Lula e Flávio Bolsonaro empatam tecnicamente no segundo turno, mostra BTG Nexus

Empate técnico em que nenhum conseguiu consolidar vantagem clara
Lula e Flávio Bolsonaro estão dentro da margem de erro no segundo turno, com rejeições praticamente iguais.
Mark

Como é possível Lula estar à frente no primeiro turno com 41% mas empatado tecnicamente no segundo turno com 47%?

Mimi

No primeiro turno, o voto se fragmenta entre vários candidatos. Lula tem 41%, Flávio tem 36%, e outros dividem o resto. No segundo turno, só há dois nomes na cédula, então os votos dos candidatos eliminados precisam ir para algum lugar. Alguns eleitores que votariam em Caiado ou Zema no primeiro turno migram para Flávio no segundo.

Luke

Mas a pesquisa não explica para onde vão esses votos. Ela simula o segundo turno, mas não diz qual é o mecanismo de transferência que está usando. Isso é importante porque pode estar subestimando ou superestimando a capacidade de Flávio de absorver esses votos.

Mark

E quanto às rejeições? Ambos têm rejeição alta — 48% e 50%.

Mimi

Exatamente. Isso significa que quase metade do eleitorado não quer votar em nenhum deles. Num segundo turno, essas pessoas precisam escolher entre dois nomes que rejeitam. Quem conseguir convencer mais desses eleitores relutantes provavelmente vence.

Luke

Mas a pesquisa não diz como esses eleitores com alta rejeição vão se comportar. Ela só mede a rejeição, não a intenção de voto desses grupos. Pode haver muita volatilidade aí que a margem de erro de dois pontos não está capturando.

Mark

Então estamos falando de uma campanha completamente aberta?

Mimi

Sim. Os números mostram que nada está decidido. Qualquer movimento significativo de campanha, qualquer evento, pode mudar o resultado.

Luke

E vale lembrar que essa pesquisa é de apenas 2.003 pessoas. É um tamanho respeitável, mas em um eleitorado de mais de 150 milhões, há sempre espaço para surpresas.

  • Lula e Flávio Bolsonaro estão separados por apenas três pontos no segundo turno simulado — diferença que desaparece dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.
  • As taxas de rejeição são quase espelhadas: 48% para Lula e 50% para Flávio Bolsonaro, revelando que ambos carregam um teto eleitoral perigosamente próximo ao chão.
  • No primeiro turno, Lula lidera com 41% contra 36% de Flávio Bolsonaro, mas a vantagem não garante nada — os números não se moveram significativamente por semanas.
  • Candidatos do segundo pelotão como Caiado, Renan Santos e Zema somam menos de 15%, indicando que o campo de disputa real está concentrado nos dois polos.
  • A campanha segue em aberto: quem vencer será aquele que conseguir converter indecisos e suavizar rejeições — não quem já tem votos garantidos.

Com a campanha presidencial avançando para o segundo turno, os números divulgados pela BTG Nexus revelam não uma corrida com vencedor antecipado, mas um espelho partido ao meio: Lula e Flávio Bolsonaro empatados tecnicamente, com rejeições quase idênticas e um eleitorado que ainda não se decidiu. É o retrato de uma democracia polarizada, onde a vitória pertencerá menos a quem inspira mais e mais a quem mobiliza melhor.

A pesquisa BTG Nexus divulgada na segunda-feira apresenta um cenário que recusa qualquer sensação de inevitabilidade: Lula e Flávio Bolsonaro estão tecnicamente empatados no segundo turno, com 47% e 44% respectivamente. A margem de erro de dois pontos percentuais, com 95% de confiança, torna a diferença de três pontos insuficiente para declarar um candidato à frente. O levantamento, feito com 2.003 pessoas entre 14 e 16 de agosto e registrado no TSE sob o número BR-03317/2026, repete o padrão da semana anterior — sugerindo uma campanha que ainda não conseguiu mover a agulha em nenhuma direção.

O mesmo empate técnico aparece em um segundo turno simulado entre Lula e Ronaldo Caiado: 45% contra 42%. No primeiro turno, Lula lidera com 41% e Flávio Bolsonaro o segue com 36%, ambos subindo um ponto em relação à semana passada. Caiado permanece estável com 5%, enquanto Renan Santos marca 4% e Romeu Zema oscilou de 3% para 4%.

A guerra de rejeições aprofunda o retrato da polarização: Lula é rejeitado por 48% dos eleitores, Flávio Bolsonaro por 50%. No potencial de voto, Lula tem leve vantagem — 50% contra 48% —, mas a diferença é igualmente marginal. O que os números revelam, no conjunto, é uma disputa ainda inteiramente em aberto, onde o resultado final dependerá menos de votos já conquistados e mais da capacidade de cada campo em mobilizar indecisos e reduzir resistências.

A campanha presidencial entra em seu segundo turno com um cenário que desmente qualquer sensação de inevitabilidade. Segundo levantamento divulgado pela BTG Nexus na segunda-feira, Lula e Flávio Bolsonaro estão tecnicamente empatados — 47% para o presidente, 44% para o senador do PL. Dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, com 95% de confiança, essa diferença de três pontos não é suficiente para afirmar que um candidato está à frente do outro. O resultado repete o da semana anterior, sugerindo uma campanha que ainda não conseguiu mover significativamente a agulha em nenhuma direção.

O mesmo padrão de empate técnico aparece quando se simula um segundo turno entre Lula e Ronaldo Caiado, ex-governador de Goiás. Nesse cenário, o presidente mantém 45% enquanto Caiado fica com 42%. A pesquisa, que entrevistou 2.003 pessoas por telefone entre 14 e 16 de agosto e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-03317/2026, oferece um retrato de uma disputa em que nenhum dos principais candidatos conseguiu consolidar uma vantagem clara.

No primeiro turno, porém, a história é ligeiramente diferente. Lula lidera com 41% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro o segue com 36%. Ambos subiram um ponto percentual em relação à semana anterior. No segundo pelotão, Ronaldo Caiado permanece estável com 5%, Renan Santos aparece com 4%, e Romeu Zema oscilou de 3% para 4%. Esses números sugerem que, se o pleito fosse hoje, haveria segundo turno — mas não indicam quem sairia vencedor dessa etapa final.

A guerra de rejeições oferece outro ângulo revelador da competição. Lula é rejeitado por 48% dos eleitores, enquanto Flávio Bolsonaro é rejeitado por 50%. As taxas são praticamente idênticas, refletindo uma polarização em que ambos os candidatos enfrentam resistência significativa de parcelas importantes do eleitorado. Quando se observa o potencial de voto — a soma dos eleitores que poderiam votar em cada um — Lula tem ligeira vantagem com 50% contra 48% de Flávio Bolsonaro, mas novamente a diferença é marginal.

O que emerge desses números é um retrato de uma campanha ainda em aberto. Nenhum dos candidatos principais conseguiu construir uma posição dominante. As oscilações são pequenas, os empates técnicos abundam, e as rejeições são altas para todos. Tudo indica que o segundo turno será decidido não por quem tem mais votos garantidos, mas por quem conseguir mobilizar melhor seus eleitores indecisos e convencer aqueles que ainda rejeitam ambas as opções.

Resultado igual o da semana passada
— BTG Nexus
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