Em um momento em que Estados Unidos e China travam uma disputa tecnológica que redefine as hierarquias globais, o presidente Lula escolheu nomear a assimetria sem eufemismos: o Brasil não tem condições de confrontar essas potências no campo militar, e fingir o contrário seria uma ilusão perigosa. O que ele propõe, em vez da rendição ou da fanfarronice, é uma terceira via — a da inteligência como instrumento de soberania, construída sobre pesquisa, educação científica e o aproveitamento estratégico dos recursos naturais que o país já possui. É uma aposta antiga em forma renovada, pressionada ag