A quatro dias de uma das eleições mais disputadas da história recente do Brasil, os números revelam um país dividido quase ao meio: Lula e Flávio Bolsonaro seguem empatados tecnicamente tanto no primeiro quanto no segundo turno, segundo pesquisa Meio/Ideia. A diferença entre os dois — um ponto percentual no primeiro turno, meio ponto no segundo — dissolve-se dentro da margem de erro, transformando a corrida presidencial numa questão de milímetros. O que os dados traduzem, mais do que intenções de voto, é a imagem de um eleitorado profundamente polarizado, onde a rejeição a ambos os candidatos
Lula e Flávio Bolsonaro empatam tecnicamente em primeiro e segundo turno
Empate técnico persiste tanto no primeiro quanto no segundo turno
Como assim empate técnico? Lula tem 39,4% e Flávio tem 38,4%. Não é uma diferença real?
A margem de erro da pesquisa absorve essa diferença de um ponto. Com 2 mil entrevistados, a variação estatística permite que os dois estejam tecnicamente no mesmo patamar.
Mas qual é exatamente a margem de erro? A reportagem não especifica. Sabemos que é 95% de confiança, mas não sabemos se é mais ou menos um ponto, dois pontos.
Verdade. O que importa é que a pesquisa mostra uma disputa muito apertada, seja qual for a margem exata.
E no segundo turno? Lula com 48,5% e Flávio com 48% também é empate?
Sim. Novamente dentro da margem de erro. Mas note que em todos os outros cenários de segundo turno testados — contra Cury, Caiado, Zema, Santos — Lula vence com folga.
Isso é interessante. Flávio só empata com Lula. Contra qualquer outro, o presidente ganha. Isso sugere que Flávio é o único que consegue mobilizar o eleitorado de forma comparável.
E quanto à aprovação? 49% aprova e 49% desaprova. Isso significa que o país está literalmente dividido ao meio?
Não exatamente. Quando você desagrega, vê que 35,3% consideram a gestão ótima ou boa, enquanto 41% a veem como ruim ou péssima. O meio — os 21% que acham regular — é que cria essa aparência de divisão perfeita.
Mas a rejeição dele é 43,7%. Isso é maior que a aprovação. Então há mais gente que rejeita Lula do que gente que aprova. Isso não é divisão ao meio, é uma base sólida contra ele.
Dois terços dos eleitores já decidiram o voto. Isso significa que a campanha dos últimos dias não vai mudar muito?
Provavelmente não. Mas um terço ainda pode mudar, e em uma disputa tão apertada, isso é suficiente para definir o resultado.
Il Polso
- Com apenas quatro dias para o primeiro turno, Lula e Flávio Bolsonaro estão separados por apenas um ponto percentual — diferença que a margem de erro da pesquisa simplesmente apaga.
- A tensão se aprofunda no segundo turno simulado: 48,5% contra 48% configura um cenário em que qualquer movimento de última hora pode definir o destino da eleição.
- A rejeição eleitoral de Lula chega a 43,7% e a de Flávio Bolsonaro a 41,4%, revelando que os dois líderes disputam não apenas votos favoráveis, mas também a menor antipatia possível.
- Quase um terço dos eleitores — 31,5% — admite que ainda pode mudar de voto, mantendo o resultado em aberto e tornando os últimos dias de campanha decisivos.
- Nos cenários alternativos de segundo turno, Lula vence todos os demais adversários com margens entre quatro e sete pontos, sugerindo que a disputa real se concentra inteiramente no duelo com Flávio Bolsonaro.
A quatro dias de uma das eleições mais disputadas da história recente do Brasil, os números revelam um país dividido quase ao meio: Lula e Flávio Bolsonaro seguem empatados tecnicamente tanto no primeiro quanto no segundo turno, segundo pesquisa Meio/Ideia. A diferença entre os dois — um ponto percentual no primeiro turno, meio ponto no segundo — dissolve-se dentro da margem de erro, transformando a corrida presidencial numa questão de milímetros. O que os dados traduzem, mais do que intenções de voto, é a imagem de um eleitorado profundamente polarizado, onde a rejeição a ambos os candidatos rivaliza com o apoio que cada um recebe.
A quatro dias do primeiro turno, uma pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quarta-feira confirma o que o clima político já anunciava: o Brasil está rachado ao meio. No cenário estimulado, Lula lidera com 39,4% das intenções de voto, mas Flávio Bolsonaro, pelo PL, respira em seu pescoço com 38,4%. A diferença de um ponto percentual está dentro da margem de erro do levantamento, realizado com 2 mil eleitores por telefone em todo o país. Augusto Cury, do Avante, aparece em terceiro com 6,7%, seguido por Renan Santos (4,5%), Ronaldo Caiado (4,4%) e Romeu Zema (3,5%).
No confronto direto entre os dois principais candidatos, a igualdade se mantém: 48,5% para Lula e 48% para Flávio Bolsonaro — diferença estatisticamente irrelevante. Quando testado contra os demais adversários em simulações de segundo turno, o presidente vence com folga, entre quatro e sete pontos percentuais. Mas é justamente o duelo com Flávio Bolsonaro que permanece sem dono.
A pesquisa espontânea — sem sugestão de nomes — repete o padrão: 31,5% para Lula e 30,5% para Flávio Bolsonaro. O número de indecisos caiu de 26% para 17,5% em relação à rodada anterior, sinal de que o eleitorado está se definindo, ainda que lentamente.
A aprovação de Lula está em 49%, empatada com sua desaprovação. Sua rejeição eleitoral chega a 43,7%, enquanto a de Flávio Bolsonaro é de 41,4%. Dois terços dos entrevistados dizem que o voto já está decidido, mas 31,5% admitem que ainda podem mudar de ideia — uma fatia que pode ser determinante. A pesquisa, registrada no TSE sob o protocolo BR-08706/2026, tem nível de confiança de 95%. O primeiro turno acontece no domingo, 4 de outubro.
A quatro dias da votação, o Brasil segue dividido. Uma pesquisa eleitoral divulgada nesta quarta-feira mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro em empate técnico tanto no primeiro turno quanto no segundo, sinalizando uma disputa presidencial que permanece aberta e extremamente acirrada até o último momento.
No primeiro turno estimulado — quando os eleitores recebem a lista completa de candidatos — Lula marca 39,4% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro, pelo PL, fica logo atrás com 38,4%. A diferença de um ponto percentual situa-se dentro da margem de erro da pesquisa Meio/Ideia, realizada com 2 mil eleitores por telefone em todo o país. O terceiro lugar fica com o escritor Augusto Cury, do Avante, com 6,7%. Renan Santos, do partido Missão, soma 4,5%, Ronaldo Caiado, do PSD, alcança 4,4%, e Romeu Zema, do Novo, obtém 3,5%. Os demais candidatos não ultrapassam 1% cada um. Brancos, nulos e indecisos totalizam 2,2% das respostas.
Quando o cenário muda para um confronto direto entre os dois principais nomes, a igualdade persiste. Lula chega a 48,5% enquanto Flávio Bolsonaro marca 48%. Novamente, a diferença é estatisticamente insignificante. A pesquisa também testou outros cenários de segundo turno envolvendo Lula contra Cury, Caiado, Zema e Santos. Em todos eles, o presidente vence com margens que variam entre quatro e sete pontos percentuais.
Na pesquisa espontânea — quando os nomes não são sugeridos — a liderança se mantém próxima. Lula tem 31,5% das menções espontâneas contra 30,5% de Flávio Bolsonaro. Cury soma 4%, Zema 3,5%, Caiado 3,1% e Santos 1,7%. Neste formato, 17,5% dos eleitores não sabem em quem votar, queda significativa em relação aos 26% da rodada anterior.
A aprovação do trabalho de Lula está em 49%, empatada com sua desaprovação. Quando desagregada, a avaliação mostra 14% considerando a administração ótima, 21,3% boa, 21% regular, 12% ruim e 29% péssima. A rejeição eleitoral do presidente atinge 43,7% — eleitores que afirmam não votariam nele sob nenhuma circunstância. Flávio Bolsonaro é rejeitado por 41,4%. Dois terços dos entrevistados, 68,5%, disseram que o voto já está totalmente decidido, enquanto 31,5% admitem que ainda podem mudar de escolha.
A pesquisa foi contratada pelo Canal Meio e realizada pelo instituto Ideia, com custo declarado de 46 mil reais. O levantamento tem nível de confiança de 95% e foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-08706/2026. Os dados foram coletados entre 25 e 28 de setembro, três dias antes da divulgação. O primeiro turno ocorre no domingo, 4 de outubro, das 8h às 17h em horário de Brasília. Se nenhum candidato alcançar maioria dos votos válidos, os dois mais votados seguem para o segundo turno.
Citazioni salienti
68,5% dos eleitores consultados disseram que o voto já está totalmente decidido, enquanto 31,5% admitiram que ainda podem mudar de escolha— Pesquisa Meio/Ideia