Na véspera do primeiro turno das eleições de 2026, São Paulo tornou-se o palco final de uma campanha que condensou, em poucas horas, anos de polarização política brasileira. Lula percorreu a Rua Augusta defendendo democracia e denunciando corrupção, enquanto Flávio Bolsonaro cruzou o interior paulista em motocarreata prometendo vitória e criticando o Supremo Tribunal Federal. Como tantas vezes na história, o destino de um país foi colocado nas mãos de seus cidadãos — a serem consultados no dia seguinte.
Lula e Flávio Bolsonaro encerram campanha com atos em São Paulo
A Paulista não é da direita, é do povo brasileiro
Por que o ato de Lula foi transferido da Avenida Paulista para a Rua Augusta? Isso foi planejado ou foi uma surpresa de última hora?
Não foi planejado. Houve um desentendimento entre os organizadores do ato e policiais militares. Os PMs pediram que o trio elétrico avançasse pela via antes dos candidatos chegarem, e os organizadores recusaram. Manifestantes começaram a vaiar os policiais.
Mas a Polícia Militar disse que não havia impedimento ao trajeto. Então quem está certo? A reportagem não deixa claro se foi realmente um conflito ou apenas uma diferença de interpretação sobre como organizar o espaço.
Flávio Bolsonaro falou em "vitória no primeiro turno". Isso significa que ele esperava vencer já no primeiro turno, ou era apenas retórica de campanha?
Ele disse isso em uma transmissão nas redes sociais, pedindo ao eleitorado que o ajudasse a "libertar o Brasil". Parecia mais uma tentativa de mobilizar apoiadores nos últimos momentos do que uma previsão baseada em dados.
A reportagem não traz números de pesquisa ou qualquer indicação de como a disputa estava naquele momento. Não sabemos se essa fala tinha alguma base em sondagens internas ou se era apenas otimismo.
Lula mencionou o banqueiro Daniel Vorcaro. Qual era a relevância disso para a campanha?
Vorcaro estava preso em investigação relacionada a irregularidades na Previdência Social durante o governo anterior. Lula usou isso como exemplo de que seu governo estava combatendo corrupção, enquanto o governo anterior havia criado esquemas.
A reportagem não explica os detalhes do caso Vorcaro ou quanto tempo ele estava preso. Sabemos apenas que Lula o mencionou como prisioneiro e associou isso à "quadrilha da Previdência Social".
Como os outros candidatos encerraram suas campanhas?
Augusto Cury fez seu último ato em sua cidade natal, criticando privilégios políticos. Ronaldo Caiado negou que fosse abandonar sua candidatura. Renan Santos fez uma caminhada em São Paulo. Romeu Zema não divulgou agenda pública.
Isso é informação muito superficial. Não sabemos quantas pessoas compareceram a esses atos, qual era o clima, se havia tensões similares às de São Paulo. A cobertura dos candidatos menores é basicamente um resumo de agenda.
Le Pouls
- A tensão chegou ao limite quando o ato de Lula foi transferido da Avenida Paulista para a Rua Augusta após um confronto entre organizadores e policiais militares, com manifestantes gritando 'fascistas' aos PMs.
- Lula intensificou o tom ao chamar adversários de 'chefe de quadrilha', ligando a eleição a um embate entre democracia e barbárie e citando o banqueiro Daniel Vorcaro como símbolo das irregularidades do governo anterior.
- Flávio Bolsonaro, acompanhado pelo governador Tarcísio de Freitas, declarou vitória antecipada no primeiro turno e pediu ao eleitorado que o ajudasse a 'libertar o Brasil', com foco em ataques ao STF.
- Candidatos menores como Caiado, Cury e Renan Santos também encerraram campanhas, mas a narrativa dominante permaneceu bipolar — democracia versus instituições, corrupção versus mudança.
- Com o domingo de votação se aproximando, ambos os campos apostaram na mobilização máxima de suas bases, sinalizando que a disputa seria resolvida na intensidade do comparecimento às urnas.
Na véspera do primeiro turno das eleições de 2026, São Paulo tornou-se o palco final de uma campanha que condensou, em poucas horas, anos de polarização política brasileira. Lula percorreu a Rua Augusta defendendo democracia e denunciando corrupção, enquanto Flávio Bolsonaro cruzou o interior paulista em motocarreata prometendo vitória e criticando o Supremo Tribunal Federal. Como tantas vezes na história, o destino de um país foi colocado nas mãos de seus cidadãos — a serem consultados no dia seguinte.
No sábado que antecedeu o primeiro turno de 2026, São Paulo concentrou os atos finais de campanha dos dois principais candidatos à presidência. Lula caminhou pela Rua Augusta e Flávio Bolsonaro percorreu o interior do estado em motocarreata — cada um reforçando, até o último momento, a narrativa que havia guiado toda a disputa.
No discurso de encerramento, Lula evitou citar o adversário pelo nome, mas foi contundente: descreveu o campo oposto como um 'chefe de quadrilha' e enquadrou a eleição como um confronto entre democracia e barbárie. Citou irregularidades na Previdência Social e o banqueiro Daniel Vorcaro como exemplos de corrupção do governo anterior, e reafirmou que a Avenida Paulista pertence ao povo, não à direita. O ato, porém, não foi sem atrito: estava previsto para a Paulista, mas foi deslocado para a Rua Augusta após desentendimento entre organizadores e policiais militares, com manifestantes vaiando os PMs. A PM negou ter impedido o trajeto.
Flávio Bolsonaro iniciou o dia em Santa Bárbara d'Oeste, seguiu pela Rodovia Anhanguera até Americana e transmitiu ao vivo pelas redes sociais, declarando vitória no primeiro turno e pedindo ao eleitorado que o ajudasse a 'libertar o Brasil'. Seu discurso concentrou-se em críticas ao Supremo Tribunal Federal, acusando ministros de agirem como 'agentes políticos' de Lula e defendendo o fim do foro de prerrogativa.
Os demais candidatos também encerraram suas campanhas: Augusto Cury voltou à sua cidade natal em Colina, Ronaldo Caiado negou rumores de desistência e encerrou em Trindade, Renan Santos caminhou em São Paulo e Romeu Zema limitou-se a registros pessoais nas redes. A campanha de 2026 chegava ao fim com a mesma clareza com que havia começado: dois projetos de país, duas visões de Brasil, e uma decisão a ser tomada nas urnas do domingo.
No sábado que antecedeu o primeiro turno das eleições de 2026, o presidente Lula e seu principal adversário, Flávio Bolsonaro, encerraram suas campanhas em São Paulo com discursos que resumiam a polarização que marcou toda a disputa. Lula caminhou pela Rua Augusta, enquanto Bolsonaro percorria o interior do estado em uma motocarreata, cada um reforçando sua narrativa sobre o que estava em jogo no pleito do dia seguinte.
Em seu discurso final, Lula não citou nominalmente o adversário, mas foi direto ao ponto. Descreveu o campo político oposto como um "chefe de quadrilha" e associou a campanha a um confronto entre democracia e barbárie, entre soberania e corrupção. Mencionou especificamente a Previdência Social, acusando o governo anterior de irregularidades e citando o banqueiro Daniel Vorcaro, preso em investigação relacionada ao esquema. "A cada dia aparece coisa nova", afirmou, sugerindo que novas revelações continuariam emergindo. Ao defender a Avenida Paulista como espaço público, Lula reforçou uma mensagem sobre inclusão: "A Paulista não é da direita, é do povo brasileiro".
O ato de Lula, porém, não transcorreu sem tensão. Estava previsto para a Avenida Paulista, mas foi transferido para a Rua Augusta após um desentendimento entre os organizadores e policiais militares. Segundo a equipe responsável, os PMs pediram que o trio elétrico avançasse pela via antes da chegada dos candidatos. Os organizadores recusaram, e manifestantes começaram a vaiar os policiais, gritando "fascistas". A Polícia Militar negou ter impedido o trajeto, afirmando que os organizadores mantinham o ato em determinado ponto aguardando mais participantes. O incidente ilustrou as tensões que marcaram a campanha até seus últimos momentos.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, passou o dia em movimento. Começou com uma motocarreata que saiu de Santa Bárbara d'Oeste por volta das 11 da manhã, seguiu pela Rodovia Anhanguera e chegou a Americana ao meio-dia e meia, acompanhado pelo governador Tarcísio de Freitas e candidatos ao Senado. Em transmissão nas redes sociais, Bolsonaro falou em "vitória no primeiro turno", pedindo ao eleitorado que o ajudasse a "libertar nosso Brasil". Seu discurso focou em críticas ao Supremo Tribunal Federal, acusando ministros de atuarem como "agentes políticos" de Lula e pedindo que a corte deixasse de funcionar como "delegacia de polícia". Afirmou também que era necessário acabar com o foro de prerrogativa, embora não tenha detalhado quais ministros estaria criticando.
Os demais candidatos também encerraram suas campanhas no sábado. Augusto Cury, do Avante, realizou seu último ato em Colina, sua cidade natal na região de Ribeirão Preto, criticando os privilégios políticos e a falta de estrutura nas escolas. Ronaldo Caiado, do PSD, cumpriu agenda em Goiânia e encerrou em Trindade, negando especulações de que pudesse abandonar sua candidatura ainda no primeiro turno. Renan Santos, do Missão, fez uma caminhada em São Paulo, enquanto Romeu Zema, do Novo, não divulgou agenda pública, compartilhando apenas registros pessoais nas redes sociais.
A campanha de 2026 havia sido marcada por uma divisão clara entre dois projetos de país. De um lado, Lula e seus aliados enfatizavam a defesa da democracia e o combate à corrupção, apontando para investigações e prisões de figuras ligadas ao governo anterior. Do outro, Bolsonaro e seus apoiadores focavam em críticas às instituições, particularmente ao Supremo, e em promessas de mudança. No último dia antes da votação, ambos os lados reforçaram essas mensagens com intensidade máxima, deixando claro que a disputa seria decidida nos votos que viriam no domingo.
Citations marquantes
Vamos às urnas amanhã com muita tranquilidade sabendo o que está em jogo. De um lado a democracia e a soberania, do outro lado a barbárie e a corrupção.— Presidente Lula, em discurso na Rua Augusta
A corte máxima tem que deixar de ser uma delegacia de polícia. Tem que acabar com foro prerrogativa.— Flávio Bolsonaro, candidato do PL