No maior colégio eleitoral do Brasil, uma pesquisa Datafolha revela que a disputa presidencial de 2026 começa sem vencedor claro: Lula e Flávio Bolsonaro dividem o mesmo patamar em São Paulo, cada um com 35% no primeiro turno. O empate técnico não é apenas estatístico — ele reflete uma polarização profunda e uma rejeição elevada dos dois líderes, sinalizando que o país segue dividido entre forças que ainda não conquistaram corações suficientes para garantir a vitória.
Lula e Flávio Bolsonaro empatam em SP, aponta Datafolha
Ambos enfrentam rejeição elevada para um segundo turno
Como entender esse empate no primeiro turno quando Bolsonaro sai na frente no segundo?
A dinâmica muda quando o eleitor sabe que será uma escolha final entre dois nomes. Alguns que votam em terceiros no primeiro turno podem migrar para Bolsonaro no segundo, ou há quem rejeite Lula mas não tenha alternativa clara.
Mas a margem de erro é de dois pontos. Tecnicamente, qualquer um dos dois poderia estar à frente no primeiro turno também. Não podemos afirmar com certeza que há diferença real.
E essa rejeição de 51% para Lula—é um problema intransponível?
É alto, mas não é inédito em campanhas presidenciais. O que importa é se consegue consolidar o voto útil entre quem o rejeita menos que o adversário.
Flávio Bolsonaro tem 43% de rejeição, então a diferença é real. Mas ambos estão em patamares de rejeição muito elevados para um segundo turno.
Por que o voto espontâneo mostra Lula com 24% e Bolsonaro com 18%?
Quando não há sugestão de nomes, Lula tem mais reconhecimento como figura nacional. Mas note que 37% não sabem em quem votariam—é um eleitorado ainda muito em aberto.
E 8% de votos em branco ou nulo é significativo. Pode ser abstenção, pode ser rejeição a ambos. A pesquisa não decompõe isso.
São Paulo decidiu a eleição de 2022 para Bolsonaro. Essa pesquisa sugere que ele vence de novo?
Sugere que tem vantagem no segundo turno, mas estamos em julho de 2026. Muita coisa pode mudar até lá—economia, escândalos, campanha.
E importante: Lula venceu São Paulo em 2002, mas não desde então. A tendência histórica não está do lado dele nesse estado.
The Pulse
- Com 35% cada no primeiro turno, Lula e Flávio Bolsonaro chegam tecnicamente empatados ao estado que pode definir a eleição presidencial.
- No segundo turno simulado, Bolsonaro avança para 46% contra 43% de Lula — uma vantagem dentro da margem de erro, mas que acende um alerta para o campo petista.
- A rejeição de Lula, em 51%, é a maior entre todos os nomes testados, revelando o teto político que o presidente enfrenta em São Paulo.
- O PT não vence o segundo turno em São Paulo desde 2002, e os números históricos pesam como sombra sobre a estratégia eleitoral do governo.
- Com 37% dos eleitores ainda sem candidato definido no voto espontâneo, a disputa permanece aberta — e a batalha pela conquista dos indecisos será decisiva.
No maior colégio eleitoral do Brasil, uma pesquisa Datafolha revela que a disputa presidencial de 2026 começa sem vencedor claro: Lula e Flávio Bolsonaro dividem o mesmo patamar em São Paulo, cada um com 35% no primeiro turno. O empate técnico não é apenas estatístico — ele reflete uma polarização profunda e uma rejeição elevada dos dois líderes, sinalizando que o país segue dividido entre forças que ainda não conquistaram corações suficientes para garantir a vitória.
Uma pesquisa Datafolha divulgada em julho de 2026 mostrou que Lula e o senador Flávio Bolsonaro estão tecnicamente empatados em São Paulo, ambos com 35% das intenções de voto no primeiro turno. O levantamento ouviu 1.608 eleitores em 71 municípios paulistas, com margem de erro de dois pontos percentuais.
No cenário de segundo turno entre os dois, Bolsonaro avança para 46% enquanto Lula fica em 43% — uma diferença que permanece dentro da margem de erro, mas que aponta uma possível inclinação do eleitorado paulista. Outros confrontos testados, como Lula contra Ronaldo Caiado (42% a 43%) e contra Romeu Zema (41% a 44%), também resultaram em empates técnicos, revelando uma corrida presidencial ainda amplamente aberta.
O dado que mais chama atenção é a rejeição: 51% dos entrevistados disseram que jamais votariam em Lula, o maior índice entre todos os nomes testados. Flávio Bolsonaro aparece em segundo com 43% de rejeição. Essa polarização expõe a dificuldade que ambos enfrentam para ampliar suas bases além dos núcleos já consolidados.
No voto espontâneo, Lula mantém vantagem com 24%, seguido por Flávio Bolsonaro com 18%. Ainda assim, 37% dos eleitores afirmaram não saber em quem votariam — um universo de indecisos que pode definir o resultado final. São Paulo, com mais de trinta milhões de eleitores, é o maior colégio eleitoral do país. Em 2022, Jair Bolsonaro venceu o estado no segundo turno com 55% dos votos, e o PT não conquista São Paulo em um segundo turno presidencial desde 2002, quando Lula ganhou seu primeiro mandato.
Uma pesquisa Datafolha divulgada na terça-feira mostrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro estão tecnicamente empatados na disputa presidencial em São Paulo, cada um com 35% das intenções de voto no primeiro turno. O levantamento ouviu 1.608 eleitores em 71 municípios paulistas entre 1º e 3 de julho, com margem de erro de dois pontos percentuais.
O cenário muda quando se projeta um segundo turno direto entre os dois. Nesse confronto, Bolsonaro avança para 46% enquanto Lula fica em 43%—uma vantagem que permanece dentro da margem de erro, mas que sinaliza uma possível preferência do eleitorado paulista. O instituto também testou outros cenários: contra o ex-governador goiano Ronaldo Caiado, Lula registra 42% enquanto Caiado marca 43%; já diante do governador mineiro Romeu Zema, o presidente petista obtém 41% contra 44% do rival. Todos esses confrontos configuram empates técnicos, revelando uma disputa aberta e incerta.
O que chama atenção é a rejeição. Lula lidera o índice negativo entre todos os nomes testados: 51% dos entrevistados disseram que não votariam nele de forma alguma. Flávio Bolsonaro aparece em segundo lugar com 43% de rejeição. Entre os demais pré-candidatos, Aécio Neves registra rejeição acima de 20%, enquanto Romeu Zema e Ronaldo Caiado apresentam 13% cada. Essa polarização reflete a dificuldade que ambos os principais nomes enfrentam para expandir suas bases.
Quando a pesquisa testa o voto espontâneo—sem apresentar os nomes dos candidatos aos entrevistados—Lula mantém vantagem com 24% das intenções, seguido por Flávio Bolsonaro com 18%. Curiosamente, o ex-presidente Jair Bolsonaro é mencionado por 3% dos eleitores, apesar de não ser pré-candidato. Renan Santos, Ronaldo Caiado e um eventual "candidato do PT" somam 1% cada. Sete por cento das respostas se distribuem entre outras opções, enquanto 8% indicam votos em branco, nulo ou nenhum. Trinta e sete por cento dos entrevistados afirmaram não saber em quem votariam espontaneamente.
São Paulo é o maior colégio eleitoral do país, com mais de trinta milhões de eleitores, e sua importância estratégica para o resultado presidencial é indiscutível. Em 2022, Jair Bolsonaro venceu o estado no segundo turno com 55,24% dos votos válidos, embora tenha perdido na capital. O Partido dos Trabalhadores não vence uma disputa presidencial de segundo turno em São Paulo desde 2002, quando Lula conquistou seu primeiro mandato. Esses números históricos contextualizam o desafio que o presidente enfrenta para recuperar o estado.
Notable Quotes
Ambos registraram 35% das intenções de voto no principal cenário de primeiro turno testado pelo instituto— Datafolha