A menos de dois anos das eleições presidenciais de 2026, o Brasil contempla um cenário de empate técnico entre o presidente Lula e Flávio Bolsonaro — dois nomes que dividem o eleitorado com quase igual intensidade de apoio e de rejeição. A pesquisa Real Time Big Data, divulgada em setembro de 2026, não aponta um vencedor, mas revela uma democracia polarizada onde metade dos eleitores recusa cada um dos principais candidatos. É o retrato de um país que ainda busca, nas margens da incerteza estatística, o rosto de seu próximo líder.
Lula e Flávio Bolsonaro empatam tecnicamente em pesquisa Real Time Big Data
Metade do eleitorado descarta cada um deles
Como se explica que Lula saia melhor na pesquisa espontânea do que na estimulada?
Quando os nomes não são sugeridos, Lula tem 36% contra 30% de Flávio. Quando aparecem os nomes, Flávio sobe para 37% e Lula para 41%. Isso sugere que o estímulo visual ou verbal dos candidatos menores — Cury, Renan Santos — puxa votos que saem de Lula.
Mas a diferença entre 36% e 41% está dentro da margem de erro de 2 pontos. Então não sabemos se Lula realmente ganha votos com o estímulo ou se é apenas variação natural.
E no segundo turno, Flávio fica à frente de Lula. Como isso se encaixa?
Flávio tem 45% contra 44% de Lula. Mas novamente, está dentro da margem de erro. O que é interessante é que em outros duelos — contra Caiado, contra Cury — Lula empata ou vence.
Então não há um cenário de segundo turno onde Lula perde claramente. Flávio é o único que aparece numericamente à frente, mas por uma margem que não é estatisticamente significativa.
A rejeição é praticamente igual entre os dois — 50% para Lula, 49% para Flávio. O que isso significa?
Significa que metade do eleitorado não votaria em cada um deles. É uma polarização muito forte. Ambos têm um teto de apoio, mas também um piso de rejeição muito alto.
E isso torna a eleição imprevisível. Se a rejeição é tão alta para ambos, pequenas mudanças na campanha, em eventos externos, podem deslocar votos significativamente entre eles ou para candidatos terceiros.
El Pulso
- Lula e Flávio Bolsonaro estão tecnicamente empatados no primeiro turno — 41% contra 37% —, e a margem de erro de dois pontos apaga qualquer vantagem aparente.
- Na pesquisa espontânea, sem lista de nomes, Lula abre seis pontos de vantagem sobre Flávio, sugerindo que o presidente vive mais forte na memória do eleitor do que nas urnas simuladas.
- No segundo turno, Flávio aparece numericamente à frente de Lula pela única vez — 45% a 44% —, mas a incerteza estatística impede qualquer conclusão segura sobre quem venceria.
- A rejeição de 50% a Lula e 49% a Flávio sinaliza uma eleição explosiva: metade do país já decidiu que não votará em nenhum dos dois favoritos.
- Candidatos como Caiado, Zema e Cury surgem com rejeições menores, mantendo aberta a possibilidade de surpresas em um eleitorado ainda altamente volátil.
A menos de dois anos das eleições presidenciais de 2026, o Brasil contempla um cenário de empate técnico entre o presidente Lula e Flávio Bolsonaro — dois nomes que dividem o eleitorado com quase igual intensidade de apoio e de rejeição. A pesquisa Real Time Big Data, divulgada em setembro de 2026, não aponta um vencedor, mas revela uma democracia polarizada onde metade dos eleitores recusa cada um dos principais candidatos. É o retrato de um país que ainda busca, nas margens da incerteza estatística, o rosto de seu próximo líder.
A pesquisa Real Time Big Data publicada em 24 de setembro de 2026 desenha uma corrida presidencial sem vencedor definido. No primeiro turno estimulado, Lula aparece com 41% e Flávio Bolsonaro com 37% — diferença que some dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. O empate técnico é o primeiro sinal de uma disputa que promete ser longa e imprevisível.
O comportamento dos eleitores muda conforme o método de pesquisa. Quando não recebem uma lista de nomes — a chamada pesquisa espontânea —, 36% citam Lula e 30% citam Flávio. Esse gap de seis pontos indica que o presidente ocupa um espaço mais consolidado no imaginário do eleitor. Mas quando os nomes são apresentados, Flávio recupera terreno e a corrida se fecha.
Nos cenários de segundo turno, o quadro se complica. Flávio Bolsonaro é o único adversário que aparece numericamente à frente de Lula — 45% contra 44% —, ainda que dentro da margem de incerteza. Contra Caiado e Cury, Lula empata em 44%. Ele venceria Renan Santos por 44% a 38% e Romeu Zema por 45% a 39%, mas nenhum desses resultados oferece uma vitória estatisticamente segura.
O dado mais revelador da pesquisa talvez seja a rejeição: 50% dos eleitores dizem que não votariam em Lula, e 49% dizem o mesmo sobre Flávio. Candidatos menores, menos conhecidos, carregam rejeições menores — Zema tem 35%, Caiado 38%. O levantamento, feito com 2 mil pessoas entre 19 e 23 de setembro e registrado no TSE, aponta para uma eleição em aberto, onde a volatilidade e a rejeição mútua dos favoritos deixam o resultado genuinamente incerto.
A pesquisa Real Time Big Data divulgada na quinta-feira (24 de setembro) oferece um retrato da disputa presidencial de 2026 marcado pela proximidade entre os dois principais nomes. Luiz Inácio Lula da Silva aparece com 41% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro fica com 37%. A diferença de quatro pontos percentuais desaparece quando se considera a margem de erro de dois pontos percentuais — tecnicamente, os dois estão empatados.
O levantamento capturou dois cenários distintos de votação. Na pesquisa espontânea, quando os eleitores não recebem uma lista de nomes para escolher, Lula amplia sua vantagem: 36% contra 30% de Flávio Bolsonaro. Esse gap sugere que o presidente mantém uma liderança mais sólida quando os eleitores respondem de memória, sem estímulo visual ou verbal dos candidatos. Quando os nomes são apresentados — a pesquisa estimulada — a corrida se aperta, e Flávio ganha terreno.
Os cenários de segundo turno testados pelo instituto revelam um quadro mais complexo. Flávio Bolsonaro é o único adversário que aparece numericamente à frente de Lula em um confronto direto: 45% contra 44%. Mas essa vantagem permanece dentro da margem de erro, o que significa que não há certeza estatística de que ele venceria. Em outros possíveis duelos, Lula se sai melhor. Contra Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante), o presidente empata em 44%. Ele venceria Renan Santos (Missão) com 44% contra 38%, e Romeu Zema (Novo) com 45% contra 39%.
Um dado que atravessa toda a pesquisa é a rejeição. Quando perguntados em quais candidatos não votariam, 50% dos eleitores apontaram Lula e 49% apontaram Flávio Bolsonaro. A diferença é mínima, e ambos os números são altos — indicam que metade do eleitorado descarta cada um deles. Renan Santos aparece com 42% de rejeição, Caiado com 38%, e Zema com 35%. Os candidatos menores têm rejeição menor, o que é esperado quando menos pessoas os conhecem.
A pesquisa entrevistou 2 mil pessoas entre 19 e 23 de setembro de 2026. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-04202/2026. Os números revelam uma eleição em aberto: Lula sai na frente quando os eleitores votam de memória, mas perde espaço quando os nomes são apresentados. Em segundo turno, nenhum cenário oferece uma vitória clara — tudo fica dentro das margens de incerteza que toda pesquisa carrega. A rejeição alta dos dois principais candidatos aponta para uma eleição volátil, onde mudanças nas próximas semanas e meses podem alterar significativamente o resultado.
Citas Notables
Os dois estão tecnicamente empatados— Análise da pesquisa Real Time Big Data