Lula e Flávio Bolsonaro empatam tecnicamente em pesquisa Real Time Big Data

Metade do eleitorado descarta cada um deles
Lula e Flávio Bolsonaro têm rejeição praticamente idêntica: 50% e 49% respectivamente.
Mark

Como se explica que Lula saia melhor na pesquisa espontânea do que na estimulada?

Mimi

Quando os nomes não são sugeridos, Lula tem 36% contra 30% de Flávio. Quando aparecem os nomes, Flávio sobe para 37% e Lula para 41%. Isso sugere que o estímulo visual ou verbal dos candidatos menores — Cury, Renan Santos — puxa votos que saem de Lula.

Luke

Mas a diferença entre 36% e 41% está dentro da margem de erro de 2 pontos. Então não sabemos se Lula realmente ganha votos com o estímulo ou se é apenas variação natural.

Mark

E no segundo turno, Flávio fica à frente de Lula. Como isso se encaixa?

Mimi

Flávio tem 45% contra 44% de Lula. Mas novamente, está dentro da margem de erro. O que é interessante é que em outros duelos — contra Caiado, contra Cury — Lula empata ou vence.

Luke

Então não há um cenário de segundo turno onde Lula perde claramente. Flávio é o único que aparece numericamente à frente, mas por uma margem que não é estatisticamente significativa.

Mark

A rejeição é praticamente igual entre os dois — 50% para Lula, 49% para Flávio. O que isso significa?

Mimi

Significa que metade do eleitorado não votaria em cada um deles. É uma polarização muito forte. Ambos têm um teto de apoio, mas também um piso de rejeição muito alto.

Luke

E isso torna a eleição imprevisível. Se a rejeição é tão alta para ambos, pequenas mudanças na campanha, em eventos externos, podem deslocar votos significativamente entre eles ou para candidatos terceiros.

  • Lula e Flávio Bolsonaro estão tecnicamente empatados no primeiro turno — 41% contra 37% —, e a margem de erro de dois pontos apaga qualquer vantagem aparente.
  • Na pesquisa espontânea, sem lista de nomes, Lula abre seis pontos de vantagem sobre Flávio, sugerindo que o presidente vive mais forte na memória do eleitor do que nas urnas simuladas.
  • No segundo turno, Flávio aparece numericamente à frente de Lula pela única vez — 45% a 44% —, mas a incerteza estatística impede qualquer conclusão segura sobre quem venceria.
  • A rejeição de 50% a Lula e 49% a Flávio sinaliza uma eleição explosiva: metade do país já decidiu que não votará em nenhum dos dois favoritos.
  • Candidatos como Caiado, Zema e Cury surgem com rejeições menores, mantendo aberta a possibilidade de surpresas em um eleitorado ainda altamente volátil.

A menos de dois anos das eleições presidenciais de 2026, o Brasil contempla um cenário de empate técnico entre o presidente Lula e Flávio Bolsonaro — dois nomes que dividem o eleitorado com quase igual intensidade de apoio e de rejeição. A pesquisa Real Time Big Data, divulgada em setembro de 2026, não aponta um vencedor, mas revela uma democracia polarizada onde metade dos eleitores recusa cada um dos principais candidatos. É o retrato de um país que ainda busca, nas margens da incerteza estatística, o rosto de seu próximo líder.

A pesquisa Real Time Big Data publicada em 24 de setembro de 2026 desenha uma corrida presidencial sem vencedor definido. No primeiro turno estimulado, Lula aparece com 41% e Flávio Bolsonaro com 37% — diferença que some dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. O empate técnico é o primeiro sinal de uma disputa que promete ser longa e imprevisível.

O comportamento dos eleitores muda conforme o método de pesquisa. Quando não recebem uma lista de nomes — a chamada pesquisa espontânea —, 36% citam Lula e 30% citam Flávio. Esse gap de seis pontos indica que o presidente ocupa um espaço mais consolidado no imaginário do eleitor. Mas quando os nomes são apresentados, Flávio recupera terreno e a corrida se fecha.

Nos cenários de segundo turno, o quadro se complica. Flávio Bolsonaro é o único adversário que aparece numericamente à frente de Lula — 45% contra 44% —, ainda que dentro da margem de incerteza. Contra Caiado e Cury, Lula empata em 44%. Ele venceria Renan Santos por 44% a 38% e Romeu Zema por 45% a 39%, mas nenhum desses resultados oferece uma vitória estatisticamente segura.

O dado mais revelador da pesquisa talvez seja a rejeição: 50% dos eleitores dizem que não votariam em Lula, e 49% dizem o mesmo sobre Flávio. Candidatos menores, menos conhecidos, carregam rejeições menores — Zema tem 35%, Caiado 38%. O levantamento, feito com 2 mil pessoas entre 19 e 23 de setembro e registrado no TSE, aponta para uma eleição em aberto, onde a volatilidade e a rejeição mútua dos favoritos deixam o resultado genuinamente incerto.

A pesquisa Real Time Big Data divulgada na quinta-feira (24 de setembro) oferece um retrato da disputa presidencial de 2026 marcado pela proximidade entre os dois principais nomes. Luiz Inácio Lula da Silva aparece com 41% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro fica com 37%. A diferença de quatro pontos percentuais desaparece quando se considera a margem de erro de dois pontos percentuais — tecnicamente, os dois estão empatados.

O levantamento capturou dois cenários distintos de votação. Na pesquisa espontânea, quando os eleitores não recebem uma lista de nomes para escolher, Lula amplia sua vantagem: 36% contra 30% de Flávio Bolsonaro. Esse gap sugere que o presidente mantém uma liderança mais sólida quando os eleitores respondem de memória, sem estímulo visual ou verbal dos candidatos. Quando os nomes são apresentados — a pesquisa estimulada — a corrida se aperta, e Flávio ganha terreno.

Os cenários de segundo turno testados pelo instituto revelam um quadro mais complexo. Flávio Bolsonaro é o único adversário que aparece numericamente à frente de Lula em um confronto direto: 45% contra 44%. Mas essa vantagem permanece dentro da margem de erro, o que significa que não há certeza estatística de que ele venceria. Em outros possíveis duelos, Lula se sai melhor. Contra Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante), o presidente empata em 44%. Ele venceria Renan Santos (Missão) com 44% contra 38%, e Romeu Zema (Novo) com 45% contra 39%.

Um dado que atravessa toda a pesquisa é a rejeição. Quando perguntados em quais candidatos não votariam, 50% dos eleitores apontaram Lula e 49% apontaram Flávio Bolsonaro. A diferença é mínima, e ambos os números são altos — indicam que metade do eleitorado descarta cada um deles. Renan Santos aparece com 42% de rejeição, Caiado com 38%, e Zema com 35%. Os candidatos menores têm rejeição menor, o que é esperado quando menos pessoas os conhecem.

A pesquisa entrevistou 2 mil pessoas entre 19 e 23 de setembro de 2026. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-04202/2026. Os números revelam uma eleição em aberto: Lula sai na frente quando os eleitores votam de memória, mas perde espaço quando os nomes são apresentados. Em segundo turno, nenhum cenário oferece uma vitória clara — tudo fica dentro das margens de incerteza que toda pesquisa carrega. A rejeição alta dos dois principais candidatos aponta para uma eleição volátil, onde mudanças nas próximas semanas e meses podem alterar significativamente o resultado.

Os dois estão tecnicamente empatados
— Análise da pesquisa Real Time Big Data
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