globo e pela Folha de S.Paulo.

Os números mal se moveram em sete dias. Lula manteve exatamente os mesmos 39%; Flávio subiu um ponto. Augusto Cury permanece em 6%, Caiado em 4%, e os demais candidatos ocupam posições marginais. Apenas 3% se declaram indecisos na pesquisa estimulada — queda de um ponto em relação à semana passada.

Na pesquisa espontânea, sem sugestão de nomes, a dinâmica muda: Lula sobe para 35% e Flávio cai para 26%, sugerindo que o sobrenome Bolsonaro funciona como gatilho de intenção de voto. Jair Bolsonaro ainda aparece com 3%, sinal de que uma fatia do eleitorado ainda pensa no pai.

O dado mais revelador é a rejeição: exatamente 47% dos eleitores dizem que não votariam em Lula de jeito nenhum — e o mesmo percentual vale para Flávio Bolsonaro. Essa simetria quase perfeita expõe uma polarização profunda, enquanto candidatos como Cury (9% de rejeição) e Caiado (13%) navegam em águas bem mais tranquilas.

No segundo turno, Lula venceria Flávio por 46% a 44% — margem que também cabe no erro estatístico. Contra Cury, empate técnico em 44% cada. Contra Caiado, 46% a 42%. Contra Zema, vantagem mais folgada: 49% a 39%.

Com 76% dos eleitores dizendo estar totalmente decididos e 24% ainda em movimento, a eleição permanece aberta. Meses de campanha pela frente, e um quarto do eleitorado ainda disposto a mudar de ideia: o cenário está longe de ser definitivo.

A corrida presidencial de 2026 segue em território incerto. Uma pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira mostra Lula e Flávio Bolsonaro em posição praticamente idêntica na disputa pelo primeiro turno — o presidente petista com 39% das intenções de voto, o candidato do PL com 36%. A margem de erro de dois pontos percentuais torna a diferença estatisticamente irrelevante. O levantamento, encomendado pela Globo e pela Folha de S.Paulo, ouviu 2.002 pessoas com 16 anos ou mais entre 15 e 16 de setembro.

Os números revelam uma campanha que mal se moveu em uma semana. Lula mantém exatamente os mesmos 39% que registrava na pesquisa anterior, de 11 de setembro. Flávio Bolsonaro subiu um ponto, passando de 35% para 36%. O terceiro colocado, o escritor Augusto Cury, permanece em 6%. Ronaldo Caiado segue com 4%, enquanto Renan Santos, Romeu Zema e os demais candidatos ocupam posições marginais. Seis por cento dos eleitores ainda indicam voto em branco, nulo ou nenhum, e apenas 3% se declaram indecisos — uma queda de um ponto em relação à semana anterior.

Quando o Datafolha apresenta os nomes dos candidatos aos entrevistados, a dinâmica muda. Na pesquisa espontânea, em que os nomes não são sugeridos, Lula sobe para 35% (dois pontos acima da semana passada) e Flávio Bolsonaro cai para 26% (um ponto acima). A diferença sugere que o reconhecimento do nome de Bolsonaro funciona como catalisador para sua intenção de voto. Augusto Cury mantém 3%, enquanto Jair Bolsonaro aparece com 3% — um sinal de que parte do eleitorado ainda pensa no ex-presidente. Vinte e um por cento dos entrevistados permanecem indecisos nesta modalidade.

O que mais chama atenção é a rejeição. Tanto Lula quanto Flávio Bolsonaro enfrentam exatamente 47% de eleitores que afirmam não votaria neles de jeito nenhum — um aumento de um ponto para ambos em relação à semana anterior. Essa simetria na rejeição revela uma polarização profunda: os dois principais candidatos dividem o eleitorado de forma quase perfeita, com uma parcela substancial que se recusa a considerar qualquer um deles. Para comparação, Augusto Cury enfrenta apenas 9% de rejeição, Ronaldo Caiado 13%, e Romeu Zema 14%.

No cenário de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o presidente mantém uma pequena vantagem: 46% contra 44%, com 8% em branco ou nulo. Essa margem de dois pontos também fica dentro da margem de erro. Contra outros adversários, Lula apresenta posições mais confortáveis. Contra Augusto Cury, o resultado é um empate técnico: 44% cada um. Contra Ronaldo Caiado, Lula vence com 46% a 42%. Contra Romeu Zema, a vantagem é mais clara: 49% a 39%. E contra Renan Santos, Lula leva 47% a 38%.

Um detalhe importante emerge quando o Datafolha pergunta sobre a definição do voto: 76% dos eleitores afirmam estar totalmente decididos sobre sua escolha, enquanto 24% ainda podem mudar de ideia. Esse percentual de indecisos ou voláteis é significativo em uma eleição que se aproxima, sugerindo que o resultado final ainda pode sofrer alterações consideráveis dependendo de eventos, campanhas ou mudanças na percepção pública dos candidatos.

O quadro geral é de uma disputa aberta e polarizada. Lula mantém sua base estável, Flávio Bolsonaro cresce lentamente, e ambos enfrentam rejeição massiva de uma parcela importante do eleitorado. A campanha ainda tem meses pela frente, e com quase um quarto do eleitorado ainda em movimento, qualquer movimento significativo nos próximos levantamentos pode alterar o cenário.

Lula mantém 39% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro sobe para 36%, dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais
— Pesquisa Datafolha
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