Lula chega a Nova York carregando o peso simbólico de ser o primeiro a falar diante das nações — um lugar que o Brasil ocupa como declaração de presença no mundo. Seu discurso na Assembleia Geral da ONU, marcado para terça-feira, será uma defesa da soberania sem nomear adversários, uma resposta às acusações norte-americanas sem confronto direto, e um apelo à ordem global num momento em que as tensões comerciais e diplomáticas entre Brasília e Washington testam os limites da cordialidade entre os dois presidentes.